Baiano está desaparecido após terremoto que deixou 2.500 mortos no Nepal

RTEmagicC_itabunanepal.jpgUm analista do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) que mora em Itabuna está sem dar notícias à família e aos amigos depois do terremoto que aconteceu no Nepal no início do final de semana.  Manoel Ursino Tenório de Azevedo Junior, que é pernambucano mas mora há vários anos na Bahia, estava no país com um amigo que retornou antes do terremoto ao Brasil.

Uma das filhas de Manoel fez um desabafo em redes sociais fazendo apelo por informações. “Hoje houve um terremoto de grande escala no Nepal. Foi um grande desastre, muitas cidades destruídas e milhares de vítimas. Meu pai está lá, e desde às 3:02 da manhã não temos notícias dele, sendo que o terremoto aconteceu às 3:25 da manhã do horário de Brasília. Não conseguimos nada além de conseguir deixar os dados dele no Itamaraty e aguardar as buscas por brasileiros, ou que ele consiga entrar em contato. Nesse momento são mais de 15 horas sem informações, estou muito aflita e sem opções, já que tudo lá está destruído e a dificuldade de contato até com a Embaixada é difícil. Pedindo a Deus que meu pai esteja bem. E peço aos amigos que orem por nós ou que mandem suas boas vibrações para que tenhamos notícias dele logo! Uma das últimas coisas que ele me falou por WhatsApp foi que me amava muito e estava preocupado comigo”, escreveu Leila Soriano no sábado.

Segundo o Itamaraty, a embaixada brasileira em Katmandu ainda tenta localizar todos os brasileiros que estavam no Nepal no momento do terremoto. Ao todo, 79 brasileiros estariam na região e 54 já foram localizados pelo órgão diplomático. O Itamaraty informou que não pode passar detalhes sobre os brasileiros localizados e desaparecidos.

Parte da rede de telefonia do Nepal foi destruída com o abalo sísmico, o que tem criado dificuldades de comunicação. Até mesmo por conta disso, o Itamaraty destaca que mais brasileiros podem estar no país.

Terremoto
O número oficial de mortos no terremoto que atingiu o Nepal neste sábado superou 2.500 e pode continuar aumentando, já que equipes de busca e resgate ainda trabalham em áreas remotas próximas do epicentro. Autoridades do Nepal afirmaram neste domingo que pelo menos 2.430 pessoas foram mortas no país. Esse número não considera as 18 pessoas que morreram na avalanche que ocorreu no Monte Everest, segundo a Associação de Montanhismo do Nepal. Mais 61 pessoas morreram em virtude dos tremores na Índia, e há mortes registradas também em outros países vizinhos.

Os trabalhos de busca e resgate ainda estão longe de encerrados, e por isso ainda não está claro qual o número total de mortes. O epicentro do terremoto de magnitude 7,8, que atingiu o Nepal ontem, foi cerca de 80 quilômetros a noroeste de Katmandu, de acordo com o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), e afetou, além da capital Katmandu, pequenas vilas próximas.

O terremoto foi o maior a atingir a nação asiática em mais de 80 anos. Na capital do país, milhares de pessoas passaram a noite em áreas abertas, com medo de novos terremotos. Mais cedo, no domingo, foi registrado um forte tremor secundário de magnitude 6,7.

*As informações são do Correio 24 Horas