Dilma anuncia redução de tarifas elétricas e promete retomada do crescimento

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    A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quinta-feira uma redução das tarifas de energia elétrica para os consumidores e para a indústria com o objetivo de baratear os custos de produção e aumentar a competitividade econômica do país. A redução tarifária média, que entrará em vigor no início de 2013, será de 16,2% para consumidores residenciais, detalhou a governante em discurso à nação pronunciado por ocasião do Dia da Independência, comemorado amanhã. Por sua vez, o corte alcançará 28% no setor produtivo com o objetivo de torná-lo “ainda mais competitivo”, disse a presidente, que previu o impacto positivo da medida nos preços dos produtos e no estímulo para as exportações. Dilma antecipou que o barateamento da fatura elétrica será detalhado na próxima terça-feira e disse que faz parte de um conjunto mais amplo de medidas. Além disso, acrescentou que foram aprovadas ações que, segundo sua opinião, representarão uma “verdadeira revolução” no sistema de transporte do país, entre ela a criação de uma empresa de planejamento e logística, que, em colaboração com o setor privado, promoverá a reformulação da infraestrutura do setor.

    A presidente anunciou o investimento de R$ 133 bilhões na melhoria e ampliação de 10 mil quilômetros de ferrovia e cerca de oito mil quilômetros de estradas em cooperação entre a iniciativa pública e a privada sem detalhar o período de execução. Dilma previu o início de um novo ciclo de crescimento econômico que tomará impulso a partir do ano que vem, após uma “redução temporária do índice de crescimento” devido ao impacto da crise internacional. “Não descansarei na busca por novas formas de diminuir impostos e tarifas sem causar desequilíbrios às contas públicas e sem trazer prejuízos à nossa política social”, continuou. A presidente concluiu afirmando que o Brasil tem um presente “próspero e excelentes perspectivas” para o futuro. A redução da tarifa elétrica era uma velha demanda da indústria nacional, que frequentemente exige do Governo Federal medidas que incentivem a competitividade e diminuam os altos custos logísticos do país. Após o anúncio, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, qualificou a medida de “muito importante” e uma demonstração que sua organização conseguiu introduzir o debate dos preços da energia. Em comunicado, Skaf defendeu a análise do vencimento das concessões a companhias elétricas “para verificar o caminho tomado pelo governo” e comprovar se garante a “maior redução possível” nas tarifas. (EFE)

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