Assassinato de menina de Juazeiro em escola faz 9 meses e até agora ninguém foi preso

cb1Completam neste sábado (10) nove meses que a menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, moradora de Juazeiro, no norte da Bahia, foi assassinada durante uma festa dentro de uma escola particular de Petrolina, em Pernambuco, na divisa com a Bahia. Até hoje, ninguém foi preso pelo crime.

Os pais da menina, que levou mais de 40 facadas, continuam na luta por Justiça. Sandro: “A gente volta a pedir esclarecimentos aos delegados. Que eles nos informem todos os detalhes, inclusive qual foi o local exato do crime”, diz Sandro Romilton, pai de Beatriz, que não se conforma como os criminosos conseguiram entrar na escola. “A gente se surpreende com a facilidade com que o crime ocorreu”, acrescenta.

Lúcia Mota, mãe de Beatriz, se emociona ao lembrar da filha. “A ausência é sufocante. Eu não consigo me conformar. Não consigo”, exclama. Ela diz que vai até o fim, em busca dos responsáveis pela morte da filha. “Nem que seja a última coisa que eu faça na minha vida, mas eu vou lutar por Justiça”, afirma.

local_corpo_beatrizNa última quinta-feira (8), a Polícia Civil divulgou imagens que seriam do suspeito de ter participado do assassinato da garota. No vídeo, o suspeito aparece nas proximidades da escola, e depois entrando na quadra onde a festa acontecia. Em seguida, ele segue para o bebedouro, lugar onde Beatriz foi vista pela última vez.

O perito Gildemário Lima e o delegado responsável pelas investigações, Marceone Ferreira, disseram que foi descoberto DNA de dois suspeitos na faca usada no crime e embaixo das unhas da mão direita de Beatriz.

“É uma luta incansável, uma luta inglória, mas a gente tem que continuar”, diz Sandro Romilton, que promete permanecer na luta para encontrar os assassinaos da filha. “A gente não pode parar nunca. A gente percebe que todas as vezes que nos manifestamos, que vamos às ruas, e que procuramos, de certa maneira, Justiça, a promotoria, a polícia judiciária, eles se pronunciam”, diz.

Crime
Beatriz saiu de perto da mãe, Lúcia Mota, por volta das 21h59, quando pediu para ir até o bebedouro, localizado na parte inferior da arquibancada e não retornou mais. O corpo da menina foi encontrado por volta das 22h50, em uma sala de material esportivo que estava desativada, devido a um incêndio que ocorreu em outubro de 2015.

Suspeitos
A polícia trabalha com a possibilidade de que mais de uma pessoa tenha assassinado a criança. “Pelas lesões, são lesões concentradas e que também podem ser de um agressor ou mais de um agressor, a gente também não descarta isso, devido a complexidade do caso. O fato de ter sido encontrada só uma faca, não quer dizer que foi apenas um”, explicou Marceone.

O delegado disse que, pelo menos, cinco pessoas que eram funcionários do colégio podem ter participado do crime. Segundo Marceone, essas pessoas mentiram ou entraram em contradições durante os depoimentos. Mas, ele alegou que até o momento não tinha provas suficientes para pedir a prisão de possíveis envolvidos na morte.

Em março, o colégio noticiou que todos os funcionários declarados como suspeitos pela polícia foram demitidos da escola.

Ainda de acordo com a polícia, 10 dias antes do crime, três chaves do colégio sumiram. Elas teriam passado por dois assistentes disciplinares e um segurança. Ao final do dia, o fato foi registrado em um livro de ocorrência da escola. Para a polícia, as chaves podem ter sido utilizadas como rota de entrada e fuga dos suspeitos.

*Do G1 BA, com informações da TV Sâo Francisco