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	<title>História &amp; Cultura &#8211; Portal de Notícias</title>
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		<title>História &#038; Cultura &#8211; O dia em que Lampião assaltou Cansanção e fez jorrar sangue em Queimadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Dec 2019 14:45:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cansanção]]></category>
		<category><![CDATA[História & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Queimadas]]></category>
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<p>Antevéspera do Natal 1929. A data estigmatizou a vida de grande número de viventes de Cansanção e Queimadas. Não consta existir uma só alma viva para repassar a triste história. O último, seu João Gomes da Silva, o João Hipólito, neto do célebre Luiz da Silva Gomes Buraqueira, morreu em 2008. Contou João Hipólito ao [&#8230;]</p>
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<p><a href="http://www.portaldenoticias.net/wp-content/uploads/2014/02/lampiao.jpg"><img wpfc-lazyload-disable="true" loading="lazy" class="alignleft wp-image-22584" src="http://www.portaldenoticias.net/wp-content/uploads/2014/02/lampiao.jpg" alt="lampiao" width="462" height="403" srcset="https://www.portaldenoticias.net/wp-content/uploads/2014/02/lampiao.jpg 577w, https://www.portaldenoticias.net/wp-content/uploads/2014/02/lampiao-300x262.jpg 300w" sizes="(max-width: 462px) 100vw, 462px" title="lampiao História &amp; Cultura - O dia em que Lampião assaltou Cansanção e fez jorrar sangue em Queimadas"></a>Antevéspera do Natal 1929. A data estigmatizou a vida de grande número de viventes de <a href="https://www.portaldenoticias.net/categoria/cansancao/">Cansanção</a> e <a href="https://www.portaldenoticias.net/categoria/municipios/queimadas/">Queimadas</a>. Não consta existir uma só alma viva para repassar a triste história. O último, seu João Gomes da Silva, o João Hipólito, neto do célebre Luiz da Silva Gomes Buraqueira, morreu em 2008.</p>
<p>Contou João Hipólito ao narrador deste texto que naquele nefasto dia deixara sua residência, em Cansanação, bem cedo. Levava na cabeça uma pilha de pindobas destinada a cobrir a barraca de uma tia que vivia da venda de café, quando avistou um ajuntamento de animais na porta do açougue. Julgou ser o velório de defunto desencarnado pela madrugada. Ao aproximar-se descobriu que Lampião acabara de invadir a vila à frente de vários cabras. Ali talvez antegozassem o produto da pilhagem.</p>
<p>Os cangaceiros convidam João Hipólito a tomar umas pingas. Recusar era uma afronta certamente respondida com no mínimo um par de chicotadas. Ou uma dúzia de bolos de palmatória. Aceitou entornar algumas doses apesar de estar em jejum e não ser dos melhores amigo da cachaça.</p>
<p>Em seguida João Hipólito foi convocado a acompanhar a quadrilha na viagem de caminhão com destino a Queimadas. Deu a entender que aceitaria, mas antes&#8230;</p>
<p>Antes precisava urgente ir ao mato, “sujar”. Dada permissão, simulou afrouxar o cinto, desabotoar a braguilha, acocorar-se atrás de uma moita de xique-xique.</p>
<p>E tomou sumiço, sem vacilar, numa carreira doida, chutando espinhos, tropeçando nos tocos, se estropiando nos galhos Se cai na malha dos facínoras, adeus mamãe, adeus papai&#8230;</p>
<h2><strong>ASSALTO E EXTRAVAGÂNCIAS</strong></h2>
<p>Os cangaceiros tomaram Cansanção de assalto por volta das sete da manhã de 22 de dezembro de 1929. Permaneceram intermináveis horas na vila, invadiram as poucas residências e estabelecimentos comerciais dos quais retiravam perfumes, bugigangas e peças de tecidos das prateleiras e distribuíam com quem se achava nas imediações. Arrecadaram todo o dinheiro que puderam. Agrediram e fizeram moradores passar por constrangimento e humilhação. Antônio Primo, único barbeiro da praça, foi compelido a fazer a barba de Lampião e de outros cangaceiros. E ele que negasse!</p>
<p>O estoque de perfume evaporou. Os bandidos abriam os frascos e derramavam o líquido nas roupas sujas e fedorentas assim como no rabo dos cavalos. Conhaque, cachaça, cerveja e vinho estocados foram engolidos, garrafas esvaziadas.</p>
<p>Uma das testemunhas das depredações foi Lúcio José da Silva, o Lúcio da Parelha, assim chamado por ser proprietário da fazenda de igual nome. O fazendeiro narrou que a caterva procedia do Acaru, Monte Santo. Lúcio não só foi constrangido a fornecer cavalos, mas igualmente a servir de guia.</p>
<p>Entre os cidadãos forçados a fornecer dinheiro aos delinquentes, relacionam-se: Domingos Manoel de Jesus, José Ambrósio Modesto, Miguel Salvador, Pedro Salvador (Dodô) e seu irmão Antônio Soares, Terto Fagundes, Martinzinho (ex-jagunço do Conselheiro), Romão Belau, Chico Borges do Jatobá, Pedro Monteiro e o próprio Lúcio José da Silva.</p>
<p>Não houve, contudo, incêndio, defloramento, violência e conseqüente derramamento de sangue, como dali a horas haveria de acontecer em cidade vizinha.</p>
<h2><strong>A CARNIFICINA DE QUEIMADAS </strong></h2>
<p>De Cansanção a súcia embarcou para Queimadas (a 40 quilômetros), na carroceria de caminhão do IFOCS, mais tarde DNOCS.</p>
<p>Em meio à tranqüilidade de um domingo, por volta das três da tarde, irrompe um grupo fortemente armado, à primeira vista confundido com tropa de soldados volantes.</p>
<p>O grupo foi avistado por Deusdedith Barbosa de Souza, da casa comercial do pai, Hermelindo Barbosa de Souza e reputado como uma força policial.</p>
<p>No quartel, Lampião agarrou de surpresa o comandante Evaristo Carlos da Costa e deu voz de prisão aos sete soldados.</p>
<p>Antes de atravessar o rio Itapicuru, Lampião tomara por prisioneiros os irmãos Marques, Carlos Hilário e Irênio. Estes foram intimados a providenciar canoas para a travessia do rio.</p>
<p>Após desembarcar na margem direita, o atrevido e falso capitão Virgulino, prende o oficial de justiça Alvarino. Este e os irmãos Marques ficaram sob as ordens do comandante do grupo enquanto durou a investida.</p>
<p>A caminho do quartel, Lampião trocou palavras amáveis com João Lantyer. Este aguardava que José de Patápio lhe consertasse o Ford-bigode modelo 1929.</p>
<p>Uma ala do grupo partiu para o quartel, outra para a estação ferroviária. Receberam voz de prisão o telegrafista Joaquim Cavalcante e o agente Manoel Evangelista. Fechada a estação, os funcionários foram levados como prisioneiros.</p>
<p>Considerados prisioneiros foram também o Dr. Manoel Hilário do Nascimento, juiz preparador e o tabelião José Francisco do Nascimento.</p>
<p>Cidade sob seu domínio, Lampião condenou os sete soldados à morte, fuzilados covardemente a vista do sargento-comandante, ao entardecer.</p>
<p>Foram executados barbaramente os seguintes praças da polícia: Olímpio B. de Oliveira, Aristides Gabriel de Souza, José Antônio Nascimento, Inácio Oliveira, Antônio José da Silva, Pedro Antônio da Silva e o anspeçada Justino Nonato da Silva.</p>
<p>O sargento Evaristo Carlos da Costa não foi sacrificado a pedido de uma senhora da sociedade queimadense, Dona Santinha. Dona Santinha, de nome Austrialina, em troca de um trancelim, soube tirar proveito da oportunidade ao ouvir do chefe do bando que ela tinha o direito de fazer um pedido. Lampião, constrangido,cumpriu a palavra: não permitiu que o sargento comandante fosse fuzilado. Evaristo morreu em Santa Luz aos oitenta e oito anos de idade.</p>
<p>Tomaram parte nos assaltos a Cansanção e Queimadas os seguintes malfeitores: Lampião, Volta-Seca, Luiz Pedro, Antônio de Engrácia, Mariano, Mourão, Azulão, Ângelo Roque (Labareda), Gato, Gavião, Ezequiel (Ponto-Fino, irmão de Lampião), Zé Baiano, Antônio de Naro, Virgínio (Moderno, cunhado de Lampião), Arvoredo, Fortaleza, Revoltoso e Zabelê. Entre os dezoito havia: 7 baianos, 6 pernambucanos e 2 sergipanos.</p>
<p><strong>Texto: <a href="https://www.facebook.com/oleone.coelhofontes" target="_blank" rel="noopener">Oleone Coelho Fontes </a></strong><em>(Foto Montegem/Editora Abril)<strong><br />
</strong></em>Mais pormenores do massacre de Queimadas e do saque de Cansanção, no livro Lampião na Bahia, em sétima edição. Interessados podem pedir ao autor pelo telefone: (71) 3359-9660.</p>
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		<title>História de Juazeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Dec 2019 11:14:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[História & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Juazeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Variedades]]></category>
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<p>O município de Juazeiro, no norte do estado da Bahia, implantado à margem direita do Velho Chico, situa-se no ponto exato onde ocorria o cruzamento de duas importantes e estratégicas estradas interiores do Brasil. A primeira, fluvial, representada pelo Rio São Francisco, integrando o norte ao sul. A segunda, um caminho das bandeiras, aberto pelos [&#8230;]</p>
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<p><a href="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2013/01/DSCN8131.jpg"><img wpfc-lazyload-disable="true" loading="lazy" class="alignleft size-full wp-image-5815" src="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2013/01/DSCN8131.jpg" alt="DSCN8131" width="400" height="254" title="DSCN8131 História de Juazeiro"></a>O município de <a href="https://www.portaldenoticias.net/categoria/municipios/juazeiro/">Juazeiro</a>, no norte do estado da Bahia, implantado à margem direita do Velho Chico, situa-se no ponto exato onde ocorria o cruzamento de duas importantes e estratégicas estradas interiores do Brasil.</p>
<p>A primeira, fluvial, representada pelo <strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_S%C3%A3o_Francisco" target="_blank" rel="noopener">Rio São Francisco</a></strong>, integrando o norte ao sul. A segunda, um caminho das bandeiras, aberto pelos paulistas, sob o comando de Domingos do Sertão, pelos baianos sob o comando de Garcia d&#8217;Ávila II, pelos pernambucanos sob o comando de Francisco Caldas e pelos portugueses sob o comando de Manuel Nunes.</p>
<p>Somente no fim do século XVII, à sombra protetora da árvore &#8211; mãe do sertão, o juazeiro, começa a surgir o que hoje se constitui num dos mais importantes núcleos urbanos do interior nordestino.</p>
