Cinco ficam feridos em confronto entre a PM e espadeiros na Bahia

    guerra-de-espadasCinco pessoas ficaram feridas na tarde de domingo (23) durante um confronto entre policiais militares e espadeiros no município de Cruz das Almas, na Bahia. Segundo o comandante da Polícia Militar na cidade, David Oliveira Lanzillotti, um grupo de cerca de 20 pessoas praticava a “guerra de espadas” na Rua da Estação, quando a polícia avistou a ação durante uma ronda.

    “A equipe deteve um espadeiro e ao colocá-lo na viatura, um grupo tentou retirá-lo e ainda tentou tombar o veículo. Os policiais deram um tiro de advertência para cima, o pessoal se afastou, mas uma pessoa chegou a segurar a arma de um dos policiais, então deram mais um tiro de advertência para baixo. Os estilhaços do disparo no chão atingiram cinco pessoas, que se feriram levemente e foram socorridas”, conta o comandante da PM.

    Os feridos foram levados para unidades de saúde da região e passam bem, segundo a polícia. O rapaz que foi detido pela polícia conseguiu fugir, mas um outro homem foi preso por desacato.

    “O combate à guerra é complicado porque estamos lidando com uma tradição de muito tempo e um artefato fabricado de forma artesanal, dentro da casa das pessoas. Ainda assim, nossa avaliação é positiva, diminuiu o número de feridos e de pessoas soltando espadas, mas só teremos um balanço deste ano no dia 25 [de junho]”, observa Lanzillotti.

    Denúncias de “guerra de espadas” em Cruz das Almas podem ser feitas pelos telefones 190 ou 75 3621-1051.

    Ação do MP
    O Ministério Público do Estado da Bahia expediu uma recomendação orientando para que agentes da Polícia Civil e Militar apreendam as espadas e todos os artefatos incendiários no município de Cruz das Almas.

    Há ainda uma recomendação para que seja cumprida a decisão do Tribunal de Justiça proferida em junho de 2011, que reconhece a natureza criminosa da “guerra de espadas”, comum durante a festa junina. A recomendação do MP orienta ainda para que as autoridades policiais identifiquem os depósitos de matéria-prima na capital e no interior.

    A proibição  tem como objetivo reduzir o número de vítimas de queimadas com a fabricação e o uso das espadas. Segundo a Santa Casa de Misericórdia de Cruz das Almas, em 2010, quando não havia a proibição, 315 pessoas ficaram feridas durante os festejos juninos na cidade. Em 2011, ano que já contava com a proibição, este número caiu para 79.

    As informações são do G1/BA