Cansadas de ditadura da beleza, mulheres criam movimento contra depilação

RTEmagicC_578aad10d2.jpgMulheres do mundo inteiro estão cansadas do padrão de beleza determinado pelas pessoas. Sem paciência para a ditadura da beleza, vários grupos formados por garotas criaram movimentos contra a depilação das pernas.

Na internet, várias páginas já foram criadas para dar força às mulheres. Uma delas, a Clube dos Pés Peludos, criou um tumblr para que as moças possam divulgar fotos dos seus pelos sem sentir vergonha deles. Há também a página do Facebook “Mulheres contra os cuidados não essenciais” (The Women Against Non-Essential Grooming – WANG), que já reúne mais de 1.500 adeptos.

RTEmagicC_6039c9f0f7.jpgA criadora do blog Very Hairy Legs, Sarah, tem muitos pelos e apoia que as meninas não se sintam feias por isso. “Quando eu parei de me raspar, levou um tempo para me sentir confiante. Ver as fotos de outras mulheres que seguem o mesmo caminho me ajudou a me acostumar com a ideia. Eu acho que publico as minhas agora, porque gosto delas. Eu gosto da maneira como elas estão e elas me fazem lembrar que não sou obrigada a fazer com o meu corpo nada que não queira. Estou tão orgulhosa que não sinto mais vergonha dos meus pelos naturais”, disse em entrevista ao jornal Daily Mail.

RTEmagicC_c385cb0617.jpg“Agora, eu compartilho as imagens das minhas pernas por gostar da forma como estão. Elas me lembram que eu não sou obrigada a fazer o que eu não quero. E é bom ter o apoio da comunidade online, já que muita gente não aprova”, completou.

Super femininas
O ato de não se depilar não faz das garotas adeptas menos femininas. Uma participante do movimento disse que aderiu à ideia e não se arrepende. “Eu tenho pernas peludas e, para ser sincera, me sinto mais feminina do que nunca. Todo mundo ao meu redor acha nojento, mas eu sinto que é importante para mim deixá-los crescer, não só por mim, em minha trajetória de amor próprio e autoaceitação, mas também pelas outras pessoas que sentem vergonha de si”, explicou.

O site reforça a ideia que “todos deveriam se libertar das coercitivas normas corporais de gênero”.  (Correio 24 Horas)