<p>Foi criado em 1833, sendo que desde 1596 seu território já era percorrido pelo bandeirante Belquior Dias Moreira. Em 1706, chegava à região uma missão são-franciscana para catequizar os índios da região. Ergueram um convento e capela com uma imagem da Virgem que, de acordo com a lenda local, fora encontrada em grutas das imediações, por um indígena. Deu-se ao local o nome de <i>Nossa Senhora das Grotas do Juazeiro</i>, que deu origem à atual sede do município.</p>
<p>Juazeiro, sucessivamente, elevada à categoria de vila, posteriormente, comarca, e transforma-se pela Lei n.º 1.814 de 15 de julho de 1878, em cidade.</p>
<h2><a href="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2013/01/DSCN8128.jpg"><img wpfc-lazyload-disable="true" loading="lazy" class="alignleft size-full wp-image-5816" src="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2013/01/DSCN8128.jpg" alt="DSCN8128" width="400" height="255" title="DSCN8128 História de Juazeiro"></a>Localização</h2>
<p>À margem direita do Rio São Francisco, no extremo norte da Bahia, ligada à cidade de Petrolina, pela ponte Presidente Dutra.</p>
<h3>Acesso</h3>
<p>O acesso a Juazeiro pode ser feito por via terrestre, utilizando as rodovias BR-235 e BR-407, usando a via férrea de Salvador a Juazeiro ou por ônibus, que são diários e partem da capital baiana e de outras cidades da Bahia e de outros estados, como Fortaleza, São Paulo e Brasília. Partindo de Salvador à Juazeiro passaremos por <strong><a href="https://www.portaldenoticias.net/categoria/municipios/feiradesantana/">Feira de Santana</a></strong>, Tanquinho, Riachão do Jacuípe, Nova Fátima,Gavião, Capim Grosso e Jacobina. As empresas de ônibus são: Expresso Guanabara, Viação Itapemirim, Viação Nossa Senhora da Penha, Falcão Real Transportes, etc. Também é possível por via aérea através do aeroporto de Petrolina, que está a 15 km da sede, em Pernambuco, ou ainda por um dos campos de pouso existentes na região, como em Sobradinho. E ainda por via fluvial utilizando a hidrovia do São Francisco, navegando pelo rio São Francisco, partindo de Pirapora, Minas Gerais, e pode-se destacar o porto fluvial da cidade que se encontra nas proximidades do perímetro urbano.</p>
<h2><a href="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2013/01/DSCN8104.jpg"><img wpfc-lazyload-disable="true" loading="lazy" class="alignleft size-full wp-image-5817" src="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2013/01/DSCN8104.jpg" alt="DSCN8104" width="400" height="299" title="DSCN8104 História de Juazeiro"></a>Geografia</h2>
<p>O relevo podes ser caracterizado como pediplano sertanejo, várzeas e terraços aluviais. Enquanto que o solos variam entre eutróficos, vertissolos, litólicos eutróficos, cambissolo, aluviais, pozólico vermelho &#8211; amarelo eutrófico e regossolo distrófico. Nessas terras, encontra-se alguns minerais, como o amianto, cobre, mármore, calcário, jaspe, salitre, calcita e manganês.</p>
<p>A geologia classifica os solos juazeirenses como rochas básicas quartzo biotita, biotita granitos, depósitos aluviares e coluionares. Ou ainda, ultra básicas anfibiólitos, calcários, depósitos fluviais.</p>
<p>A vegetação que cobre o município é a caatinga arbórea aberta com e sem palmeiras e caatinga arbórea densa sem palmeiras.</p>
<p>Juazeiro está incluso na bacia hidrográfica do São Francisco, e território do município encontra-se os rios São Francisco, Curaçá, Malhada da Areia, Salitre, Tourão, Mandacaru e Maniçoba.</p>
<h3>Clima</h3>
<p>Juazeiro está localizado numa área de clima árido e semi-árido, com alto risco de seca e que o período chuvoso ocorre entre os meses de novembro e março, ou seja, no verão.</p>
<p>A precipitação média anual está nos 399 mm, podendo variar dos 1055 aos 98 mm. E a temperatura média anual é de 24,2 °C, mas pode atingir a máxima de 43,6 °C e a mínima de 20,3 °C.</p>
<h3><a href="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2013/01/DSCN8122.jpg"><img wpfc-lazyload-disable="true" loading="lazy" class="alignleft size-full wp-image-5818" src="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2013/01/DSCN8122.jpg" alt="DSCN8122" width="400" height="271" title="DSCN8122 História de Juazeiro"></a>Acidentes geográficos</h3>
<h4>Ilhas</h4>
<p>Apesar de estar no interior do continente, Juazeiro possui algumas ilhas devido ao rio São Franscisco. Entre elas estão a do Rodeadouro, do Fogo, Culpe o Vento, da Amélia, do Massangano, de Nossa Senhora das Grotas e do Maroto.</p>
<p>A ilha do Rodeadouro está a 12 km de distância do centro de Juazeiro, é uma das mais freqüentadas da região, com praias de areias alvas e excelentes para banho. Com uma razoável infra-estrutura a ilha possui barracas onde os visitantes podem degustar os mais variados pratos da região. Há também espaço para camping, onde as pessoas podem passar os fins de semana usufruindo as belezas naturais do local.</p>
<p>A travessia pode ser feita através de barcos localizados às margens do rio São Francisco, no povoado do Rodeadouro ou nas barcas de passeio que saem todos os finais de semana do cais de Juazeiro até a ilha. Durante o percurso as pessoas curtem música ao vivo enquanto contemplam as paisagens naturais do Velho Chico.</p>
<p>A ilha do Fogo está localizada no centro da ponte Presidente Eurico Gaspar Dutra, marca da divisa entre os Estados da Bahia (Juazeiro) e Pernambuco (Petrolina). Possui uma área praiana com terreno acidentado, formado por uma rocha única, de aproximadamente 20 m de altura, onde está fixado um cruzeiro.</p>
<p>A ilha Culpe o Vento é deserta e ideal para prática de camping selvagem. O acesso é feito pela rodovia BA-210, que liga Juazeiro a Curaçá, aproximadamente 15 km até o local da travessia que é feita por barcos localizados às margens do rio.</p>
<h4>Grutas</h4>
<p>A gruta do Convento está situada a 100 km de Juazeiro, é uma aventura imperdível para quem gosta de passeios ecológicos. Cortinas e torres são formadas pelas estalactites e estalagmites que dão forma a gruta de 40 m de largura e 30 m de altura, composta ainda por dois lagos tornando o cenário mais belo. Para conhecer a gruta é necessário um guia nativo.</p>
<h4>Cachoeiras</h4>
<p>A cachoeira do Salitre está localizada no Vale do Salitre, na <i>Fazenda Félix</i>, a 39 km de Juazeiro, a cachoeira com salto de pouco mais de 2 m de altura é excelente para banho e muito apreciada pelas crianças da região, que se divertem nas águas do rio Salitre. O acesso é feito pela BA-210, sentido Sobradinho.</p>
<p>Também formada pelo rio Salitre, a cachoeira da Gameleira fica a 68 km de Juazeiro, escondida entre a vegetação fechada da caatinga. Num cenário paradisíaco, a queda d&#8217;água escorre entre um cânion, onde predomina um enorme gameleira, cuja as raízes se espalham formando sombra em parte da cachoeira. A profundidade do lago permite saltos do alto da cachoeira de aproximadamente 5 m.</p>
<h2>Evolução Populacional de Juazeiro</h2>
<ul>
<li>1991 &#8211; 128.767 hab.</li>
<li>1996 &#8211; 171.414 hab.</li>
<li>2000 &#8211; 174.567 hab.</li>
<li>2010 &#8211; 197.965 hab.</li>
<li><strong>2019 &#8211; População estimada 216.707 </strong></li>
</ul>
<h2>Economia</h2>
<p>A cidade de Juazeiro é considerada uma das mais industrializadas do vale do São Francisco, pois a mesma conta em seu distrito industrial (DISF &#8211; Distrito Industrial do São Francisco) com diversas indústrias e outros tipos de empresas.</p>
<h3>Agricultura</h3>
<p>A região compreendida pelas cidades de Juazeiro e Petrolina tornou-se o maior centro produtor de frutas tropicais do país, tendo destaque para os cultivos de manga, uva, melancia, melão, coco, banana, dentre outros; este desempenho é responsável pela crescente exportação de frutas além da produção de vegetais a região é conhecida nacional e internacionalmente pela produção e qualidade dos vinhos, que tiveram grande crescimento com a implantação de mecanismos de irrigação, tornando-se a única região do país a colher duas safras de uvas por ano, e a maior exportadora e produtora de frutas do Brasil, mesmo se localizando no centro do polígono das secas.</p>
<p>Vale resaltar que em Juazeiro se encontra um dos maiores &#8220;CEASAS&#8221; (central de abastecimento) do Brasil, sendo o maior do interior do norte-nordeste do Brasil, sendo maior até que muitos Ceasas de várias capitais e responsável pela produção agrícola que abastece várias regiões do país.</p>
<h3>Turismo</h3>
<p>O turismo de Juazeiro é bastante tímido ainda. Contudo, vem recebendo investimentos destinados ao desenvolvimento turístico da Zona turística dos Lagos do São Francisco, uma das zonas da Bahia com potencial turístico na qual está inserido. E entre as atrações turísticas da cidade pode-se destacar a orla fluvial, o navio &#8220;Vaporzinho&#8221;, o Museu do São Franscisco, a Ponte Presidente Dutra, o Parque da Lagoa do Calu, a Estátua Nego D&#8217;água e as vinícolas da região.</p>
<p>A Orla fluvial é muito movimentada. Apresenta uma rede de bares e restaurantes movimentados onde pode-se apreciar a beleza do rio São Francisco.</p>
<p>O Vaporzinho foi o primeiro navio a vapor que navegou no Velho Chico, tendo sido importado dos Estados Unidos, antes de navegar nessa região ribeirinha fazendo o trecho Juazeiro-BA/Pirapora-MG, navegou no rio Mississipi, nos Estados Unidos. Localizado na orla fluvial da cidade, é um monumento que homenageia os navegantes e a navegação que foram o eixo fundamental para o desenvolvimento da cidade.</p>
<p>O Museu do São Francisco, recentemente, foi restaurado apresenta um acervo rico da história da cidade e do rio São Francisco.</p>
<p>A Ponte Presidente Dutra foi inaugurada no ano de 1950, foi construída para ligar as cidades de Juazeiro-BA/Petrolina-PE, sendo hoje o maior eixo rodoviário do interior da região nordeste. Atualmente está paasando por um processo de ampliação.</p>
<p>O Parque da Lagoa de Calú é um parque multimodal de lazer e entretenimento que, recebeu este nome por conta de Dona Calú, uma senhora que vivia numa casinha de Taipo nesta região. Inicialmente era chamado &#8220;Buraco&#8221; de Calú, uma referência às características do local em que ela residia. Dona Calú veio a falecer anos antes da reforma que deu origem ao Parque da Lagoa.</p>
<p>A estátua Nego D&#8217;água está localizada dentro do rio São Francisco, na margem juazeirense. É uma homenagem juazeirense às lendas e folclores do rio e dos ribeirinhos.</p>
