Doméstica que aplicou “golpe do além” diz que casa da patroa é “mal-assombrada”

1ebzfvpz49_2nfbhefayj_fileQuando você pensa que já viu de tudo, sempre surge algo novo, uma dona de casa se surpreendeu ao encontrar “mensagens do além” espalhadas pela residência em Carmo da Cachoeira, no sul de Minas. A idosa, de 74 anos, acreditou que estava sendo chamada por espíritos. Os recados, na verdade, eram escritos pela empregada doméstica que usava os bilhetes para pedir presentes, de eletrodomésticos até uma casa própria.

“Ela falava ‘vem ver o que está escrito aqui’. E eu, curiosa, fui tomando conhecimento das coisas que ela passava para mim e fui acreditando. As mensagens apareciam na sala, na cama do meu quarto, na cozinha, em todo local” disse a patroa.

A empregada doméstica, Dagmar Costa, 44 anos, acusada pela patroa de se passar por um espírito para pedir presentes resolveu se defender. A explicação é sobrenatural: para a doméstica, a casa da ex-patroa é mal-assombrada.

empregada“Uma vez estávamos nós duas lá fora, ela lembra bem disso, de repente o portão abriu sozinho, sem a gente apertar. Nós duas levamos um susto. A casa ali é meio mal-assombrada mesmo. Não é mentira dela não” disse.

Além das cartas, Dagmar é acusada de furtar objetos e até alimentos da residência. Ela mais uma vez negou. “Eu não roubei. Até que prove o contrário eu sou inocente. São fatos que vêm acontecendo há muito tempo na vida dela. Quando ela morava em São Paulo, falou que sumia as coisas também”.

A ex- patroa Shirlei Aparecida da Costa, de 74 anos, diz que foi enganada por Dagmar durante um ano. “A mulher espalhou “cartas do além” pela casa, fazendo pedidos que iam de uma geladeira até uma casa própria. Foram mais de 400 textos, todas com a mesma letra e assinadas com o nome de João de Deus” informou Shirlei.

A doméstica admite que era ela em um vídeo gravado pelo filho da ex-patroa, em um dos cômodos da casa, com um dos bilhetes nas mãos. Mas Dagmar garante que não foi à causadora do recado.  “Eu não escrevi, apenas peguei o papel, tirei de um lugar e coloquei no outro” defende-se.

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Nas imagens, a doméstica aparece segurando uma caneta e com o celular na mão. Em um áudio, ela chegou a confessar o golpe. Agora, diz que foi coagida pela família da idosa. “ Quando você é coagida, você fala, confirma o que a pessoa quer ouvir da sua boca”.

A empregada afirma ter sido prejudicada pelas acusações e diz que vai processar todos os envolvidos, além disso, vai brigar na Justiça pelos direitos trabalhistas, que, segundo ela, nunca foram pagos.  “ Só quero que ela me pague o que ela me deve. Um ano trabalhado sem carteira assinada, sem direito a FGTS, sem nada. Só quero o meu direito, não quero R$ 1 que venha da mão dela” finalizou.