Advogado baiano denuncia vocalista da banda Jota Quest ao MP

flausinoO advogado baiano Juno Barbosa Leite apresentou ao Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) uma notícia crime denunciando Rogério Flausino, cantor da banda Jota Quest, por crime de preconceito.

Flausino foi vaiado no último sábado (31) durante a apresentação que fez no Festival Circuito Banco do Brasil, que aconteceu no Wet’n Wild, em Salvador, após chamar os soteropolitanos de preguiçosos. “Queria saber o seguinte. Domingão, amanhã provavelmente ninguém vai trabalhar. Aqui em Salvador a rapaziada já não trabalha normalmente, mas domingão nem fudendo”.

A frase ganhou repercussão nacional e deverá parar no tribunal caso o MP e a Justiça acate a denúncia de Juno. O advogado se mostrou indignado com as palavras de Flausino e espera que a solicitação do documento de cinco páginas seja atendido pela promotoria baiana. “Não falo como advogado e sim como um cidadão. Me senti extremamente ofendido pelas palavras altamente preconceituosa dele e todo tipo de preconceito deve ser punido como determina a lei”, disse para a reportagem do Bocão News.

Juno esteve ontem (04) na sede do MP, em Salvador, para apresentar a notícia crime contra o vocalista da banda mineira, que terminou pedindo desculpas pelas declarações. “Não adianta se desculpar após cometer o delito”, enfatiza o advogado que aguarda o MP decidir se vai ou não oferecer a denúncia para a Justiça.

“Temos que deixar de aceitar ofensas como se fosse algo normal. Não sou preguiçoso e não aceito esse estigma de que somos ociosos”, conta Juno ao ressaltar que qualquer pessoa que tenha se sentido ofendido pela frase de Flausino pode ir até a sede do MP e formalizar a denúncia. “As pessoas ainda não tem conhecimento desse instrumento que temos a nosso favor”.

Caso o Ministério Público acate, a solicitação será encaminhada para a Justiça baiana que vai avaliar a denúncia de preconceito. “Tudo dando certo e prosseguindo nos trâmites corretos, o juiz deverá intimar Flausino para se defender e ele terá que vir para Salvador responder pelas acusações”, explica.

Segundo o advogado ele segue sustentado pela Lei N° 9.459 em que pune os autores dos crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. A pena é de um a três anos de reclusão e multa. “Não estou preocupado se ele vai ou não ser preso. Quero apenas que todas as pessoas deixem de faltar com respeito com os baianos trabalhadores”. (Fonte: Bocão News)

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