Deputado Luiz Argôlo usou a própria mãe como laranja para receber proprina

images-cms-image-000428568A Justiça Federal decretou, nesta sexta-feira (10), o bloqueio de R$ 40 milhões dos ex-deputados Pedro Corrêa (PP-PE) e Luiz Argôlo (afastado do Solidariedade-BA), alvos 11ª fase da Operação Lava Jato.

Também foi ordenado o bloqueio de mais R$ 80 milhões de outros quatro investigados, sendo R$ 20 milhões da secretária de Argôlo, Elia Santos da Hora. O bloqueio financeiro atinge ainda três pessoas ligadas ao ex-deputado Pedro Corrêa.

Os dois ex-parlamentares e o ex-deputado André Vargas (sem partido) foram presos nesta sexta. As investigações desta etapa abrangem crimes que vão além da Petrobras e envolvem contratos de publicidade da Caixa Econômica Federal e do Ministério da Saúde.

PROCURADORIA AFIRMA QUE LUIZ ARGÔLO USOU A PRÓPRIA MÃE COMO LARANJA

De acordo com a procuradoria, o ex-deputado Luiz Argôlo usou a própria mãe como laranja para receber propina do doleiro Alberto Yousseff. Segundo a Polícia Federal, o ex-parlamentar baiano, também usou o pai para receber o dinheiro proveniente de esquemas de corrupção na Petrobras.

Os procuradores do Ministério Público Federal (MPF) concluíram que Argôlo chegou a usar o cargo de deputado para tentar conseguir um financiamento para que Youssef reformasse um hotel de sua propriedade, localizada em Porto Seguro.

Para o MPF, o ex-deputado “efetivamente vendeu seu mandato parlamentar” ao doleiro. Foram rastreados pelos menos R$ 2,68 milhões referentes a supostas propinas que foram embolsadas por ele entre 2011, quando teve início o seu mandato de deputado federal, e março de 2014, quando a Operação Lava Jato foi deflagrada.