Ambulâncias atolam em calçamento e pastor realiza parto em Feira de Santana

79224-3O pastor parteiro. É assim que o pastor evangélico Edvan Santos da Silva, 28 anos, está sendo chamado no bairro Parque Brasil, em Feira de Santana. Na madrugada deste sábado (16), sua esposa Ana Vitória, de 24 anos, entrou em trabalho de parto e ele se deparou com o desafio de trazer a própria filha ao mundo.

Ele pediu ajuda ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que imediatamente se deslocou para o local, mas ao chegar à Rua Canápolis o calçamento feito há pouco mais de dois meses cedeu e a ambulância atolou. Uma segunda ambulância foi acionada e também ficou retida na rua.

O pastor conta que a pequena Ana Eloiza nasceu por volta das 3h da madrugada e só conseguiram sair com o Samu para o hospital por volta das 5h da manhã. A mãe e a criança estão no Hospital Mater Dei e passam bem.

79229-3“Eu me mantive tranquilo, aguardei a pontinha da cabeça da criança aparecer e fui tirando aos poucos, amparando-a em minhas mãos até que de repente ela já estava totalmente fora do ventre da mãe. No momento em que percebi que minha esposa já não estava mais aguentando manter a criança dentro dela eu pedir para ela ficar tranquila e que se deitasse para que eu pudesse fazer todo o procedimento que eu já havia visto em filmes”, contou Edvan Santos.

79230-3O pastor, que comemora o nascimento do quarto filho, disse que agradeceu muito a Deus e que a experiência foi inesquecível. “Fui obrigado a passar por essa experiência, mas foi um grande momento. Foi muito forte e inusitado, e é uma coisa que vai marcar para sempre não só a minha vida, como o futuro dessa criança. A Bíblia diz que os filhos são herança de Deus e foi sobrenatural participar do nascimento de uma herança do Senhor”, declarou.

79231-3“Foi algo surpreendente. Deus me deu toda direção e sabedoria para que pudéssemos agir com o procedimento correto para que não houvesse complicações no decorrer do processo. Em casa estavam apenas eu, Deus e minha esposa. As crianças estavam dormindo. Não foi tão fácil, mas o fato de ter visto o procedimento em filmes também me ajudou”, explicou.

Segundo ele, quando o calçamento estava sendo realizado, os moradores perceberam que havia falhas na execução da obra. “Esse calçamento foi feito há aproximadamente dois meses e não foi feito de uma forma correta. Há aproximadamente 70 centímetros de areia sem apilar e colocaram a pedra por cima. Era certo que o piso iria ceder como estamos comprovando agora”, comentou.

*Com informações e fotos do Acorda Cidade