Eleição interna coloca em disputa o futuro do PT na Bahia

Jonas_Paulo_Presidente_do_PT_BA_Foto_Cristiano_Silva_PT_BrasilO Partido dos Trabalhadores, conhecido pelas variáveis que marcam as tendências internas, esquenta o debate em torno do seu futuro e da corrida estadual de 2014 com a aproximação do Processo de Eleição Direta (PED). No âmbito municipal, houve a unificação das quatro candidaturas, sendo Edson Valadares o candidato.  Entretanto, na disputa do diretório estadual há divergências, referentes à atual condução da sigla, centrada no discurso do candidato intitulado de oposição, o jornalista Ernesto Marques, e do postulante com maior número de apoio, Everaldo Anunciação. No total, cinco estão na briga pela presidência estadual do PT. A primeira etapa da decisão será no próximo domingo.

Ontem à noite, eles se encontraram para um debate na Faculdade Visconde de Cairu, quando confrontaram as propostas para o partido. Marques apontou para as controvérsias do PT ao dizer que era “equivocada” a ideia do chapão e a falta de debate. Ele também criticou as deficiências na estrutura organizativa do partido. As declarações mexeram com o clima que antecede o PED.

Ontem, o presidente estadual do PT, Jonas Paulo, rebateu ao declarar que o candidato estaria “a fim de polêmica”. “Cada candidato tem que construir sua performance. Não é a direção estadual que vai dar a performance. Os candidatos estão em busca de voto e vamos ver quem tem e quem não tem”, afirmou. Jonas seria da base de apoio a Everaldo, confirmando o favoritismo da candidatura.

Everaldo disse que respeitava o direito de expressão do candidato, mas diverge dele, “profundamente”. “Nós somos o partido que mais cresceu eleitoralmente, e, no ponto de vista organizativo, estamos presentes nas 417 cidades. Quem vai avaliar isso são os filiados, no PED a ocorrer”, frisou.

Em conversa com a reportagem da Tribuna, Marques reforçou a tese de sua candidatura ao sinalizar que não importa o resultado eleitoral, mas a “vitória política” de sua candidatura. “Ganhar eleição é muito importante, mas em eleição a gente entra para defender ideia”, enfatizou. Conforme o jornalista, ao final do processo, as propostas expostas vão reverberar numa parcela importante do partido.

Ele afastou a possibilidade de rachas internos, como também qualquer dúvida sobre apoio a candidatura petista para o governo. “A nossa discussão não é ética, nem moral, mas o partido está fragilizado na sua forma organizativa. Os diretórios municipais ficaram muito distantes do diretório estadual, que muitas vezes só são procurados para se fazer intervenções, que na maioria das vezes deixam sequelas, feridas”, disse. (Tribuna da Bahia)

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