<p>Mesmo tendo uma infra-estrutura que engatinha ainda no ramo turístico, Juazeiro mostra que tem muito potencial a ser explorado.</p>
<p>O shopping de Juazeiro, Águas Center, é um local pequeno porém aconchegante. Lá pode-se encontrar algumas lojas, boutiques, bancos e uma praça de alimentação.</p>
<h4>Calendário de festas</h4>
<ul>
<li><b>Fevereiro:</b> &#8220;CARNAVAL DE JUAZEIRO&#8221;, Carnaval</li>
<li><b>Março:</b> Via Sacra.</li>
<li><b>Abril:</b> Maratona Tiradentes.</li>
<li><b>Maio:</b> Padroeira de Carnaíba, Festival Programa Arte Educação, Pentecostes.</li>
<li><b>Junho:</b> Padroeira de Abóbora, São João, Padroeiro de Juremal, São Pedro.</li>
<li><b>Julho:</b> Aniversário de Juazeiro, FENAGRI &#8211; Feira Internacional da Agricultura Irrigada.</li>
<li><b>Agosto:</b> Semana do Folclore.</li>
<li><b>Setembro:</b> Desfile Cívico-militar de 7 de setembro, Festa de Nossa Senhora das Grotas.</li>
<li><b>Dezembro:</b> Festival integrado de artesanato, Projeto cantos natalinos, Auto de natal, Reveillon da cidade.</li>
</ul>
<h2>Educação</h2>
<p>A educação de Juazeiro não é muito diferente da situação, de um modo geral, da do Brasil. Na cidade há algumas instituições de ensino superior, a Universidade do Estado da Bahia (UNEB), pública estadual, a Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), pública federal, e a Faculdade São Francisco de Juazeiro (FASJ), privada além de variás faculdades de ensino a distância como a FTC (Faculdade de tecnlogia e ciências), e a UNOPAR (Universidade do Norte do Paraná)e a UNIDERP-ANHANGUERA</p>
<p>Fonte: Wikipédia (Fotos: Gabriel Araújo &#8211; Portaldenoticias.net)</p>
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		<title>Os Assombros de Itiúba: Depoimento de Helena Isaura de Carvalhal &#8220;Cangaço na Bahia&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2016 14:20:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[História & Cultura]]></category>
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<p>Mais de sete décadas depois de sua morte, Lampião segue sendo uma lenda viva no Sertão, um depoimento histórico de Helena Isaura de Carvalhal, relata a tentativa do Rei do Cangaço de entrar na cidade de Itiúba, confira: 1929 . Nós corremos de Lampião até hoje, em nossos sonhos&#8230; Lampião pintava horrores judiando, amarrando as pessoas em [&#8230;]</p>
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<p><a href="http://www.portaldenoticias.net/wp-content/uploads/2016/02/Helena-Carvalhal-3.jpg" rel="attachment wp-att-47847"><img wpfc-lazyload-disable="true" loading="lazy" class="wp-image-47847 alignleft" src="http://www.portaldenoticias.net/wp-content/uploads/2016/02/Helena-Carvalhal-3.jpg" alt="Helena Carvalhal 3" width="392" height="262" srcset="https://www.portaldenoticias.net/wp-content/uploads/2016/02/Helena-Carvalhal-3.jpg 449w, https://www.portaldenoticias.net/wp-content/uploads/2016/02/Helena-Carvalhal-3-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 392px) 100vw, 392px" title="Helena Carvalhal 3 Os Assombros de Itiúba: Depoimento de Helena Isaura de Carvalhal &quot;Cangaço na Bahia&quot;"></a></p>
<p>Mais de sete décadas depois de sua morte, Lampião segue sendo uma lenda viva no Sertão, um depoimento histórico de Helena Isaura de Carvalhal, relata a tentativa do Rei do Cangaço de entrar na cidade de Itiúba, confira:</p>
<p><strong>1929</strong><br />
.<br />
Nós corremos de Lampião até hoje, em nossos sonhos&#8230;</p>
<p>Lampião pintava horrores judiando, amarrando as pessoas em pés de mandacaru, matando. E, antes de matar ainda perguntava:</p>
<p>&#8211; Como é que você quer morrer? É deitado, sentado, ajoelhado ou em pé?<br />
Contam os mais velhos, que, certa vez, Lampião pediu dinheiro a um jovem casal. Este se negou a dar. Lampião prendeu o marido na cauda de um cavalo e saiu correndo com o animal. A esposa acompanhou correndo até quando encontrou o bando numa fazenda tomando café. O marido continuava amarrado. Ela pediu tanto que ele soltou o homem dizendo:</p>
<p>&#8211; Solta esse diabo que parece que é casado de novo!..<br />
Foi no ano de 27 que nós demos a primeira carreira. Eu tinha catorze anos&#8230;</p>
<p>Vinha a história:</p>
<p>&#8211; Vem Lampião! Vem Lampião!<br />
A gente pensava que Lampião vinha. Mas, longe, ele atacou a Fazenda Triunfo. Era um lugarejo. No entanto, o medo era tanto que ninguém pensava em nada. Só em correr para escapar da tirania de Lampião e de seu bando. Aristides, parente nosso, tinha uma fazenda chamada Maravilha.</p>
<p>E, aí, um certo dia, ele mandou um vaqueiro que era procurador fazer um serviço lá na fazenda. E lá Zezinho Ferreira, primo de Júlio Ferreira, o vaqueiro contratador, encontrou Lampião que lhe perguntou:</p>
<p>&#8211; Quem é você, que vê Lampião e não muda?</p>
<p>Aí, ele disse:</p>
<p>&#8211; O Senhor é homem como eu.<br />
Lampião achou isso uma vantagem, então disse:<br />
&#8211; Aqui é a fazenda do capitão Aristides?</p>
<p>Zezinho disse:</p>
<p>&#8211; Sim.<br />
Lampião perguntou:</p>
<p>&#8211; E ele é muito valente?</p>
<p>&#8211; É.</p>
<p>Então, Lampião disse:</p>
<p>&#8211; Olhe, vou fazer um bilhete.</p>
<p>E fez. No bilhete ele dizia:</p>
<p>“Aristides, eu sou o Capitão Virgulino, o Lampião.<br />
Escrevo porque sei que você é muito forte e quero ir aí em Itiúba para lhe encontrar.”</p>
<p>Tentou entrar aqui em Itiúba muitas vezes, mas não conseguiu porque só há três saídas e a cidade é cercada por serras&#8230;</p>
<p>O Coronel Aristides Simões de Freitas, homem forte, valente, intendente, recebeu o bilhete de Lampião pedindo que mandasse dois contos de réis. E este destemido mandou dizer que ele viesse buscar. Mas Itiúba era prevenida com homens contratados nas trincheiras das três entradas esperando Lampião. Aristides se preveniu. Mandou chamar o povo do Chorroxó. Eles já tinham feito buracos nas imediações do lugarejo, para esperar Lampião. E, atendendo ao chamado do capitão Aristides, o povo de Chorroxó veio. Eram uns onze homens.<br />
Eu me lembro de um que chamava Luiz&#8230; E era bonito e forte&#8230;</p>
<p>Logo depois, veio esse povo do Virgílio. Aí, Aristides esperou, esperou e ele não veio. Lampião não veio. Só pode ter sido com medo. Nisso, Aristides mandou a resposta do bilhete. Mas, quando o portador lá chegou, ele não estava. Não esperou a resposta de que eles podiam vim. E foram embora. Aristides ficou com esta força de homens armados e com os contratos, guardando a cidade. Tinha uma tropa na estrada de Senhor do Bonfim e outra estação, mas lá muito adiante, quase na fazenda Estado. Só tinham três entradas, e ele, o Lampião, não veio. Fugiu.<br />
.<br />
<strong>1931</strong><br />
.<br />
Quando foi em outra época, em meados de 1929, ele quis entrar aqui&#8230;</p>
<p>Chegou até a casa da Fulo, na entrada da Calçada de Pedra, por onde ele tinha que passar para entrar aqui. As tropas continuavam a postos e armadas à espera de Lampião e o seu bando. De repente, ouviu-se um trotar. Era um jumento correndo. Nesse alvoroço, os guardas pensaram que era Lampião, e aí soltaram descargas de tiros. Aí todos responderam e fechou Itiúba de tiros&#8230; E todas as outras trincheiras começaram a atirar sendo que estavam avisadas, porque pensaram que os jumentos correndo era a tropa de Lampião. E a gente aqui correu para se esconder.</p>
<p>Mamãe sempre corria. Já era morfina. Vivia com as cobertas no corredor. Quando diziam:</p>
<p>&#8211; Olha! Lampião, está perto!<br />
A gente ia se esconder na casa de Sinhá Preta. Mas, com medo dos tiros, corríamos para a Serra dos Macacos, pensando que Lampião tinha chegado. E o povo gritava:</p>
<p>&#8211; Lampião chegou!</p>
<p>E lá passamos três dias, porque podia ele chegar. Encontramos uma mulher que vinha com o chinelo na cabeça, e perguntamos:</p>
<p>&#8211; O que foi?</p>
<p>Ela disse:</p>
<p>&#8211; Já mataram Seu Simão, lá do Tatu, e foram para a casa de dona Amélia, do Castanho.</p>
<p>Eram todos tios nossos. Mamãe chega caiu do susto. Lá dormimos na cama feita de casca de feijão, mas tudo ficou em silêncio. No entanto, mamãe não quis descer. Com três dias depois, teve outro alvoroço, outro tiroteio. Aí fomos pela Fazenda Tapera, por dentro do mato. O mato grande não tinha caminho. A gente ficava cansada, mas tinha que continuar para fugir do tirano Virgulino, vulgo Lampião.</p>
<p>Aí, passaram-se poucos dias e Lampião entrou em Bananeiros.</p>
<p>A notícia chegou até aqui pelos telégrafos&#8230; Mamãe quase que morre&#8230; Estávamos na escola. Nós quase não aprendemos a ler, porque eram só três anos de estudo na escola. Vivíamos fugindo.</p>
<p>O prédio era perto da Estação Ferroviária, local aonde Lampião iria primeiro, para cortar o sino. Porque bater o sino era um dos sinais que avisavam que Lampião estava chegando ou que estava por perto. Fugimos para a casa de Sinhá Preta, onde tinha um caldeirão. Papai dizia:</p>
<p>&#8211; Quando tiver tiroteio, vamos nos deitar, todos aqui atrás dessas pedras.<br />
Quando foi um certo dia, no meio da noite, estávamos limpando o tanque da nação e tinha dois bangüês para carregar o barro. Quando nós enxergamos Vovó Iaiá Bebé com os bangüês todos melados de barro. Ela não caminhava. Não era pela idade que ela tinha, mais ou menos oitenta anos. Era porque ela sofria de asma e era murfina. Ficou tropa.</p>
<p>Aí, Aristides colocou ela dentro do bangüê e mandou entregá-la a papai. Aí foi quando teve outro tiroteio e avisaram que Lampião já estava na casa de Dona Fulo&#8230;</p>
<p>E teve este tiroteio.</p>
<p>Nós, então, fomos para a Serra dos Macacos e deixamos vovó na casa de Sinhá Preta, que morava ali perto da Fazenda Umbuzeiro. Foi cômica essa história. Correu todo mundo. Só dois homens não correram, o Pai do Nino Pires e Acelino. Para piorar a situação, nessa noite papai não estava em casa. Tinha ido visitar um compadre e mamãe disse:</p>
<p>&#8211; Como é que a gente corre?</p>
<p>Eu só sei que corremos. Corremos nos capinzais adentro. Que fuga louca. Ali era verdadeira luta pela sobrevivência&#8230;</p>
<p>Eu sei de tanta coisa&#8230;</p>
<p>Uma delas é que meu avô materno contava que Lampião dormiu em sua fazenda, onde foi recebido com maior respeito&#8230; O rei do Cangaço abriu as cercas da roça de meu avô e colocou os animais para comer toda plantação. No dia seguinte o cangaceiro deu dinheiro para que fizesse uma nova plantação.</p>
