Salvador: Multidão de evangélicos lota Parque da Cidade para Canto pela Vida

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    Perguntada sobre qual artista era o seu preferido entre as atrações do Canto pela Vida, a manicure Taiane de Jesus Santos, 23, responde sem nenhuma dúvida: “Deus”. Ela era uma das milhares de pessoas que acompanharam o show gospel, lotando o Parque da Cidade a partir das 14h de ontem. O evento, promovido pela rádio Vida FM, teve como objetivo incentivar o público a doar sangue. Para a campanha, reuniu gratuitamente artistas como Cassiane, Jamily, Chris Duran, Irmão Lázaro, Regis Danese, além da cantora Soraya Moraes, vencedora de três categorias do Grammy Latino de 2008, incluindo melhor canção brasileira. O troféu veio com a música Som da Chuva, em parceria com Marcos Moraes.

    A manicure Taiane também foi uma das centenas de pessoas que não conseguiram entrar no parque. Só encontrou lugar Praça Bahia Azul, entre as avenidas Juracy Magalhães Junior e Antonio Carlos Magalhães. “Tava muito abafado lá dentro”, justifica. O trânsito ficou lento na região e, segundo a Transalvador, o congestionamento chegava ao Rio Vermelho.

    Espremida com o carrinho do pequeno Levi, de apenas 3 meses, Taiane contou o motivo de sua conversão. “Tava bebendo demais, muito largada”, afirma ela, assumindo que ainda se acostuma com a nova vida. “Se fosse fácil, o mundo todo já estava convertido”, observa.

    Já na área da platéia, a vendedora Ivanice Meira, 33, resistia ao calor e ao aperto, cantando as músicas com as mãos para o alto e lágrimas nos olhos. “É a ação do Espírito Santo”, justifica, referindo-se à emoção dos inúmeros fiéis que assistiam ao show. Ivanice credita também o fervor dos presentes às lutas de suas vidas. “Minha vida mudou. O Senhor me deu emprego, me deu família”, cita.

    Quase simultaneamente a cantora Cassiane também comentava no palco a dimensão do público de ontem. “Eu creio que quando o povo de Deus se reúne, alguma coisa acontece”, disse, tendo como resposta vários “Aleluia” e “Glória a Deus”. Bem distante do palco, um grupo de adolescentes cantavam e dançavam sem se abalar por estar longe do palco. “Não tem condição”, resume Tâmara Silva, 17. Consciente da campanha trazida pelo evento, um de seus amigos, Jeferson Silva, 17, fez questão de dizer o que eles faziam por ali. “Principalmente para exaltar e engrandecer o nome do Senhor e salvar vidas”, afirmou. (Informações do Correio)

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