Passa de 100 número de ataques a bancos em 2012 na BA, diz sindicato

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    Na Bahia, foram contabilizados ao menos 152 casos de ataques criminosos contra agências bancárias e caixas eletrônicos entre os meses de janeiro e novembro deste ano, segundo dados divulgados pelo Sindicato dos Bancários do estado na quinta-feira (29).

    Entre as ocorrências estão explosões em caixas eletrônicos (34); assaltos (49) e arrombamentos (48). Somente no mês de novembro, foram contabilizados 20 crimes contra instituições financeiras fora de Salvador. Na capital baiana, foram registrados 29 casos até agora em 2012.

    O crime mais recente ocorreu na quinta-feira (29), no município de Ibirapitanga, na região sul, quando 15 homens armados invadiram o Banco do Brasil do município e fizeram três pessoas reféns.

    Em setembro, a 1ª Pesquisa Nacional de Ataque a Bancos revelou que a Bahia é o segundo estado brasileiro com o maior número de assaltos a bancos, caixas eletrônicos e instituições financeiras. O estudo aponta que o estado teve 61 casos no primeiro semestre deste ano, ficando no ranking atrás apenas de São Paulo, com 283.

    Para Carlos Alberto Gomes, representante do Observatório de Segurança Pública da Bahia, o número de ataques de criminosos contra as agências se deve à falta de segurança nos bancos. “Parece que os bancos em si não estão preparados para os assaltos. Visto os juros que cobram, deveriam ter um sistema de segurança mais adequado. Embora não se possa perder o foco de que eles [bancos] são vítimas, é responsabilidade deles colocar um determinado nível de segurança. Não tem havido investimento adequado por parte dos bancos em segurança”, opina.

    A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou por meio de nota que a segurança dos funcionários e clientes é uma preocupação central dos bancos e que realiza com frequência investimentos em tecnologia. A Federação informou que os bancos são obrigados a submeter à Polícia Federal um plano de segurança para que possam funcionar e que os assaltos diminuíram 83%,de 1.903 no ano 2000, para 322, em 2012, no Brasil. (Veja Mais no G1/BA)

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