Durante comício em Ipirá, Souto fez duras críticas a violência que tomou conta da Bahia

soutoO aumento da violência no interior baiano foi um dos temas abordados pelos candidatos da coligação “Unidos pela Bahia”, ao governo, Paulo Souto (DEM), e ao Senado, Geddel Vieira Lima (PMDB), durante comício no município de Ipirá, ontem.

Na cidade, a chapa majoritária, composta ainda pelo vice Joaci Góes (PSDB), realizou uma caminhada, sendo recepcionada por várias lideranças políticas da região.

“Vamos trabalhar para trazer de volta a tranquilidade à nossa amada Bahia, onde a taxa de homicídios dobrou de 2006 a 2014. Eram 20 assassinatos para cada 100 mil habitantes, e agora são 40. Também vamos mudar o retrato da saúde em nosso estado, que hoje é caótica e desumana, além de elevar a qualidade da educação pública”, garantiu Souto.

Além da insegurança, o ex-governador citou os problemas na área de saúde. “Temos acompanhado as notícias e visto que a saúde é um dos principais problemas da região. Aqui em Ipirá, o Hospital Municipal funciona em situação precária, com demora nos atendimentos, sem Samu e uma demanda enorme”, acrescentou.

O democrata destacou também a promessa de atrair mais fábricas para as cidades do interior e de construir novas barragens para aumentar a oferta de água no semiárido. Alguns eleitores exaltaram o trabalho do político. “Souto quem trouxe a fábrica de calçados para Ipirá”, disse o agricultor Amadeu da Silva, morador na zona rural do município, ao cumprimentá-lo.

“Paulo Souto levou água para o distrito de Nova Brasília”, afirmou o vereador Raimundo Pindobeira, da comunidade de Nova Brasília. Estiveram no evento, realizado no Clube Caboronga, o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB) e os estaduais João Carlos Bacelar (PTN) e Augusto Castro (PSDB).

Em entrevista a uma rádio da capital baiana, ontem, o postulante ao Palácio de Ondina também tocou nos temas da saúde e segurança. “Foram 37 mil assassinatos nos últimos sete anos e meio do governo petista que falam por si da total falta de segurança na Bahia, mas a completa desassistência à saúde das pessoas é um caso de desumanidade”, disparou.

O candidato propôs mudanças no setor de atendimento nos hospitais. “Estamos sim estabelecendo prazos para consultas, exames e cirurgias, a partir do segundo ano de governo, se eu for eleito. É desumano ficar seis meses com as requisições na mão, esperando a chance de fazer exames. Vamos dar dignidade ao atendimento público de saúde”, enfatizou. (Tribuna da Bahia)