Com obesidade mórbida brasileira precisa de aparelho para respirar e dorme 50min

300por400dscf3275Dificuldades para dormir e complicações para se locomover são apenas alguns dos problemas que Giovani Aparecida Souza Teixeira, de 47 anos, tem enfrentado nos últimos tempos. Com obesidade mórbida, a gaúcha moradora de Minas do Leão, na Região Carbonífera do Rio Grande do Sul, precisa de verba para comprar um aparelho capaz de ajudá-la a respirar, tarefa que hoje lhe causa sofrimento. O custo, porém, vai de R$ 2,5 mil a R$ 3 mil, e a aposentadoria do marido não é capaz de cobrir o valor.

Com 190 kg e 1,74m, Giovani espera há seis anos para fazer cirurgia bariátrica pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Até agora, nenhum sinal de data para o procedimento. A obesidade acabou ocasionando outras doenças. Ela sofre com asma, insufiência cardíaca, úlceras nas pernas e apneia do sono, que é um distúrbio na respiração que não lhe deixa dormir. A rotina não é fácil: são oito tipos diferentes de remédios. Para tarefas básicas, ela precisa de ajuda do marido, Manuel, e do filho de 23 anos, Ângelo Gabriel.

“Meu sono é muito curto. Eu acordo com falta de ar, preciso do remédio para asma, e aí tento voltar a dormir. Mas não consigo. Durmo só 40, 50 minutos. Dois soninhos desses por noite”, lamenta. “Eu dou dois passos e já me falta ar. Não consigo tomar banho sozinha, me vestir sozinha. Sou totalmente dependente”.

Giovani conta que o sobrepeso começou quando ainda era bebê. No entanto, durante a adolescência, ela emagreceu. Os quilos voltaram aos 35 anos, quando passou por uma depressão. Desde então, o peso só aumentou. Ela precisou abandonar o emprego como vendedora de cosméticos e teve de parar de fazer faxinas como diarista, razões que levaram aos problemas financeiros.

Cientes da situação da família, vizinhos e amigos se mobilizaram para ajudar na compra do aparelho. Fizeram uma rifa e um “sopão”, mas conseguiram arrecadar apenas cerca de R$ 600. O equipamento em questão é conhecido como CPAP, usado em pessoas com apneia do sono.

“Ele fica ligado na tomada e manda ar pelo nariz direto para os pulmões, e com isso impede que eu tenha falta de ar durante o sono”, explica Giovani. “Tentei ganhar com a prefeitura aqui, pedi no Postão da Vila Cruzeiro [em Porto Alegre], e nada. Meu tratamento já é caro. O aparelho, ainda mais”. Para ajudar Giseli, os contatos são (51) 9684-2647 e (51) 9904-7066, com Janaína, amiga da família. O email é janaina.vidasim@hotmail.com.