<p>Lampião pernoitou na casa de meu pai, e, na hora da janta, tirou uma colher de prata que trazia. Antes de comer colocou a colher na comida para ver se não estava envenenada. Caso a colher ficasse preta era porque havia veneno. Ele tinha vontade entrar na cidade, mas o mesmo temia o Coronel Aristides Simões, que também era conhecido pela sua valentia. Aristides e a população estavam sempre armados à espera do cangaceiro do Nordeste. O Rei do Cangaço estava furioso porque queria roubar o cofre o senhor Belarmino Pinto de Azeredo, que foi o primeiro prefeito de Itiúba, e saquear a feira livre.</p>
<p>Lampião e seu bando chegaram na casa de uma senhora conhecida como Fulô, na zona rural de Itiúba, ameaçando entrar na cidade. Ela disse a Lampião:</p>
<p>&#8211; Coronel Lampião, não vá não! Eu sou amiga para lhe dizer que lá tem forças fortes, soldados e homens contratados nas trincheiras.</p>
<p>Desistindo da investida, seguiu para Queimadas. Cortou os fios da estrada de ferro para que ninguém mandasse telegramas avisando que estava chegando. Já em Queimadas foi para o quartel, onde prendeu o sargento e os soldados. Passou a noite dançando. Ao amanhecer o dia, seguiu novamente para o quartel e matou sete soldados, sendo um filho de Itiúba&#8230;</p>
<p>E assim seguiram viagem para Santa Rosa&#8230;</p>
<p><strong>FONTE:</strong></p>
<p>SILVA FILHO, Rubens Antonio da. “Os Assombros de Itiúba &#8211; Depoimento de Helena Isaura de Carvalhal”, in: “Cangaço na Bahia” site: <a href="http://cangaconabahia.blogspot.com.br/2012/02/utilizacao-das-informacoes-deste-blog.html" target="_blank" rel="nofollow noopener">cangaconabahia.blogspot.com</a> <em>(reproduzida em 08 de dezembro de 2015 no Blog do Udenilson).</em></p>
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		<title>Itiúba: História</title>
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		<dc:creator><![CDATA[gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Sep 2013 07:18:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[História & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Variedades]]></category>
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<p>A região era primitivamente habitada pelos índios cariacás. O povoamento do território, integrante da sesmaria de Garcia D’Ávila, iniciou-se no final do século XVII por pioneiros procedentes de Inhambupe, Alagoinhas e Cachoeira. Formou-se a povoação de “São Gonçalo do Amarante da Serra de itiúba”. Transformada depois em julgado, foi anexada a Senhor do Bonfim da [&#8230;]</p>
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<p><a href="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2013/01/dscn4674.jpg"><img wpfc-lazyload-disable="true" loading="lazy" class="alignleft size-full wp-image-5675" alt="dscn4674" src="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2013/01/dscn4674.jpg" width="400" height="300" title="dscn4674 Itiúba: História"></a>A região era primitivamente habitada pelos índios cariacás. O povoamento do território, integrante da sesmaria de Garcia D’Ávila, iniciou-se no final do século XVII por pioneiros procedentes de Inhambupe, Alagoinhas e Cachoeira. Formou-se a povoação de “São Gonçalo do Amarante da Serra de itiúba”. Transformada depois em julgado, foi anexada a Senhor do Bonfim da Tapera, em 1697.</p>
<p>Em 1868, elevou-se o julgado de São Gonçalo do Amarante da Serra de Itiúba à freguesia, subordinada ao município de Vila Nova da Rainha, atual Senhor do Bonfim. Em 1884, a freguesia foi anexada ao recém criado município de Vila Bela de Santo Antonio das Queimadas. Em 1860, outro núcleo populacional surgia na fazenda Salgada, originando a atual cidade de Itiúba. Para o local foram transferidos os elementos administrativos, judiciários e religiosos, de São Gonçalo do Amarante da Serra de Itiúba. O povoado recebeu a denominação de Itiúba, em 1882. Criou-se a freguesia, em 1884.</p>
<p>O topônimo é adoção do nome da serra, localizada a 6 quilômetros da Cidade. Segundo historiadores é uma corruptela do vocábulo tupi “tu-yba”, que significa “abelha dourada”. Os nativos de Itiúba são chamados itiubenses.</p>
<p>Gentílico: itiubense</p>
<p>Formação Administrativa</p>
<p>Distrito criado com a denominação de Itiúba, pela resolução provincial nº 1005, de 16-03- 1868, subordinado ao município de Queimadas. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Itiúba, figura no município Queimadas. Elevado à categoria de município com a denominação de Itiúba, pelo decreto nº 9322, de 17-01-1935, desmembrado de Queimadas. Sede no antigo distrito de Itiúba. Constituído do distrito sede. Instalado em 07-02-1935.</p>
<p>Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município é constituído do distrito sede. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município permanece constituído do distrito sede.</p>
<p>Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.</p>
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		<title>Monte Santo: O coração místico do Sertão Baiano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Sep 2013 07:16:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[História & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Variedades]]></category>
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<p>Em outubro de 1775, o Capuchinho Frei Apolônio de Todd se encontrava na Aldeia Indígena de Massacará (hoje situada no Município de Euclides da Cunha), foi convidado pelo Fazendeiro Francisco da Costa Torres, para realizar uma Missão na Fazenda Lagoa da Onça, ali chegando deparou com uma grande Seca e devido a escassez de água [&#8230;]</p>
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<a rel="nofollow" href="https://www.portaldenoticias.net/monte-santo-o-coracao-mistico-do-sertao-baiano/">Monte Santo: O coração místico do Sertão Baiano</a></p>
<p><a href="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2013/01/url7.jpg"><img wpfc-lazyload-disable="true" loading="lazy" class="alignleft size-full wp-image-5667" alt="url" src="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2013/01/url7.jpg" width="399" height="299" title="url7 Monte Santo: O coração místico do Sertão Baiano"></a>Em outubro de 1775, o Capuchinho Frei Apolônio de Todd se encontrava na Aldeia Indígena de Massacará (hoje situada no Município de Euclides da Cunha), foi convidado pelo Fazendeiro Francisco da Costa Torres, para realizar uma Missão na Fazenda Lagoa da Onça, ali chegando deparou com uma grande Seca e devido a escassez de água no local, não realizou a Missão, decidiu seguir para o logradouro de gado denominado Piquaraçá, onde existia um “Olho d”água em abundância conhecido atualmente como “Fonte da Mangueira”, localizado no sopé da serra. Frei Apolônio ao apreciar a serra ficou impressionado com a semelhança com o Monte Calvário de Jerusalém e convidou os fiéis que o acompanhava para transformar o Monte em um “Sacro-Monte”, marcando seu dorso com os passos da Paixão, Mandou tirar madeiras e armar uma capelinha para a Missão, ordenou que fizessem Cruzes para a Procissão rumo ao pico do monte; A cada parada fincavam as cruzes com espaços regulares na seguinte ordem: A primeira dedicada às almas, as sete seguintes representado as dores de Nossa Senhora e as quatorze restantes lembrando o sofrimento de Jesus em sua caminhada para o Monte calvário em Jerusalém.</p>
<p>Contam que quando os fiéis subiam ao monte um forte furacão surgiu e o Frei pediu que invocassem o Senhor Jesus e o furacão cessou, Adiante apareceu um forte Arco-íris que pairava onde estavam as cruzes de madeira, como se quisesse dizer que ali deveriam ser construídas as Capelas e parou onde deveria ser construída a Capela maior, a de Santa Cruz. Isso era 31 de Outubro para 1º de novembro de 1775 e o frei pediu que aquele local não mais fosse chamado de Serra do Piquaraçá, assim chamado devido uma planta nativa, e em abundância “Araçá”, mas que passassem a chamá-lo de Monte Santo, e partiu pedindo a todos que construíssem capelas e visitassem sempre as santas cruzes. E assim os fies construíram as capelas, as menores e a de tamanho médio, a do Senhor dos Passos, a de Nossa Senhora das Dores e, sendo a maior no final do trajeto de aproximadamente 04km da sede, a capela de Santa Cruz onde ficam as Imagens de Nosso Senhor Morto, Nossa Senhora da Soledade e São João Evangelista. Em 1790, devido a grande romaria e ainda o santuário não estava totalmente construído, o local foi elevado à Categoria de Freguesia por Decreto de Lisboa, recebendo o nome de Santíssimo Coração de Jesus de Nossa Senhora da Conceição de Monte Santo, sendo nomeado o seu primeiro pároco o Padre Antônio Pio de Carvalho.</p>
<p>Em 1794, foi criado o Distrito de Paz de Monte Santo, pertencente ao Termo da Vila de Itapicurú de Cima. Em 21 de março de 1837, por força da Lei provincial nº 51, foi o Povoado elevado à categoria de Vila, que criou também o Município, ocorrendo a inauguração em 15 de agosto do mesmo ano. O Município recebeu o nome de Coração de Jesus de Monte Santo, sendo seu primeiro prefeito o Padre José Vítor Barberino.</p>
<p>Em 28 de junho de 1850, o Distrito de Paz foi elevado à categoria de Comarca, pela Lei provincial nº 395, sendo seu primeiro Juiz de Direito o Bel. Boaventura Augusto Magalhães Taques. Em 25 de julho de 1929, a Vila foi elevada à Cidade, pela Lei Estadual nº 2.192, voltando a receber o nome de Monte Santo.</p>
<p>A fama do Local sagrado percorreu todo o Sertão, todo o Brasil e até no exterior. Peregrinos de toda parte visitam o Santuário para pagarem promessas e pedirem graças. Subir o Monte é indispensável a todos que visitam Monte Santo, ladeira íngreme, construída de pedras, ladeada por balaustres, Ao longo do caminho, de quase 4km, encontram-se 23 capelas, sendo que suas alvenarias chamam atenção por representar os quadros da Via Sacra de Cristo. a 500 metros acima do nível do mar, A paisagem do alto do monte é belíssima. Dá para avistar toda a cidade, os vales e montanhas que circundam o município. À medida que o visitante vai subindo a serra, o clima vai ficando mais ameno e a brisa no rosto provoca uma sensação de bem-estar e prazer, envoltos pela áurea sagrada da localidade. Peregrinos de todas as partes sobem a serra para pagar promessas, muitas vezes de joelhos e com pedras na cabeça, numa demonstração de fé e abnegação, São inúmeros os relatos das graças alcançadas pelos Romeiros que tendo sua Grande festa na Semana Santa de cada ano, mas recebe milhares de Romeiros na tradicional Festa de Todos os Santos em 31 de outubro para 1º de novembro, também de cada ano. Monte Santo, o seu município foi criado pela Lei de número 51 de 21 de março de 1837, data que tem seu feriado municipal, e, em 25 de julho de 1929, pela Lei estadual nº 2.192 houve a Emancipação. Deste município já foram desmembrados os municípios de Cansanção, Euclides da Cunha e Uauá; Atualmente possui uma área territorial de 3.285,41Km², Coordenadas geográficas: -39º19″58,80″” Longitude e -10º26″16,80″” Latitude; Localizado na Grande região Geográfica baiana (Nordeste), possuindo o Código no IBGE: 292100; Atualmente possui 56.938 habitantes.</p>
