Bahia já registra 150 casos suspeitos de microcefalia

123075214_wideA Bahia registrou 150 casos suspeitos de microcefalia entre janeiro e a última quinta-feira (3). Segundo a assessoria da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), em 86 casos foi constatado que o bebê possui um crânio igual ou menor à 32 centímetros, enquanto em outras 64 notificações ainda não há informações sobre o perímetro encefálico.

O primeiro boletim da Sesab sobre microcefalia, divulgado em novembro, apontava 13 casos em toda a Bahia. Na sexta-feira (4), foi emitido o segundo boletim, informando 112 casos suspeitos e 26 confirmações.

Dos 150 casos registrados na Bahia, foram constatados seis óbitos nos municípios de Salvador, Itapetinga, Olindina, Tanhaçu, Camaçari e Itabuna – o número é o mesmo do boletim divulgado na última sexta-feira (4) pela Sesab. Ainda segundo a assessoria, as cidades que concentram o maior número dos 86 casos confirmados da doença são Salvador (53), Lauro de Freitas (4) e Camaçari (3), na Região Metropolitana.

A microcefalia é uma má-formação do crânio em recém-nascidos, que provoca sequelas neurológicas e motoras. A Sesab informou que os casos suspeitos da doença devem ser notificados pelas equipes de saúde dos estabelecimentos de saúde no prazo de até 24h.

A Secretaria Estadual de Comunicação (Secom), informou que nesta terça-feira (8), o governador Rui Costa se reunirá com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, para discutir os problemas causados pela Zika vírus. A preocupação com a doença tem aumentado em todo o país, devido à comprovação de sua relação com o aumento dos casos de microcefalia em recém-nascidos.

De acordo com a Sesab, nesta quinta-feira (10) entra em funcionamento o Centro de Operações de Emergências em Saúde do governo da Bahia, que fará o acompanhamento da doença no estado e vai concentrar as informações sobre os casos, além de estabelecer medidas de vigilância, controle e atenção.

O Centro de Operações também será responsável pelo envio de equipes para auxiliar os municípios na investigação em campo, clínica e laboratorial, além de criar planos para controle das microcefalias e redução dos agravos.

Com informações do *Correio 24 Horas