Assentamentos rurais recebem apoio para aumento da produção

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    Tornar os assentamentos rurais da reforma agrária exemplos de produtividade e qualidade de vida para o homem do campo. Esse é o principal objetivo do Programa Assentamentos Dinâmicos, lançado pelo Governo do Estado na manhã desta segunda-feira (3), numa solenidade com a presença do governador Jaques Wagner, e dos secretários estaduais da Agricultura, Eduardo Salles, e da Casa Civil, Rui Costa, na Fundação Luís Eduardo Magalhães, em Salvador.

    Serão investidos R$ 17 milhões nas ações de infraestutura, desde fornecimento de água e luz até o apoio técnico para a produção. “Nós queremos dar à agricultura familiar a grandeza que ela merece, mostrando que com planejamento, técnica e apoio nosso é possível melhorar as sementes, o plantel, plantar mais, criar mais e aumentar muito a renda”, disse o governador.

    Inicialmente vão ser atendidos três assentamentos em regiões com climas diferentes, o ‘Lulão’, em Santa Cruz Cabrália, que fica no bioma Mata Atlântica, o ‘Nova Canaã’, em Pindobaçu, que fica no bioma semiárido, e o ‘Ilha da Liberdade’, no município de Barreiras, localizado no bioma Cerrado.

    Bioma Catinga

    “Serão investimentos na linha de infraestrutura, para garantir que as famílias tenham condições de produzir, por meio de capacitação técnica e também na organização de associações e cooperativas para ampliar o poder de comercialização e aumentar o valor agregado do que é produzido”, afirmou o agricultor, Marcio Mattos, diretor do Movimento dos Sem Terra na Bahia.

    Durante a cerimônia, foi lançado também o Programa Bioma Catinga, que realizou uma pesquisa sobre a caprinovinocultura na Bahia e a partir do resultado vai promover uma série de ações para ampliar o ganho com a produção. “O diagnóstico foi realizado pelo Banco do Brasil e pelo Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa do Brasil (Sebrae), e mostrou, por exemplo, que o rebanho de caprinos em nosso estado é bem maior que o apresentado pelo IBGE”, explicou o secretário da Agricultura, Eduardo Salles.

    De acordo com Salles, por meio do programa será possível elaborar uma série de medidas para, ao lado dos produtores, tornar a região do São Francisco num polo de excelência neste tipo de criação. “O diagnóstico permite planejar as ações que vão alavancar essa atividade que é tradicional da região e promove a sustentabilidade e o convívio com a seca”.

    Melhor produção e aumento da renda

    Para gerir os programas e adequar os investimentos às necessidades dos agricultores, foram criados grupos de trabalho que envolvem todos os parceiros, secretarias de governo e os agricultores. Segundo o secretário da Casa Civl, Rui Costa, a luta é para que o agricultor familiar possa aumentar sua renda de R$ 250 para R$ 2 mil. “Dispomos de ferramentas e meios para proporcionar melhoria da produção e aumenta considerável da renda. Esperamos que em breve possamos dizer ao país inteiro: aqui está um exemplo de sucesso”.

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