<p><strong><a href="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2013/01/montesanto_historia_03.jpg"><img wpfc-lazyload-disable="true" loading="lazy" class="alignleft size-full wp-image-5666" alt="montesanto_historia_03" src="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2013/01/montesanto_historia_03.jpg" width="305" height="163" title="montesanto historia 03 Monte Santo: O coração místico do Sertão Baiano"></a>Guerra de Canudos</strong></p>
<p>Canudos na verdade era uma Fazenda de Gado que pertencia ao município de Monte Santo, e veio a ser conhecida com a decisão de Antonio Conselheiro de criar em Junho de 1893, uma comunidade católica, uma das primeiras providências do Conselheiro foi substituir o nome Canudos por Belo Monte. Em abril de 1897, Monte Santo Teve importância estratégica na Guerra de Canudos, servindo como base das operações do exercito contra Canudos, e foi escolhida por ser um local privilegiado, onde se podia avistar o horizonte pelo monte e por conter uma nascente de água para matar a sede dos soldados, foi utilizada durante a quarta e última expedição, sob o comando do general Artur Oscar de Andrade Guimarães, composta de duas colunas, comandadas pelos generais João da Silva Barbosa e Cláudio do Amaral Savaget, ambas com mais de quatro mil soldados equipados com as mais modernas armas da época. No decorrer da luta, o próprio ministro da Guerra, marechal Carlos Machado Bittencourt, seguiu para o sertão baiano e se instalou em Monte Santo.</p>
<p><strong><a href="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2013/01/lampiao_monte_santo.gif"><img wpfc-lazyload-disable="true" loading="lazy" class="alignleft size-full wp-image-5665" alt="lampiao_monte_santo" src="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2013/01/lampiao_monte_santo.gif" width="177" height="178" title="lampiao monte santo Monte Santo: O coração místico do Sertão Baiano"></a>Lampião</strong></p>
<p>O trabalho de estava mais a cargo de Livino e de Virgolino, e consistia em transportar mercadorias de terceiros no lombo de uma tropa de burros de propriedade da família.Por duas vezes o até então Virgolino Ferreira e seus irmãos que trabalhavam no trasporte de mercadorias de terceiros e peles no lombo de uma tropa de burro, num serviço semelhante ao do frete rodoviário dos dias atuais, Virgolino veio até Monte Santo no sertão da Bahia, onde havia um depósito de peles de caprinos que eram, de tempos em tempos, enviadas pelo responsável, Salustiano de Andrade, para a Pedra de Delmiro, em Alagoas, para processamento e exportação para a Europa, Esse conhecimento precoce dos caminhos do sertão foi, sem dúvida, muito valioso para o cangaceiro Lampião, alguns anos mais tarde. Já como Lampião, ele passou por diversas vezes na cidade, e costumava se alojar próximo da Serra do Acaru, em umas de suas aparições encontrou-se com o padre Francisco César Berenguer, pároco de Monte Santo, o sacerdote, que se encontrou com Lampião em Euclides da Cunha, teve de contar com a ajuda de colegas para escapar da morte. O cangaceiro pediu que o padre lhe cedesse o Ford de sua propriedade para transportar o bando até a vizinha cidade de Tucano. Nas proximidades de Algodões, Berenguer simulou um problema mecânico no carro. Os oito cangaceiros acabaram passando para um caminhão de propriedade do também padre José Eutímio. Dias depois, Lampião ficou sabendo que o padre Berenguer estava se gabando de tê-lo ludibriado. Sem perda de tempo, fez chegar ao sacerdote a seguinte ameaça: “padre Berenguer, no dia em que a gente se encontrar, vou ensinar o senhor a enganar Lampião”. Graças à intervenção do também religioso Zacarias Matogrosso, o sacerdote escapou da vingança terrível do líder cangaceiro. Lampião temia, o Cel. Aristides Simões de Freitas, Influente chefe político, que mantinha uma resistência em itiúba bem armada e Lampião tinha receio de atacar o coronel nestas fronteiras. Um fato ocorreu na fazenda Desterro em Monte Santo, Quando o Cel. Simões, mandou um tal de José Ferreira Martins, Apelido de Zezinho do Licuri Torto, ferrar seu gado ali existente; 0 serviço seria feito com mais 4 vaqueiros de inteira confiança, Estavam reunidos, quando um deles gritou, “olhem lá, é Lampião!” Zezinho do Licuri ficou petrificado, os 4 fugiram covardemente. Lampião perguntou: “quem são os covardes que vão correndo?” Quis saber quem era eu, de quem era empregado, que estava fazendo, “Sou empregado do Coronel Aristides”. Ele indagou: É homem rico?” É um homem desapertado, capitão”. Lampião não pensou para dizer:”Admirei de sua coragem, cabra, Observo quem me olha sem tremer, Você está convidado para me acompanhar, se não quiser, não insisto”. Em seguida, Cap. Virgulino retirou do bornal lápis e papel e redigiu Um bilhete ao Coronel em termos humilhantes, através do qual pedia:”Três contos de réis, pois não podia trabalhar, espero o Sr. não faltar, Pois nunca bati em suas fazendas nem feri pessoas, aguardo urgente, Capitão Virgulino Ferreira, vulgo Lampião, sem mais, neste momento”.Entregou o bilhete a Zezinho dizendo, “na Maravilha, fico a esperar”. A noite, quando Zezinho do Licuri entregou o bilhete ao Coronel, Toda a vila tomou conhecimento e começou uma debandada muito cruel; Simplesmente o Coronel Aristides, distribuiu armas e afirmou decidido: “Diga a Virgulino se ele quiser dinheiro, que venha buscar em pessoa…” Como o dinheiro não foi, Zezinho na estrada da Maravilha não foi atoa, Também nunca o Rei do Cangaço , a Itiúba voltou, após o fato acontecido.</p>
<p>Fontes: Wikipédia, Os Sertões, Google e Montesanto.net</p>
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		<title>História de Nordestina</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Sep 2013 07:10:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[História & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Variedades]]></category>
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<p>Em 1937, dois desbravadores, Tertuliano de Souza Pereira e Gregório Batista, resolveram construir duas casas numa fazenda comum para aventurar-se na produção da fibra do caruá e da casca de angico. A Fazenda Cajueiro localizava-se no Município de Queimadas que vivia sob tensão e, pavor, pois havia há pouco tempo sido visitado por Lampião e [&#8230;]</p>
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<p><a href="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2013/04/34668166.jpg"><img wpfc-lazyload-disable="true" loading="lazy" class="alignleft size-full wp-image-9768" alt="34668166" src="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2013/04/34668166.jpg" width="430" height="322" title="34668166 História de Nordestina"></a>Em 1937, dois desbravadores, Tertuliano de Souza Pereira e Gregório Batista, resolveram construir duas casas numa fazenda comum para aventurar-se na produção da fibra do caruá e da casca de angico. A Fazenda Cajueiro localizava-se no Município de Queimadas que vivia sob tensão e, pavor, pois havia há pouco tempo sido visitado por Lampião e seus cabras. Os colonizadores, entretanto, desafiaram o perigo e as dificuldades da seca e ali se fixaram para lutar pelo desenvolvimento da região.</p>
<p>Para melhorar a comercialização de sues produtos, construíram um armazém e casas comerciais e formou-se então um Povoado que foi denominado Bloco. Já em 1955 foi elevado à categoria de Vila, com o nome definitivo de Cajueiro. Mais que os pioneiros, outros homens também foram conquistados pelo sertão. Foi assim que a vizinha Monte Santo recebeu de Salvador, no início do século, o professor Luis de Castro Ribeiro Amambahy, que se casou na região. Com a família Amambahy já expandida, alcançando todo o território de Nordestina, surge o vereador Nélio Amambahy que, já em 1962 pretendia conseguir a emancipação política de Nordestina. Não obteve êxito, porém. A luta do povo continuou e, ao mesmo tempo, a localidade progredia. No dia 9 de maio de 1985, o então governador João Durval Carneiro assinava a Lei n0 4.449 criando oficialmente o Município de Nordestina. O Atual nome do município, deriva da sua localização na região Nordeste do Estado da Bahia. Pertence a 12a região administrativa de Serrinha/BA.</p>
<p><a href="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2013/04/gfu_800_00007686.jpg"><img wpfc-lazyload-disable="true" loading="lazy" class="alignleft size-full wp-image-9769" alt="gfu_800_00007686" src="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2013/04/gfu_800_00007686.jpg" width="430" height="322" title="gfu 800 00007686 História de Nordestina"></a>Além da sede, possui também os importantes povoados de Mari, Jacu, Angico, Picada e Serra Branca e Monteiro. O principal elemento que compõe sua hidrografia é o Rio Itapicuru. Seu clima pode ser classificado como seco e quente e a vegetação natural predominante na região é caatinga. Entre os minérios encontrados no subsolo destaca-se como de maior importância o ouro. A agricultura é praticada em propriedades de pequeno, médio e grande porte, tendo a produção de sisal como um principal produto na agricultura local. A pecuária se desenvolve em média quantidade e tem também importância na economia local. O comércio é bastante diversificado e atende às necessidades da população local. Em 1987 foi realizada uma escavação e descobriu-se fósseis de animais pré-históricos, analisados pela Universidade Federal da Bahia.</p>
<h1>Dados Gerais</h1>
<p>A População Total do Município era de <strong>12.398</strong> de habitantes, de acordo com o Censo Demográfico do IBGE (2007).</p>
<p>Sua Área é de <strong>470,92 km² </strong>representando <strong>0.0834%</strong> do Estado,<strong> 0.0303%</strong> da Região e <strong>0.0055%</strong> de todo o território brasileiro.</p>
