Ditador norte-coreano manda apontar mísseis para bases dos EUA

    listas_posts_68305_jpg_200_200_2_0__jpgA tensão entre Coreia do Norte e Estados Unidos aumentou ainda mais ontem. O ditador norte-coreano Kim Jong-un ordenou que as Forças Armadas do país fiquem em alerta a um ataque americano e pediu para que sejam apontados mísseis para os Estados Unidos e as bases militares americanas no Pacífico. A medida foi tomada horas depois de Washington enviar dois bombardeiros B-2, que têm capacidade de levar ogivas nucleares, para os exercícios militares que faz com os sul-coreanos desde o início do mês. De acordo com a agência estatal KCNA, o ditador norte-coreano fez uma reunião com generais e julgou que é o momento de acertar as contas com os imperialistas. O país comunista informa que preparará os mísseis para atacar a parte continental dos Estados Unidos e as bases militares no Pacífico, incluindo as da Coreia do Sul.

    EXERCÍCIOS: Os dois B-2 Spirit partiram da Base Whiteman da Força Aérea do Estado americano do Missouri e dispararam munições artificiais contra um alvo no território sul-coreano, segundo um comunicado das forças americanas mobilizadas na Coreia do Sul. Em comunicado divulgado ontem, as Forças Armadas dos Estados Unidos disseram que o voo dos dois bombardeiros foi realizado no âmbito de exercícios conjuntos organizados todos os anos entre as forças americanas e sul-coreanas, demonstra a capacidade das Forças Armadas dos EUA de realizar ataques a grandes distâncias, rápidos e quando quiser. Os aviões utilizados no exercício são do tipo Stealth (“furtivos”) e indetectáveis por radares.

    EUA PREPARADOS:

    O secretário americano da Defesa, Chuck Hagel, disse ontem que os Estados Unidos estão “preparados para enfrentar qualquer eventual” ameaça da Coreia do Norte, admitindo que o risco ligado a Pyongyang aumenta. “Estaremos preparados, precisamos estar preparados, para enfrentar eventuais” ameaças, declarou Hagel após as missões de treinamento de bombardeiros B-2 – com capacidade nuclear – sobre a Coreia do Sul, o que provocou ameaças norte-coreanas. “Nós defenderemos explicitamente – e estamos engajados nisto – nossa aliança com a Coreia do Sul e com os outros aliados na região”, afirmou Hagel. “Devemos dizer claramente que tomamos estas provocações (da Coreia) do Norte muito a sério e reagiremos a isto”, destacou Chuck Hagel. A tensão com a Coreia do Norte cresceu particularmente nas últimas semanas, após Pyongyang não digerir a adoção de novas sanções da ONU devido a seu teste nuclear de 12 de fevereiro. No momento, Pyongyang ameaça atacar o território americano. “Acredito que estas provocações e o tom beligerante aumentaram o risco” da escalada na região, disse Hagel.