Caso de crianças de Monte Santo é tema de documentário

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    O drama de um casal do município de Monte Santo (a 352 km de Salvador), separado dos cinco filhos por conta de um suposto esquema de adoções irregulares, despertou a atenção da servidora pública Marta Torres, 31 anos.

    Munida de duas câmeras filmadoras, ela saiu de Salvador, sozinha, direto para Monte Santo, determinada a produzir um documentário sobre o caso. Mas engana-se quem pensa que o vídeo debruça-se sobre novas denúncias de ilegalidades.

    “A ideia inicial até era descrever à população as aberrações jurídicas do processo. Mas lá, vendo as pessoas envolvidas, percebi que era mais significativo ouví-las e ouvir suas ideias sobre a vida”, explicou Marta Torres.

    As imagens do documentário, já intitulado Ser-Tão Inocente: As Crianças de Monte Santo, foram gravadas nos dias 27 e 28 de outubro. Conforme Marta, uma versão ainda não finalizada do vídeo será encaminhada à Assembleia Legislativa da Bahia, numa tentativa de exibí-lo aos deputados amanhã.

    No mesmo dia, representantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas da Câmara Federal estarão na AL-BA para uma sessão, segundo a advogada Isabella da Costa Pinto, do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Yves de Roussan (Cedeca-BA), que acompanha o caso.

    Conversas – Foi durante conversas com a advogada Isabella que Marta decidiu produzir o documentário – ambas são amigas e se conheceram em meio aos movimentos sociais. “Esse documentário conta a realidade das crianças de Monte Santo, mas também mostra que as pessoas lá podem criar seus filhos”, defendeu a representante do Cedeca.

    O documentário está na fase final de edição e a primeira exibição já está marcada para a próxima quinta-feira. A sessão será para convidados, no Cine Sesi, em Maceió (AL), terra natal de Marta.

    Ela disse que ainda está tentando conseguir uma sala de cinema em Salvador para exibir o vídeo, de forma gratuita. “Contei com pessoas maravilhosas para concluir este projeto, que não tem qualquer fim lucrativo, mas para que as autoridades escutem aquelas histórias de vida”, concluiu.

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    (As informações são do A Tarde)

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