Carteira de motorista já está cerca de R$ 500 mais cara

autoO cidadão que resolver tirar a tão sonhada Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pagará a partir desta terça-feira (02) até R$ 500 mais caro. A mudança aconteceu por conta da publicação da resolução n° 493 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que aumenta a carga horária das aulas práticas da primeira habilitação na categoria B (para carros) de 20h para 25h.

De acordo com a assessoria do Sindicato das Autoescolas e do Centro de Formação de Condutores, o valor da alteração varia entre R$ 300 e R$ 500.

Com a resolução, além da ampliação da carga horária, serão utilizados também simulados à noite, porém sem obrigatoriedade. A nova resolução exige o mínimo de 25 horas/aula, sendo 5 horas/aulas serão, obrigatoriamente, a noite.

Quem vai fazer adição para a categoria B, a nova resolução diz que é necessário ter 20 horas/aula, sendo que quatro devem ser no período noturno. No caso da moto (categoria A), é exigida 20 horas/aula, quatro dessas devem ser pela noite. Para adição da categoria na carteira são exigidas 15 horas-aula, três no período noturno.

Autoescolas reagem à resolução do Contran que limita número de aulas práticas

Professores de autoescolas do Distrito Federal consideram a resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que passa de 20 para 25 o limite de aulas práticas para alunos que desejarem tirar carteira de habilitação, insuficiente para formar motoristas mais conscientes. A Resolução, que entrou em vigor ontem (02), vale apenas para quem se habilitar à categoria “B”.

Instrutor de direção, Romualdo José da Silva, 58 anos, avalia que a criação de um limite de aulas tem dois efeitos negativos. Segundo ele, muitas das pessoas que cumprirem a determinação podem não adquirir experiência suficiente para pegar o volante em situação real, ou seja no trânsito.

“Há 30 anos na profissão, ensinei pessoas que poderiam ser habilitadas em quatro ou cinco aulas. Entretanto, outras não poderiam alcançar a habilitação nem com as 20 aulas práticas previstas. Na verdade, o que conta é a capacidade da pessoa. Cada um tem um tempo diferente para aprender a dirigir”, salientou Romualdo.

O instrutor ressaltou outra particularidade na definição do limite. “Alguns alunos, com mais dificuldades, quando estão próximos das aulas consideradas suficientes, ficam desestimulados, pois entendem que o quantitativo deveria ser suficiente. Acho que cada pessoa deveria ser capacitada pelo próprio instrutor, que é quem a acompanha”, concluiu.

O aumento das aulas também reflete no bolso do consumidor. Estudante de psicologia, Jéssica Emanuele, de 22 anos, acredita que a medida, pelo menos em um primeiro momento, reduzirá a procura pelas autoescolas.

“Estou no fim das aulas. Comecei a tirar carteira antes da resolução e paguei menos. É caro conseguir se habilitar. Com essas aulas a mais, as pessoas acabarão deixando para depois. Ainda assim, quem quiser deve procurar bem, pois não é difícil encontrar autoescolas mais baratas”, acrescentou Jéssica.

Por: Portaldenoticias.net (Com informações da Agência Brasil) Foto: Arquivo Portal