Crônica: Fiquei um pouco sozinho

reflexaoUma sexta-feira dessas, depois do trabalho, entrei no carro e peguei a estrada. Fui passar o fim de semana em Cambury, no litoral paulista. Fiquei hospedado em uma simpática pousada e me diverti muito.

Você pode estar perguntando:Foi com quem? Eu respondo: sozinho da silva. E quando retornei a São Paulo, nodomingo à noite, decidi que solidão seria o meu primeiro assunto por aqui.

Para a maioria daspessoas, é estranho ver um sujeito almoçando sozinho em um restaurante. Ou sehospedando sozinho em uma charmosa pousada. O pessoal fica espiando pelo cantodo olho, não conseguindo esconder a curiosidade. Será que ele está de mal com avida? Será que está precisando ficar sozinho? Será, será?

Atendendo a curiosidadedas pessoas (e despertando a sua, caro leitor) gostaria de informar que, paramim, estar desacompanhado é tão natural quanto estar acompanhado. Tenho excelentesamigos e milhões de conhecidos. Só que também acho legal passear comigo por aí.

O Paulo Leminski, umbaita poeta curitibano, dizia que ficava mais inspirado quando caminhava. Entendodireitinho o que ele quer dizer. Quando caminho sozinho é quando menos tenho ospés no chão.

Falando em Leminski, averdade é que eu não estava sozinho-sozinho lá em Cambury. Estava acompanhadopor um monte de livros. E passei alguns momentos muito agradáveis com eles.

Além disso, sempre queentrava no carro ficava na companhia de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa,Daniela Mercury e Maria Bethânia. Foi superbacana ter ouvidos só para estesbaianos.

Solidão é uma palavraque ganhou um sentido maior do que o seu próprio significado. É só falar em solidãoque as pessoas já pensam em solidão e tristeza. Ou solidão e abandono. Ou solidãoe remorso. Mas como disse um velho amigo meu: existe a solidão sem magoa, a solidãoque anda junto com a individualidade.

Você sabia que emfilosofia, uma das definições de solidão é a “busca de comunicação”? Como pode?Sem momentos solitários, por exemplo, eu não teria como escrever esse textoaqui para vocês.

E não estaria fazendouma nova turma: a alegríssima turma de leitores que, certamente, me acompanharãoa partir de hoje por aqui.

Marcelio Oliveira – é formadoem Comunicação Social – Jornalismo – e Letras – pela Universidade Cidade de SãoPaulo – UNICID – Além de revisor de texto, escritor e redator e escreverá todosos domingos neste espaço.

Contatos: Facebook:Marcelio Pereira de Oliveira – Twitter: @marceliooliveir e email:marceliojornalista@hotmail.com

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