Confundido com bandido, jovem baiano preso injustamente tenta recomeçar

yysO técnico de enfermagem Paulo Sérgio Carvalho, 31 anos, que foi preso dia 06 de setembro deste ano sob acusação de tráfico de drogas, está tentando reconstruir a vida e ter de volta a confiança das pessoas que o conhecem. Ele contou que foi confundido com outra pessoa e que por isso ficou preso por sete dias no Conjunto Penal de Feira de Santana. A notícia foi divulgada em vários jornais da Bahia, ele perdeu o emprego e ainda sofre as consequências de ter sido preso injustamente.

“Eu estava em casa, quando bateram na minha porta de manhã cedo. Era a polícia. Eu achei estranho por ser a polícia, mas eu deixei eles entrarem. Me algemaram e me revistaram, olharam a casa toda e não encontraram nada, e minha esposa estava em casa assistindo àquilo tudo. Me levaram para a delegacia, fui o primeiro a chegar. Quando eu cheguei lá, fui ouvido pela delegada, ela me indagou se eu era um tal de Buzigo, ficou dizendo que eu era esse Buzigo, e disse o nome de cinco pessoas que estavam sendo presas no mesmo momento. Eu falei que nunca tinha visto nenhum deles na minha vida e isso é verdade. Eles também disseram que não me conheciam, mas a polícia achou que estávamos mentindo. Disseram que estavam me investigando há cerca de oito meses, que tinham certeza que eu era traficante, sendo que tudo que disseram que eu fazia na verdade era feito pela outra pessoa. Fui confundido”, relatou.

Paulo disse que o pior momento de tudo foi quando saiu da prisão e teve que “encarar” as pessoas na rua. “Eu sendo inocente fiquei numa cela com 11 pessoas. As acusações existiam sim, mas eram para outra pessoa. Eu sou muito popular na cidade, trabalhei em vários hospitais, perdi o emprego e agora o que me resta é esperar a justiça de Deus e dos homens. Já estou tomando as providências cabíveis. Eu fiquei preso sete dias no presídio, sem ter feito nada, fui preso injustamente. Achei que o pior momento da minha vida fosse quando eu estivesse lá dentro, mas na verdade o pior momento foi quando eu sai de lá e vi a reação das pessoas que me conheciam. Achando que eu tinha feito coisa errada”, desabafou.

Ele passou pela audiência de custódia, não conseguiu provar que era inocente e foi levado para a prisão. Enquanto isso, a família e o advogado reuniram provas de que ele foi preso no lugar de outra pessoa e conseguiram localizar a pessoa conhecida como Buzigo, que inclusive já esteve preso. Ele contou que nem mesmo na escuta telefônica havia conversas que o incriminassem e que por chamarem por outro nome teve convicção que estava sendo confundido.

“Minha família e o advogado fizeram pesquisas na internet e conseguiram localizá-lo. O advogado apresentou as provas e fui liberado pela juíza Marcele de Azevedo Rios. “Ela determinou minha soltura porque viu que não havia nada contra mim”, declarou.

Acordo Cidade