PT: Jonas Paulo manda recado para a base aliada

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    Com o seu tradicional chapéu e camisa com a imagem do rosto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estampada, o presidente estadual do PT Jonas Paulo transita pelos estandes e salas de palestras do Encontro de Prefeitos Eleitos e Reeleitos que acontece neste final de semana (9 a 11/11) em Guarajuba. O dirigente petista mantém o posicionamento de que é preciso ter critérios para definir a ocupação das vagas em disputa nos dois próximos anos.

    Presidência da Assembleia Legislativa e da União dos Municípios da Bahia (UPB), além da vaga do Tribunal de Contas do Estado (TCE) são os espaços em questão. “Primeiro é importante que tenha apoiado Dilma, Wagner, Lídice e Pinheiro em 2010. Não temos veto a nenhum nome, mas temos que ter critérios para a escolha. Não tem disputa de 2013 que não esteja inserida no contexto das negociações de 2014”.

    Deixando claro que nem os petistas devem acreditar que irão acumular posições neste momento para depois reivindicar a chapa. “O processo é único. Não temos veto a ninguém. O PT quer a cabeça de chapa, o que não quer dizer que a movimentação agora vai garantir que esteja com o PT em 2014. O PT está aberto, mas o partido nome para todas as posições”.

    UPB

    Ao enumerar os cargos e os respectivos critérios, Jonas Paulo, afirma que para a presidência da Assembleia e para o TCE, os postulantes devem ter sido eleitos na base do partido em 2010. Para a UPB é preciso que candidato tenha estado no palanque da base nesta eleição de 2012. “O cara pode ser de um partido da base, mas ter sido eleito num palanque da oposição”.

    Apesar de várias candidaturas postas, duas aparecem como as que devem dividir o eleitorado (prefeitos) do órgão. Maria Quitéria (PSB), reeleita para Cardeal da Silva, com o apoio do atual presidente Luiz Caetano, da diretoria e de deputados federais como João Leão e o prefeito eleito de Santo Estevão, Orlando Santiago (PSD), apoiado por Otto Alencar e com a experiência de já ter presidido a entidade à época pelo PFL.

    O problema de Santiago, apesar do presidente Jonas Paulo não comentar, é que ele disputou a eleição contra Rogério dos Santos Costa, que é justamente do PT. Quitéria também não teve o apoio petista, apesar de ser candidata à reeleição. Em Cardeal, o PT marchou com a candidata Doutora Mariane do PDT. Em 2010, a vice-presidente da atual gestão apoiou Wagner e o time de Lula.

    Assembleia

    Sobre o Poder Legislativo, Jonas Paulo foi enfático. “Não existe candidato de si mesmo. A candidatura da Assembleia é uma construção dos partidos da base dentro da cesta de debates e de espaços da construção da chapa de 2014. Porque, inclusive, o presidente da Casa pode ser governador `tampão’. Este tem que estar pactuado com as forças. Porque quem diz que chega pelos seus próprios méritos, obviamente, vai querer ficar na cadeira”.

    O presidente não quis, no entanto, discutir nomes. “É precipitado. Agora, precisamos discutir o processo e o pacto”.

    (Bocão News)

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