Após guerra de espadas se tornar patrimônio, Ministério Público faz recomendações à prefeitura de Senhor do Bonfim

A proposta já havia sido aprovada, no final do mês passado, pela Câmara de Vereadores da cidade, por unanimidade. A medida, no entanto, divide opiniões na cidade, porque alguns moradores defendem o fim da prática por conta dos perigos de queimaduras nos participantes. No São João de 2016, ao menos 19 pessoas tiveram ferimentos no município por conta da guerra de espadas.

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Tradição

Apesar de perigosa, a tradição é mantida pelas famílias da cidade, que aguardam a chegada do São João para dar início a manifestação cultural. O bairro da Gamboa é ponto de encontro dos “Espadeiros da Gamboa”. O grupo tem mais de 70 participantes e se reúne para guerrear há mais de 50 anos.

Durante a guerra, os espadeiros usam roupas e capacetes para se proteger das espadas, mas não dispensam a oração para pedir proteção antes de dar início a tradição.

Em média, cada espadeiro leva 100 espadas para guerra, e algumas famílias chegam a gastar mais de mil reais com o arsenal. (Com informações do G1/BA)