Bizarro: Corpos são embalsamados em posições inusitadas pelo mundo; veja fotos

1-christopher-rivera_apMesmo após sua morte, o pugilista Christopher Rivera, de 23 anos, não tirou as luvas e nem baixou a guarda. Assassinado a tiros em Santurce, em Porto Rico, em janeiro deste ano, o boxeador teve um velório inusitado. No canto do ringue, vestido com luvas e óculos escuros, o lutador estava de pé em seu próprio funeral. Dar continuidade à carreira e ao estilo na despedida dos entes queridos que deixam a vida tem sido uma tendência cada vez mais frequente pelo mundo.

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O efeito é criado através de um embalsamento extremo e de bases para sustentar os corpos.

Na última semana, quem chegasse desavisado ao funeral da socialite Mickey Easterling, em Nova Orleans, nos Estados Unidos, poderia se confundir e achar que estava em uma festa.

A anfitriã usava um poá cor de rosa, carregava uma taça de champanhe em uma das mãos e um cigarro apagado na outra.

A socialite, que faleceu no dia 14 de abril, não voltaria a beber e fumar, mas certamente gostaria de ver os amigos e entes queridos aproveitarem o momento.

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O velório seguiu o estilo da falecida. “Ela amava ser o centro das atenções”, disse sua filha, Nanci Myke Easterling, ao portal Nola.com.

“Ela era extravagante, tinha talento, era maravilhosa”, concluiu.

Perto dali, também em Nova Orleans, o músico de jazz “Uncle” Lionel Batiste ficou de pé em seu próprio funeral, em 2012. Sua aparência natural transformou o clima do velório, que foi emendado em uma grande procissão musical pelas ruas da cidade. No caso do motociclista David Morales Colón, a família não pensou duas vezes antes de decidir sua posição final: pilotando sua moto preferida.

Caleb Wilde, um agente funerário que tem um blog sobre essa indústria explicou que a extravagância está longe de ser normalizada.

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“Na maioria das casas funerárias, a coisa mais extrema que podem fazer é vestir o falecido com shorts”, explicou à emissora norte-americana ABC News. “Então é uma coisa muito rara”, disse.

A preparação levaria quatro vezes mais tempo e, claro, seria bem mais cara.

“Nós teríamos que mudar a forma como embalsamamos uma pessoa. Seria preciso usar um fluído mais consistente para que o corpo ficasse estável naquela posição, e ele teria que ser embalsamado na posição em que seria visto”, explicou.

Informações do EXTRA (Fotos: AP)