A ciência do pôquer

58150489231173146Desde que este jogo surgiu que despertou paixões um pouco por todo o mundo, independentemente da controvérsia na sua origem. Surgiram vários modelos do jogo mas o que mais interesse desperta e também atrai mais jogadores todos os dias é o Texas Holdem.

Contudo a base das regras do pôquer em qualquer um dos seus formatos tem assente o mesmo princípio da hierarquia das mãos ou combinações que podem ser feitas para se vencer. Por isso e por se tratar de um jogo de casino, que tem vindo a ganhar muito mais expressão com a transmissão de torneios na TV e os casinos online, muitas pessoas (pouco conhecedoras do jogo) insistem em dizer que este é um jogo de sorte ou azar.

A verdade é que, se isso fosse verdade, a melhor mão ou combinação de cartas ganharia sempre, o que não acontece. Tal sucede devido à habilidade de cada jogador e não apenas quando consegue iludir os adversários. Se a melhor mão sempre ganhasse não haveria distinções entre os jogadores porque desde que jogasse várias vezes todos ganhariam quando tivessem as melhores mãos. A habilidade faz a diferença na capacidade de gestão que um jogador faz quando vence conseguindo ganhar mais de cada vez que o faz e não perdendo tanto quando perde. Algo que, a juntar à habilidade, só é possível com muito estudo e conhecimento do jogo.

Isto também não quer dizer que a sorte não esteja envolvida no jogo porque está com certeza mas numa proporção de 70 ou 80% de habilidade e 30 ou 20% de sorte. Como a maioria não é de sorte não se pode considerar apenas este jogo de sorte ou azar como muitos acreditam. E, se assim fosse, isso também não atrairia tantos jogadores como acontece todos os dias nem havia cada vez mais profissionais neste jogo.

Os torneios de pôquer físicos e online são cada vez mais exigentes e requerem uma preparação e conhecimento do jogo muito grandes para que possam ter uma hipótese mínima de serem bem sucedidos.

A habilidade de cada jogador consiste em preparação e capacidade para o próprio jogo da mesma maneira que nem todas as pessoas jogam futebol ou outros desportos de forma igual. Uns necessitam de mais e outros de menos e alguns mesmo com muita preparação e prática continuam a ser bem inferiores a quem nasceu com talento ou capacidade. Algo que, mais uma vez, prova que não se trata apenas de sorte neste jogo. Analisando tudo podemos concluir que existe muito mais ciência neste jogo do que à primeira vista parece até porque na sua conceção, o pôquer tem uma base matemática de estatística e probabilidades o que o torna científico e mais uma vez não dependente exclusivamente da sorte.

Outro ponto interessante que justifica que este jogo é mais do que sorte tem a ver com o facto de os casinos o terem nas suas instalações e sites em versões em que se joga contra o próprio casino e não apenas contra outros jogadores. Se fosse tudo dependente da sorte o casino teria as mesmas hipóteses de perder e ganhar e isso retiraria uma grande margem de lucro ao jogo que é o objetivo de o ter nos casinos.

Tudo isto justifica que o pôquer tem uma ciência inerente ao seu jogo e na sua base e está muito mais dependente da capacidade e habilidade dos jogadores do que de fatores de sorte.