Advogado é condenado por forçar funcionários a participar de cultos no RS

xIMAGEM_PENSE_5.jpg.pagespeed.ic.MtkoUgr-2IPor forçar os empregados a participar de cultos evangélicos na sede da empresa, uma vez por semana, a Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul condenou o Grupo Villela, pertencente ao advogado Renan Lemos Villela, por discriminação religiosa.

De acordo com as denúncias recebidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), o advogado dizia que ia “tirar o capeta” dos empregados, e que quem não acreditasse em Jesus Cristo estaria “endemoniado”. A 15ª Vara do Trabalho de Porto Alegre determinou, em liminar, que o grupo se abstenha de praticar condutas discriminatórias a crenças religiosas dos empregados. Também determinou que a empresa não exija que funcionários rezem e/ou compareçam a atos religiosos e sessões de leitura da Bíblia sob qualquer motivo, em razão de Contrato de Trabalho. Em caso de descumprimento, Villela deverá pagar multa de R$ 10 em cada caso verificado. O valor será destinado ao Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT). Renan Villela preside a Villela Advogados Associados, Villela Assessoria Empresarial, Villela Administradora Empresarial e RMV Assessoria Empresarial.

De acordo com o procurador do Trabalho responsável pela ação civil pública, Philippe Gomes Jardim, as manifestações são abusivas e ferem a liberdade religiosa dos funcionários. Jardim ainda diz que a empresa negou assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e, que, por isso, a questão foi judicializada. (BN)