<p>Seu IDH é de<strong> 0.55 </strong>segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano/PNUD (2000).</p>
<p>Gentílico: nordestinense<br />
Fundação: 9 de maio de 1985<br />
Ano de Instalação: <strong>1986<br />
</strong>Microrregião: <strong>Euclides da Cunha<br />
</strong>Mesorregião: <strong>Nordeste Baiano<br />
</strong>Municípios limítrofes: Queimadas, Cansanção e Santa Luz<br />
Altitude da Sede: <strong>370 m<br />
</strong>Distância da Capital: <strong>343 Km<br />
</strong>Densidade: <strong>26,33 hab./km²<br />
</strong>Clima: <strong>semi-árido</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>Fonte: www.nordestina.ba.gov.br</strong></em></p>
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		<title>Cansanção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Sep 2013 07:04:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Variedades]]></category>
		<category><![CDATA[História & Cultura]]></category>
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<p>Cansanção é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população em 2010 era de 32.908 habitantes. Cansanção faz divisa com os municipios de: Quijingue Monte Santo, Nordestina, Queimadas, Itiúba, Araci, Quijingue e Santa Luz.. História de Cansanção O atual Município de Cansanção foi originado de uma parte da Fazenda do mesmo nome, de propriedade [&#8230;]</p>
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<p><strong><a href="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2012/08/cansancaodest.jpg"><img wpfc-lazyload-disable="true" loading="lazy" class="alignleft size-medium wp-image-299" title="cansancaodest" src="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2012/08/cansancaodest-300x198.jpg" alt="cansancaodest" width="300" height="198"></a>Cansanção</strong> é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população em 2010 era de 32.908 habitantes. Cansanção faz divisa com os municipios de: Quijingue Monte Santo, Nordestina, Queimadas, Itiúba, Araci, Quijingue e Santa Luz..</p>
<p><strong>História de Cansanção</strong></p>
<p>O atual Município de Cansanção foi originado de uma parte da Fazenda do mesmo nome, de propriedade do Sr. Bernardino Pereira Damasceno. Mais tarde vieram fixar residência no local os Srs. Isidório Bispo Modesto, Luiz Gomes Buraqueira, José Ambrósio Modesto, Domingos Manoel de Jesus, Luiz Vicente Balão e Lúcio José da Silva.</p>
<p>O nome Cansanção foi dado em decorrência de haver nessa região muitos arbustos urticários com esta denominação. Em 1896 a localidade já contava com oito casas, servindo naquela época para descanso das Tropas Federais que vinham de Queimadas em direção a Monte Santo para combater os “jagunços” de Antonio conselheiro em Canudos.</p>
<p>Como primeiro local de devoção, existia no arraial uma casa de dois andares de propriedade do Sr. Felipe Balão, onde os fiéis se reuniam para rezar e fazer devoção (novena) à Senhora Santana, que continua até hoje como a Padroeira da Cidade e Município de Cansanção. Os moradores de Cansanção e adjacências viviam do trabalho braçal, na cultura da mandioca, feijão e milho, cuidando ainda dos pequenos rebanhos de gado e outros tipos de criação. Graças ao dinamismo de seus moradores, o arraial teve amplo progresso e em 1920 já era um povoado com 25 casas e uma capela, construída naquele ano pelo mestre Quinto.</p>
<p>Em 1933 o povoado foi elevado à categoria da Vila, pertencente ao Município de Monte Santo. Nessa época, ao longo da década de 30, a região esteve constantemente sobressaltada pelo grupo de “jagunços” de “Lampião”. Em 1938, chegava à Vila, João Andrade, da vizinha “Fazenda Periperi”, instalando-se como comerciante de produtos da região, o qual contribuiu decisivamente para o desenvolvimento de Cansanção. Em 1940, segundo o resultado do Censo Demográfico, o Distrito de Cansanção possuía uma população de 8.162 habitantes.</p>
<p>Na década de 40 a região de Cansanção sofreu as conseqüências de uma prolongada estiagem. O comerciante, João Andrade, sentindo a angústia daquele povo, procurou as autoridades estaduais, conseguindo a abertura de vários poços tubulares e construção de aguadas. Em 1950, o Distrito de Cansanção contava com 11.048 habitantes, dos quais, 1.285 na Zona Urbana. O grande sonho dos moradores era a sua emancipação política, o que aconteceu em 1954, havendo no mesmo ano eleição municipal, sendo escolhido o primeiro Prefeito do Município, o seu benfeitor, João Andrade. Políticos de Monte Santo, liderados por Laurentino Tolentino da Silva, conseguiram tornar sem efeito o ato de emancipação de Cansanção através da Lei Estadual 1.018 de 12 de agosto de 1.958, publicada no Diário Oficial de 14.8.1958. O Sr. João Andrade, apesar disso, manteve a sua liderança, conquistando a sua eleição como primeiro Prefeito administrando o município no período 1959/1962.</p>
<p><strong><strong>A HISTÓRIA DA EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE CANSANÇÃO</strong></strong>.</p>
<p><a href="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2012/08/cansancao1.jpg"><img wpfc-lazyload-disable="true" loading="lazy" class="alignleft size-medium wp-image-304" title="cansancao1" src="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2012/08/cansancao1-300x145.jpg" alt="cansancao1" width="300" height="145"></a>Dr. Nonato Marques, Engenheiro Agrônomo e Deputado Estadual, casado com Dona Arabela, filha de um dos patriarcas cansançãoense que era Domingos Manoel de Jesus, foi o pivô de um longo processo visando a Emancipação Política de Cansanção. Foi a pedido de Arabela que Dr. Nonato se interessou nesta emancipação.Foi para Salvador, na época o Governador era Dr. Regis Pacheco, e como político e Deputado, Dr. Nonato se tornou Assessor do Governo. Foi aí que Arabela viu a oportunidade de ver sua Terra ser emancipada e desmembrada de Monte Santo, pedindo ao seu marido Nonato que tinha chegado a hora de ver Cansanção como um Município e ele como Assessor do Governador teria maior influência, os caminhos ficariam mais fáceis, que ele se interessasse em interceder junto ao Governador. Assim teve início um processo de Emancipação Política.</p>
<p>A Vila de Cansanção tinha uma equipe interessada nessa emancipação, sendo ela composta pelos Senhores: João Andrade; João Coelho Sobrinho; Arquias Silva; Maximiano Santana; Salustiano José de Santana. Esse grupo era unido, viajaram varias vezes de trem para Salvador ao encontro de Dr. Nonato para verem como estava o andamento do processo de emancipação. Quando não ia toda a equipe, sempre algum deles tomava a frente, principalmente o Sr. João Andrade, mas as despesas eram divididas entre os membros dessa equipe. Eis que o processo chegou ao fim e o Governador Dr. Regis Pacheco assinou o Ato que conferiu Jurisdição Política à então Vila de Cansanção em 12 de julho de 1954, através da Lei nº 1.018/58 de 12 de Agosto de 1958. Assim parecia ter nascido o Município de Cansanção, mas essa alegria não durou muito. Laurentino Tolentino de Silva que era o Prefeito de Monte Santo na época, recorreu e conseguiu reverter o Ato do Governador, voltando assim Cansanção a ser uma Vila no Município de Monte Santo, mas a Equipe já referida não se conformou e novamente arregaçou as mangas com o objetivo de fazer valer o que achavam ser justo e foi então que o Dr. Nonato Marques empreendeu maior força junto ao Governador, desta feita como questão de honra. Ainda assim Cansanção continuou como uma Vila, dentro do Município de Monte Santo por mais quatro anos. Nesse intervalo o Governador Dr. Regis Pacheco veio a falecer, assumindo então o Dr. Antonio Balbino, novo Governador da Bahia. Dr. Nonato sendo da confiança do novo Governador conseguiu que Cansanção se emancipasse no dia 12 de agosto de 1958.</p>
<p>Depois da emancipação política era preciso um representante para o novo Município, um Prefeito e assim foi escolhido o Senhor Geraldo Alves Martins que comprou moveis e utensílios para guarnecer o imóvel que passou a servir como a Prefeitura, e ficou como gestor, o chamado “Prefeito Tampão” por seis meses até que houvesse uma eleição para a escolha do Prefeito através do voto do popular. Em seguida o novo Município teria que ter também Partidos Políticos e na Época os Partidos Legais no Brasil eram P.S.D. e U.D.N. Pelo P.S.D. foi escolhido João Andrade e para a chapa da U.D.N. o Sr. Tomaz Araújo Damasceno, conhecido por “Marinho” que foi convidado por João Coelho Sobrinho e Arquias silva que foram à cavalo até a Fazenda Gato onde residia o Sr. Tomaz e lá chegando formularam o convite para que ele fosse o Candidato a Chefe Político de Cansanção concorrendo pela chapa da U.D.N. disputando com a Chapa do P.S.D, encabeçada por João Andrade, com a condição de que o Sr. Tomaz tivesse que mudar-se da Fazenda Gato para o novo Município e cidade de Cansanção, com o que ele além de aceitar o convite também concordou em fixar residência aqui.</p>
<p>Ocorreu a eleição onde o Sr. João Andrade foi eleito como já era esperado e na eleição seguinte, após quatro anos de mandato de João Andrade (1959/1963) foi a vez do Sr. Tomaz Araújo Damasceno comandar Cansanção no período de 1963/1967.</p>
<p><strong>Aspecto Geográfico</strong></p>
<p><a href="http://www.portaldenoticias.net/downloads/mapacansancao.png"><img wpfc-lazyload-disable="true" loading="lazy" class="alignleft size-full wp-image-7875" src="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2012/08/mapacansancao1.jpg" alt="mapacansancao" width="628" height="435" title="mapacansancao1 Cansanção"></a></p>
<p>O<span style="color: #ffffff;">.</span>Município de Cansanção está localizado na Região Nordeste da Bahia, pertencente a microrregião-10 – Euclides da Cunha, possui uma área de 1.324,9 Km², e limita-se com os Municípios: Monte Santo ao Norte (33 Km), ao Sul: Queimadas (42 Km), Santa Luz (84 Km), Noredestina (28 Km) e Araci (235 Km) , Quijingue ao Leste (45 Km) e Itiúba ao Oeste a (42 Km). O limite com Município de Euclides da Cunha resume-se a uma estreitíssima faixa situada ao nordeste do Município de Cansanção entre os municípios de Monte Santo e Quijingue. A cidade de Cansanção está a uma distância de 314 Km da Capital e a sede do Município tem a seguinte posição geográfica: 395 metros de altitude acima do nível do mar e 10º a 40º Latitude Sul e 39º a 30º Longitude Oeste. Em relação a várias definições regionais, Cansanção situa-se na Microrregião Homogênia (014) Sertão de Canudos Região de Planejamento (004) Nordeste;</p>
