Cauã comenta sucesso de série gravada em Juazeiro

228277Já submerso no mundo do policial André, seu personagem na série “O caçador” (estreia da Globo prevista para o meio do ano), Cauã Reymond é só sorrisos ao falar de Leandro, o conquistador que interpreta em “Amores roubados”, série gravada na região de Juazeiro na Bahia. Apesar de não estar acompanhando a série como gostaria – no dia em que o primeiro capítulo foi ao ar, segunda-feira (6), ele começou a gravar a nova produção -, o ator está feliz com a repercussão do seu personagem, uma espécie de Don Juan do Sertão, que transborda sensualidade na história de George Moura (direção de José Luiz Villamarim).

– Estou contente com o resultado do trabalho como um todo. Foi estafante para todos: elenco, maquiagem, produção. Gravamos em locações inóspitas – lembra o ator, que ficou cerca de três meses no Nordeste, ano passado, por conta da série. – A resposta tem sido positiva, tanto do público feminino quanto do masculino – acrescenta.

Mas Cauã é econômico quando perguntado sobre os elogios e cantadas que, certamente, deve estar ouvindo por aí.

– Ah, eu fico encabulado de falar… – diz ele, rindo. – Prefiro que você pergunte isso para os outros. A sexualidade do Leandro é o que chama mais atenção, mas gostei muito de fazê-lo porque também tem um lado obscuro. Ele nasceu pobre, foi para a metrópole e voltou vencedor. Está no auge de sua autoestima. Mas também é um cara inseguro e a prova disso é que falha na primeira noite com Antônia (Isis Valverde).

Além das cenas com Isis – que foi apontada pela imprensa como o pivô de sua separação com Grazi Massafera -, Cauã gravou sequências quentíssimas com Dira Paes (Celeste) e Patrícia Pillar (Isabel). E rasga-se em elogios às três:

– O clima foi ótimo com todas elas. São atrizes muito talentosas.

Nem mesmo as cenas sensuais, que deixam muito ator intimidado, foram problema para Cauã:

– Eu não sofro, não. Nem fico nervoso. Faço logo uma brincadeira para quebrar o gelo no set e descontrair – ensina Cauã, dizendo que aprendeu o “truque” com Vincent Cassel, na época em que os dois filmaram “À deriva” (2009), de Heitor Dhalia.

Cauã também destaca as tiradas engraçadas de Leandro, que fala coisas do tipo “se tivesse uma mãe dessas era pai de uns três irmãos”.

– Como todo canalha ele é simpático, irônico. E tem aquele jogo de cintura nordestino – avalia.

Tudo bem diferente de André, seu próximo personagem. Em “O caçador”, Cauã vai interpretar um policial que foi afastado da polícia injustamente e, por isso, acaba rejeitado pela família.

– Ele é um cara muito solitário, que passa a caçar estrangeiros perdidos no Brasil e, ao mesmo tempo, tenta provar a sua inocência – adianta. (Patricia Kogut)