Brasileiros passam por humilhação à espera do auxílio emergencial

Centenas de pessoas se aglomeraram novamente diante de agências da Caixa Econômica Federal em Teresina. Em uma agência do bairro Parque Piauí, na Zona Sul da capital do Piauí, a fila se estendeu mais de dois quarteirões. Por causa da demora no atendimento, muitos sentaram no chão da rua à espera para sacar o benefício ou alguma informação sobre o auxílio.

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Foto reprodução

A fila começou a crescer desde as 6h da manhã. Imagens captadas pela TV Clube mostram as pessoas amontoadas na escadaria da agência, além de distribuídas pela longa fila. “Para ficar debaixo daquele sol não dá certo não. Essa aqui é a vida do pobre mesmo, que sofre. Há dois dias que venho para cá e não dá certo. Para mim, nunca vai dar certo”, relatou um autônomo.

“Já estou cansado, né? Ficaria em pé, mas não estou conseguindo”, disse um outro trabalhador. Debaixo do sol, muitos improvisaram com uma toalha na cabeça. “O sol está queimando as pernas”.

Os usuários reclamam da falta de informação para saber como conseguir seu auxílio. Alguns tiveram cadastro aprovado, mas têm dúvidas sobre a conta, onde o dinheiro não caiu. “A gente depende desse auxílio, estamos sobrevivendo de cestas básicas. É terrível, mas não é culta do povo. Eles deveriam facilitar de todas as formas”.

Outros ainda buscam regularizar documentação de cadastro. “Isso aqui é muito humilhante. Está um clamor, a gente não sabe… Ninguém diz nada, fica esse transtorno. Aí fala que tem que baixar o aplicativo”. “Já vim na Caixa três vezes e ninguém resolve”.

Houve até quem aproveitasse para vender água, álcool em gel e máscaras artesanais. “Eu vim por que as pessoas tem essa necessidade, né, de se protegerem com a máscara”, disse a dona Socorro Andrade, que esteve na fila da Caixa em Timon vendendo máscaras. “E aproveito e faturo um dinheiro também”, comentou.