<p><a href="http://www.portaldenoticias.net/downloads/mapacidadecansancao.png"><img wpfc-lazyload-disable="true" loading="lazy" class="alignleft size-full wp-image-7860" src="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2013/03/mapacidadecansancao.jpg" alt="mapacidadecansancao" width="628" height="434" title="mapacidadecansancao Cansanção"></a></p>
<p><strong>Recursos Naturais</strong></p>
<p><strong><a href="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2012/08/cansancao3.jpg"><img wpfc-lazyload-disable="true" loading="lazy" class="alignleft size-medium wp-image-305" title="cansancao3" src="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2012/08/cansancao3-300x148.jpg" alt="cansancao3" width="300" height="148"></a></strong>O Município apresenta como formação geológica os granitos gnaisses, biotitagnaisse, conglomerados, brechas, anfibolitos com relevo típico de Pediplano Sertanejo, típico de solo propício ao plantio de culturas diversas, embora em sua maior parte com fertilidade de média a baixa. Registram-se ocorrências minerais importantes como ouro, ferro, cromo, cobre, diamante, etc. O Município é banhado pelos rios: Itapicurú, jacuricí, Cariacá e Monteiro.</p>
<p><strong>Clima</strong></p>
<p>O Clima é do tipo semi-árido e está totalmente incluído no “Polígono das Secas” com um alto grau de risco de seca. Apresenta temperatura máxima de 35ºC e mínima de 17ºC e uma média anual de 23,6ºC classificação kooper Bsh. O período mais chuvoso está entre os meses de novembro e março e, o menos chuvoso, nos meses de setembro e outubro. Possui dois períodos chuvosos distintos: trovoadas (novembro a março) e inverno (maio a Julho) variando apenas a intensidade. O mês de abril é um mês intermediário, de transição, ocorrendo ou trovoadas ou inicio de inverno, ou é seca. A maior pluviosidade alcançada foi de 1.150 mm e a menor de 181 mm, a média anual varia de 400 a 600 mm. O Município de Cansanção, tomando-se como referência a sede do Município, distância do litoral Sergipano mais ou menos 140 Km e o do Baiano, em média 250 Km. Por isso, quase que invariavelmente, ocorrem precipitação pluviométrica no Município quando as frentes frias chegam a Salvador. A vegetação predominante é a caatinga.</p>
<p><a href="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2012/08/cansancao2.jpg"><img wpfc-lazyload-disable="true" loading="lazy" class="alignleft size-medium wp-image-306" title="cansancao2" src="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2012/08/cansancao2-300x163.jpg" alt="cansancao2" width="300" height="163"></a><strong>Uma página de Os Sertões – Euclides da Cunha</strong></p>
<p>(Publicado em 22 de setembro de 1897) <strong>CANSANÇÃO </strong>&#8211; Aqui chegámos ás 9 horas da manhan – esplendida manhan! – caminhando duas leguas a partir do Tanquinho. Cansanção, felizmente, já merece o nome de povoado. Tem onze casas, algumas cobertas de telhas, e um armazem pauperrimo no qual entramos com a mesma satisfacção com que ahi se penetra no Pregredior. Sentimo-nos deslumbrados ante as prateleiras toscas e desguarnecidas. A povoação erige-se numa mancha de terreno argiloso – largo hiato no deserto de grez que a rodeia; e tem uma feição ridente erguida numa breve collina de onde se descortinam horizontes indefenidos. Nem uma elevação regular, porém, perturba a monotonia de um solo chato – successão ininterrupta de taboleiros immensos. A população, membros de uma só familia, vivendo sob um regimen patriarchal e primitivo, recebeu-nos numa quase ovação – capitaneada pelo chefe, o velho Gomes Buraqueira, que apezar dos oitenta esses bem contados alevantou, por tres vezes, num amplexo formidavel, a um metro de altura, o coronel Callado. Deis frades franciscanos, allemães, ainda em moços, aqui estão com o intuito nobilissimo de cuidar dos feridos que não possam vingar a distancia do Monte Santo a Queimadas. Vieram convidar ao ministro e a todos para assistirem á missa. Assistimos. Ha quantos annos tenho eu passado indiferente, nas cidades ricas, pelas opulentas “cathedraes da cruz”… E assisti á missa numa saleta modesta, tendo aos cantos espingardas, cinturões e cantis e um sellim suspenso no tecto – servindo uma mesa tosca de altar e estando nove decimos dos crentes fóra, na rua, ajoelhados. E ajoelhei-me quando todos se ajoelharam e bati, como todos, no peito, murmurando como os crentes o mea culpa consagrado. Não me apedrejeis, companheiros de impiedade; poupae-me livres pensadores, iconoclastas ferozes! Violento e inamolgavel na lucta franca das idéas, firmemente abroquelado na unica philosophia que merece tal nome, eu não menti ás minhas crenças e não trahi a nossa fé, transigindo com a rude sinceridade do filho do sertão… Depois da ceremonia – passeiámos pelos arredores e saciámos largamente a sêde, aggravada por um churrasco magnifico de novilho sadio, morto e assado em menos de uma hora. Dentro de uma hora (são duas horas da tarde) restaremos a marcha devendo chegar hoje mesmo a Quirimquinquá. Consulto o meu aneroide; altura sobre o nivel do mar 395 metros.</p>
<p>A subida do terreno na direção média que levamos, leste oeste, é como se vê, insensível mas continua. QUIRIMQUINQUÁ – Aqui chegámos ás 7 horas e 38 minutos da noite, andando, a partir de Cansanção, cinco leguas extensas, leguas tabaréo, que valem 8 kilometros cada uma. O terreno vae-se pouco a pouco modificando, as catingas tornam-se mais altas numa passagem franca para cerrados e o terreno mais movimentado. Encontrámos as primeiras rampas fortes da estrada. Do meio do caminho, perto da Lagôa de Cima começa-se a avistar, bellissima, fechando o horizonte para nordeste a serra de Monte Santo. Predominam na flora novos specimens; começam a apparecer em maior numero os angicos de folhas miudas e porte elegante, as baraienas altas, as carahybas de folhas lanceoladas e cassuquingas de cheiro agreste e agradavel. A tres kilometros de Quirimquinquá o terreno granitico afflora dominando a constituição do solo. A rocha tem para mim um aspecto novo; está cavada em muitos pontos em caldeirões de grandeza variavel, nos quaes se accumulam as aguas da chuva. São reservatorios providenciaes. Estão todos toscamente cobertos: algumas pedras sobre páus dispostos parallelamente. Quirimquinquá, incomparavelmente superior ao Tanquinho, tem um horizonte menos monótono que Cansanção. A viagem segue sem incidentes notaveis.</p>
<p>O acampamento, á noite, patentéa magnifico aspecto, diferenciado em grupos animados, conversando ruidosamente enquanto a soldadesca adestrada cuida de cavalhada extenuada. Abrigado uns nas duas casas da fazenda graciosamente cedidas, dormindo outros ao relento em redes ou sobre os apetrechos da montaria, vamos atravessar mais uma noite, a ultima, felizmente, desta viagem. Partiremos amanhan cedo para Monte Santo.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/WtuhEm_EExo" width="600" height="395" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><strong>Mais um trecho que fala de Cansanção em Os Sertões</strong></p>
<p>Em Cansanção atreguaram-se estas impressões cruéis. Houve por duas horas um remanso consolador. O vilarejo era um clã. Pertence a uma família única. O seu chefe, genuíno patriarca, congregara filhos, netos e bisnetos em ovação ruidosa ao marechal, o “monarca”, conforme bradava convicto, numa alacridade ingênua e sã, ao alevantar nos braços cansados de um labutar de oitenta anos o ministro surpreendido. Esta escala foi providencial. Cansanção era um parêntese feliz naquele desolamento. E o robusto velho que o governava, surgindo blindado de uma satisfação sadia ante homens que nunca vira, e apresentando-lhes um filho de cabelos brancos e netos quase grisalhos, era, por sua vez, uma revelação. Antítese do facínora precoce de Queimadas, revelava, animadora, esta robustez miraculosa, esta nobreza orgânica completada por uma alma sem refolhos, tão característica dos matutos, quando os não derrancam o fanatismo e o crime.</p>
<p>Data Emancipação</p>
<p><strong>12/08/1958</strong></p>
<p>Data Padroeira</p>
<p><strong>26/07</strong></p>
<p>Distância Capital</p>
<p><strong>341 km</strong></p>
<p>Área</p>
<p><strong>1.317 km2</strong></p>
<p>População no Último Censo</p>
<p><strong>32.923</strong></p>
<p>População Estimada em 2018</p>
<p><strong>34.784</strong></p>
<p>Eleitorado</p>
<p><strong>27.044</strong></p>
<p>Região <strong>NORDESTE</strong></p>
<p>CEP 48.840-000</p>
<p><strong>Caracteristíca</strong></p>
<p>Agricultura: produção expressiva de feijão e mandioca. Na pecuária, destacam-se os rebanhos asinino, bovino, suíno, caprino e muar. É ainda produtor de galináceos e de ovos de galinha. Conforme registros na JUCEB, possui 27 indústrias, 114º. lugar na posição geral do Estado da Bahia, e 355 estabelecimentos comerciais, 127ª. posição dentre os municípios baianos. Seu parque hoteleiro registra 165 leitos. Registro de consumo elétrico residencial (Kwh/hab): 57,77 – 287º. no ranking dos municípios baianos.</p>
<p><strong>Histórico</strong></p>
<p>Na segunda metade do século XIX, instalou-se em terras pertencentes ao município de Monte Santo, um senhor de nome José Ambrósio Modesto, dedicando-se à cultura de mandioca, milho e feijão, bem como a criação de gado bovino, organizando uma fazenda que denominou Cansanção. A fertilidade das terras atraiu outros moradores, tendo a localidade se desenvolvido rapidamente. Município criado, com território desmembrado de Monte Santo, por Lei Estadual de 12.08.1958. A sede, criada distrito em 1919, foi elevada à condição de cidade quando da lei que criava o município.</p>
<p><strong><strong>HISTÓRIA POLÍTICA</strong></strong></p>
<p><strong><a href="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2012/08/pmc.jpg"><img wpfc-lazyload-disable="true" loading="lazy" class="alignleft size-medium wp-image-307" title="pmc" src="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2012/08/pmc-300x225.jpg" alt="pmc" width="300" height="225"></a>Em 1958</strong>, através da Lei n° 1.018, O Governador Antonio Balbino, assina essa Lei, que é publicada no Diário Oficial do Estado = DOE, de 14 de Agosto de 1958, daí em diante, Cansanção segue o seu rumo, com o propósito de que ninguém lhe segura, e, no mesmo ano, o baluarte da época, JOÃO ANDRADE, é eleito Prefeito de Cansanção, de fato e de direito, e com a sua influência, traz para Cansançao, inúmeras obras, que até então, dependia do município de Monte Santo que não tinha nenhum interesse em ver Cansanção caminhando com os próprios pés, mas, com persistência e muita luta, Cansanção começou a caminhar sozinho.</p>
