Câmara pode “avaliar” comissão presidida por pastor Falastrão

    RTEmagicC_58d54bf2a3.jpgO presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), declarou na noite da sexta-feira (8) que se novos fatos aparecerem, a Casa pode “avaliar a situação” da Comissão de Direitos Humanos, que elegeu esta semana o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) como presidente.

    O fato de Feliciano ser escolhido como presidente da comissão gerou protestos tanto de outros deputados como de entidades de direitos humanos, além da população civil, que organizou protestos em dez capitais – Salvador terá uma manifestação contra Feliciano neste domingo, no Farol da Barra.  O deputado é alvo de dois processos no Supremo Tribunal Federal (STF), um deles po homofobia e outro por estelionato. Ele nega as duas acusações.

    Henrique Alves comentou o caso durante passagem por Natal. Ele acredita que o partido deve ser preservado, mas que a Casa pode interferir ma comissão.

    “Foi um direito de um partido que reunido com os demais partidos escolheu a comissão que lhe cabia e, a partir daí, indicou o parlamentar de sua escolha. Mas, se fatos novos surgirem, na segunda-feira a Câmara poderá avaliar a situação da Comissão de Direitos Humanos, mas, claro, sempre respeitando o direito de cada parlamentar e de cada partido”, disse o deputado ao G1, sem explicar como seria essa avaliação.

    Denúncias
    Uma das denúncias contra Feliciano é de janeiro deste ano, feita pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que considerou uma mensagem do deputado no twitter como preconceituosa. “A podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam ao ódio, ao crime, à rejeição”, postou Feliciano. Como a homofobia não é tipificada como crime no Brasil, Gurgel denunciou Feliciano por crime de discriminação, que tem pena de um a três anos de prisão.

    A outra denúncia, de estelionato, é de antes da eleição do deputado, mas foi enviada ao STF por conta do foro privilegiado.

    As informações são do *Correio