‘”É um orgulho ser rainha da Parada Gay de Salvador”, diz Daniela Mercury

parada-beijoA cantora Daniela Mercury comandou, na tarde deste domingo (8), a 12ª Parada Gay no centro de Salvador. Ao subir no trio, a “rainha” do evento disse estar se sentindo orgulhosa de ser homenageada pela festa.

“É um orgulho imenso ser rainha da Parada Gay de Salvador. Estou aqui para celebrar a diversidade e o respeito”, afirmou. Os trios percorrem o mesmo trajeto oficial do carnaval (circuito Osmar), do Campo Grande, passa pela Avenida Sete, curva da Praça Castro Alves,  Avenida Carlos Gomes e Campo Grande novamente.

Daniela beijou na boca a namorada, a jornalista Malu Verçosa, a pedido dos fãs presentes na Parada, e depois repetiu a cena em um “beijaço”, puxado por Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia.

“Beijar é comigo mesmo”, brincou. Para celebrar o “beijaço”, Daniela cantou a música “Paula e Bebeto”, de Milton Nascimento. “Ê vida, vida, que amor brincadeira, à vera. Eles se amaram de qualquer maneira, à vera. Qualquer maneira de amor vale à pena. Qualquer maneira de amor vale amar”, diz um trecho da canção.

parada-bandeiraA cantora fez o percurso do Campo Grande até parte da Avenida da Sete com sucessos da carreira. Ao ser coroada “rainha” da Parada Gay, ela começou a animar o evento com a música “Canto da Cidade”, um dos primeiros sucessos da cantora. No repertório, estavam também os hits “Pérola Negra” e “Maimbê Danda”. Daniela fez play back porque a banda dela não a acompanhou. A artista deixou o evento antes do fim do percuso por conta de uma viagem que já estava marcada.

Fundador do Grupo Gay da Bahia, Luiz Mott falou sobre a importância do evento e do respeito aos homossexuais. Ele destacou que a Bahia tem um elevado índice de mortes de gay e que espera que esse número diminua.

“É o único dia do ano em que os gays LGBTs ocupam todo o centro de Salvador, para passar uma mensagem de paz e respeito. Queremos direitos iguais, nem menos, nem mais. Morre um gay a cada 26 horas [no Brasil]”, disse.

De acordo com Motti, na Bahia, somente em 2012, 29 homossexuais foram mortos. Esse ano, até setembro, o GGB já contabiliza 11 assassinatos de gays. “Acontecem sempre de forma muito violenta. Os assassinos se aproveitam da própria impunidade”, disse.

Os organizadores do evento reclamaram da falta de policiamento na festa. “A polícia precisa entender que isso aqui é um carnaval, precisa de mais policiais, não tem polícia”, afirmou a drag Spielberg, que apresentou o evento após a saída de Daniela, quando o trio passava pela Avenida Sete. Durante o trajeto, a reportagem observou algumas brigas, mas nenhuma confusão generalizada. Do Campo Grande à Praça Castro Alves, havia poucas patrulhas da PM.

Já na Avenida Carlos Gomes, o número de policiais era maior, de acordo com o que foi acompanhado pela reportagem. Na praça do Campo Grande, havia algumas patrulhas de guardas municipais.

Por meio da assessoria, a Polícia Militar informou que 600 policiais atuaram no evento.

As informações e fotos são do G1/BA