<p><strong>Em 1962</strong>, Cansanção parte para a sua segunda eleição, o prefeito João Andrade apóia o Sr. Jose Moreira Neto que perde para Thomaz Araújo Damasceno, na época era o homem do dinheiro e este povo que sempre foi carente, votava mais na situação do candidato do que no candidato, um governo tumultuado, mesmo assim fez o seu sucessor em 1966, com a eleição de José Moreira Neto. O terceiro Prefeito eleito, mas, seu poder não passou mais do que um ano, dado as denúncias ocorridas em sua gestão, chegando à cassação do seu mandato, e a Câmara Municipal, resolve fazer a dança dos presidentes, conduzindo o município ao jeito de cada um, e as denúncias continuam levando seus gestores a cassação, a exemplo de CELESTINO DOS SANTOS BELAU que foi condenado por desvio de objetivos e tal confusão administrativa chegam até a eleição de 1970, com Risodalvo Menezes contra Bento Fagundes dos Santos, onde Bento levou a melhor, sendo o quarto Prefeito Eleito. Mas, seu governo também não chegou há dois anos, pois foi cassado, provocando na época a Intervenção Estadual, com a vinda de Dr. Vieira, assessorado por Archippo de Araújo Barreto, pouco lembrado, mas que colaborou bastante no que tange a estrutura básica administrativa de Cansanção, principalmente na organização Educacional deste município, que sempre foi carente de tudo.</p>
<p><strong>Em, 1972</strong>, Nova eleição em Cansanção, e Jerônimo Gomes da Silva, que já havia sido Vereador, é eleito o 5° Prefeito Eleito de Cansanção, recebendo uma Prefeitura 100% estruturada, num ano de boas produções agrícolas inclusive na pecuária e o município avança até 1976, com obras satisfatórias ao seu povo.</p>
<p><strong>Em, 1976</strong>, Jerônimo faz o seu sucessor, o Sr. Sebastião Moura Costa, que é o sexto prefeito eleito em Cansanção, e por fazer uma razoável obra, também faz o seu sucessor, com o retorno de Jerônimo Gomes da Silva, que é o sétimo Prefeito eleito;</p>
<p><strong>Em, 1982</strong>, Jerônimo ganha a eleição, uma gestão tumultuada, repleta de reclamações, mesmo assim, dado ao reflexo da sua gestão anterior, faz o seu sucessor;</p>
<p><strong>Em, 1988</strong>, época da dança constitucional, apesar de Jerônimo não ter feito uma boa administração, mas, escolheu um nome que era na época, aceito pela maioria da população, que foi José Renato Reis, o oitavo prefeito eleito, que, com um governo populista, também fez o seu sucessor, que era até então o seu Vice-Prefeito, o Sr. Sebastião Moura Costa.</p>
<p><strong>Em, 1992</strong>, é eleito pela segunda Vez, o Sr. Sebastião Moura Costa, que já não teve o mesmo êxito governamental como na primeira vez, uma gestão cheia de reclamações, denúncias, entreveros com a Câmara Municipal, dentre outras denúncias, não aceitas pela população e nessa desenfreada administração rudimentar, não faz sucessor.</p>
<p><strong>Em, 1996</strong>, é eleito, Arivaldo de Souza Pereira, que governou o município até 2000 e não conseguiu se reeleger perdendo a eleição para José Zito Goés de Sena.</p>
<p><strong>Em, 2000</strong>, o Sr. José Zito Góes de Sena, foi eleito prefeito do município ao vencer Arivaldo de Souza Pereira em uma eleição bem disputada, porém o mesmo não era um exímio administrador, além de leigo, descuidado, o que provocou sua perda de mandato com menos de 02 anos de governo. Após a queda do prefeito eleito José Zito Goés de Sena, o vice-prefeito na época Luis Batista de Jesus assumiu o cargo e governou até meados de 2004, quando também foi afastado do cargo por praticar irregularidades em sua gestão.</p>
<p><strong>Em, 2004</strong>, mais uma vez, Arivaldo de Souza Pereira “Ari de Almerindo” se candidata e é eleito pela segunda vez prefeito de Cansanção, Arivaldo governou o Município até o final de 2008.</p>
<p><strong>Em, 2008</strong>, <strong>Arivaldo de Souza Pereira</strong> registra sua candidatura visando disputar a reeleição mas renuncia nas vesperas da eleição colocando em seu lugar o sobrinho Jarbas Pereira Andrade que é eleito com mais de 50% dos votos válidos, poucos dias após a vitória de Jarbas, o Candidato derrotado Ranulfo da Silva Gomes denuncia uma suposta fraude na ata da coligação do prefeito eleito Jarbas Pereira Andrade, logo após assumir o cargo Jarbas tem o diploma cassado pela justiça e assume interinamente o município o presidente da Câmara Rivaldo de Souza Pereira que governa a cidade por 01 (um) ano e seis meses, nesse período foi constatado pela justiça que realmente houve a fraude na ata de coligação que elegeu Jarbas. Em Outubro de 2010 a justiça eleitoral marcou eleições suplementares para o município de Cansanção que foram realizadas no dia 05 de Dezembro do mesmo ano.</p>
<p>Em <strong>05 de Dezembro de 2010</strong> nas Eleições Suplementares, o comerciante <strong>Ranulfo da Silva Gomes(PMDB)</strong> elegeu-se prefeito de Cansanção com uma ampla frente sobre o segundo colocado Rivaldo de Souza Pereira(DEM).</p>
<p>No dia <strong>07 de Outubro de 2012</strong>, Rivaldo de Souza Pereira (PDT) e <strong>Ranulfo da Silva Gomes (PSD)</strong> voltaram a duelar nas urnas, e mais uma vez Ranulfo levou a melhor vencendo as eleições municipais com <strong>10.312 votos</strong>, contra <strong>8.035</strong> obtidos por Rivaldo Pereira.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/u5L4wqCsrMo" width="600" height="395" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Prefeito(a) Atual: PAULO HENRIQUE PASSOS ANDRADE &#8211;<strong>PR</strong> (75) 3274-***</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><strong>Vereadores</strong></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>01 &#8211; ROGÉRIO ENFERMEIRO (PR) <strong>(Presidente da Câmara)</strong></p>
<p>02 &#8211; LUAN ALCÂNTARA (PSDB)</p>
<p>03 &#8211; NEYTON DO NELSON (PDT)</p>
<p>04 &#8211; JUNIOR CESAR AMADO SILVA (DEM)</p>
<p>05 &#8211; NEVTON BISPO (PDT)</p>
<p>06 &#8211; CIRILO DAMASCENO (PSL)</p>
<p>07 &#8211; NEGÃO DA BAIXADA (PR)</p>
<p>08 &#8211; NEGO DA SAÚDE (PR)</p>
<p>09 &#8211; RODRIGO (PT)</p>
<p>10 &#8211; ROSALVO DO SPAÇO LUX (PMDB)</p>
<p>11 &#8211; ALEX DO SINDICATO (PCdoB)</p>
<p>12 &#8211; LUCAS DO DODO (PSC)</p>
<p>13 &#8211; LICURÍ DA BRAHMA (PP)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><strong>FONTES BIBLIOGRÁFICAS:</strong> Gabriel Araújo Pereira, Leonardo Bispo de Queiroz, Helenita Coelho Wrotschincky, “Os Sertões” Autor: Euclides da Cunha e IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia</p>
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		<title>Após sumirem das bancas, clássicos da Literatura de Cordel estão disponíveis para download</title>
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		<dc:creator><![CDATA[gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jul 2013 11:14:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[História & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[cordel]]></category>
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		<category><![CDATA[literatura de cordel]]></category>
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<p>Às vezes é bom lembrar dos bons tempos de infância, época em que o computador e a TV davam espaço para os diversos Livrinhos de Cordéis. A literatura de cordel chegou ao Brasil no século XVIII e foi se tornando cada vez mais popular. Nos dias de hoje o Cordel está em baixa, e dificilmente [&#8230;]</p>
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<p><a href="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2013/07/2804533.jpg"><img wpfc-lazyload-disable="true" loading="lazy" class="alignleft size-full wp-image-13039" alt="2804533" src="http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2013/07/2804533.jpg" width="450" height="347" title="2804533 Após sumirem das bancas, clássicos da Literatura de Cordel estão disponíveis para download"></a>Às vezes é bom lembrar dos bons tempos de infância, época em que o computador e a TV davam espaço para os diversos Livrinhos de Cordéis.</p>
<p>A literatura de cordel chegou ao Brasil no século XVIII e foi se tornando cada vez mais popular. Nos dias de hoje o Cordel está em baixa, e dificilmente é possível se encontrar folhetos em bancas de revistas, varal, lonas ou malas estendidas em feiras populares como acontecia em abundância antigamente, porém felizmente já é possível se achar na internet quase todos os Clássicos do Cordel para Download.</p>
<p>Em seus anos dourados A Literatura de Cordel era sucesso em estados como Pernambuco, Ceará, Alagoas, Paraíba e Bahia. O sucesso ocorria devido ao tom humorístico de muitos deles e também por retratarem fatos da vida cotidiana da cidade ou da região.</p>
<p>Um dos poetas da literatura de cordel que fez mais sucesso até hoje foi Leandro Gomes de Barros (1865-1918). Acredita-se que ele tenha escrito mais de mil folhetos. Mais recentes, podemos citar os poetas José Alves Sobrinho, Homero do Rego Barros, Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva), Téo Azevedo. Zé Melancia, Zé Vicente, José Pacheco da Rosa, Gonçalo Ferreira da Silva, Chico Traíra, João de Cristo Rei e Ignácio da Catingueira.</p>
<p><strong>Faça o Download dos seus cordéis preferidos nos links abaixo!</strong></p>
<p><a href="http://digitalizacao.fundaj.gov.br/fundaj2/modules/busca/listar_projeto.php?cod=12&amp;from=35" target="_blank" rel="noopener"><strong><span style="color: #003366;">http://digitalizacao.fundaj.gov.br/fundaj2/modules/busca/listar_projeto.php?cod=12&amp;from=35</span></strong></a></p>
<p><a href="http://www.livrosgratis.com.br/cat_30/literatura_de_cordel/1" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #003366;"><strong>http://www.livrosgratis.com.br/cat_30/literatura_de_cordel/1</strong></span></a></p>
<p><a href="http://noticias.universia.com.br/tempo-livre/noticia/2012/01/11/903959/40-livros-gratis-literatura-cordel-baixar.html" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #003366;"><strong>http://noticias.universia.com.br/tempo-livre/noticia/2012/01/11/903959/40-livros-gratis-literatura-cordel-baixar.html</strong></span></a></p>
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