Em toda a Bahia, são mais de 4.800 vagas de estágio só em janeiro

    gerenteielTem estudante que está na praia,  outros que estão viajando… Os que resolveram arregaçar as mangas e ir atrás de um estágio encontrarão neste mês as melhores oportunidades, garantem os recrutadores. Isso porque, como muitos estudantes se formam neste período do ano, novas vagas são abertas e o quadro de estagiários é renovado. Só neste mês, estão abertas mais de 4.800 vagas em Salvador.

    O aumento de vagas pode ser verificado no Instituto Euvaldo Lodi (IEL), órgão de recrutamento vinculado à Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb). Se em um mês comum, o IEL abre cerca de 1.500 vagas, em janeiro este número quase dobra: são 2.800 ofertas de estágios. A gerente de Estágio e Formação de Talentos do IEL, Edneide Lima, explica que os três primeiros meses do ano são muito atraentes com relação à oferta de vagas. Porém, o estudante que se esforçar para encontrar uma vaga em janeiro encontrará mais, além das melhores oportunidades, já que os órgãos recrutadores têm dificuldade de achar interessados nessa época.

    Dentre as áreas que mais procuram estudantes, Edneide enumera cinco: as licenciaturas (de forma geral), Administração, os níveis técnicos, as engenharias e Informática. “A educação teve um avanço grande na Bahia. E isso fez crescer muito a procura por professores”, comenta Edneide sobre a grande procura por estagiários habilitados em Licenciatura.

    estagio2001Outra recrutadora, que espera abrir 1.700 vagas só neste mês de janeiro, é o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). Em meses normais, o CIEE trabalha com cerca de mil vagas. Também segundo o gerente regional da entidade, Alessandro Salvatore, quem se antecipa acaba conquistando as melhores oportunidades.

    Já sobre as áreas mais procuradas, Salvatore explica que, no ano passado, houve períodos em que teve dificuldades para encontrar estagiários de Engenharia Civil. “Há mais vagas do que estudantes para encaminhamento. Nesse setor, a demanda está mesmo bem aquecida”, acrescenta.

    Outro tópico importante, quando o assunto é estágio, é o valor da bolsa-auxílio, que sempre deve ser paga. Segundo Salvatore, três fatores são considerados para se estipular quanto será pago ao estagiário: a carga horária; o tipo de curso que ele estuda e o semestre em que ele se encontra no curso. “Tem estudantes de Engenharia Civil que chegam a ganhar bolsa de R$ 1.200”, conta. De forma geral, para estudantes de ensino superior, a bolsa-auxílio varia entre R$ 600 a R$ 1 mil (30 horas semanais), e a bolsa para estudantes de ensino médio varia de R$ 350 a R$ 500 (20 horas semanais).

    Mas se engana quem pensa que o estagiário e as empresas consideram o valor da bolsa-auxílio o fator determinante na escolha do trabalho. “O mercado de estágio tem passado por muitas mudanças nos últimos anos. E, muito disso, por causa da nova lei do estágio, de 2008”, comenta. Fatores como o aprendizado que a empresa vai proporcionar, o ambiente de trabalho e até mesmo a localização da companhia têm sido considerados pelos estudantes antes de fazer suas escolhas.

    Interesse
    Mesmo sendo um estágio, se o estudante já tiver tido outra exeperiência profissional, este ponto conta como fator positivo para o empregador: demonstra certa experiência e interesse do candidato em se capacitar. Para a coordenadora de estágio do Cide, Edilene Amorim, ter algum conhecimento também pode ser fator diferencial para ganhar a vaga. “Saber digitação e ter conhecimento no pacote Office (Word, Excel, PowerPoint) é bem valorizado pelas empresas. E esse ponto falta em muitos candidatos”, analisa Edilene.

    A coordenadora do Cide relata que, hoje, muitas empresas se importam com a questão da comunicação do candidato, sua desenvoltura e sua redação. “Esse é o perfil que eles procuram”, salienta. Para uma pré-seleção são chamados cerca de cinco alunos a partir de uma análise dos currículos enviados ao órgão.

    Acreditar
    Foi depois de passar por quatro estágios que Rodrigo Lima encontrou a área com a qual gostaria de trabalhar. Hoje, arquiteto formado, Lima entrou no último estágio em janeiro de 2011. E não teve descanso, logo na primeira semana do ano já estava trabalhando.

    Depois de seis meses estagiando com a carga horária de 30 horas semanais, foi convidado a estender a jornada. Aceitou por já estar no fim do curso e não ter mais aulas presenciais. Começou a ganhar mais e teve a certeza: era por aquele escritório que gostaria de ser contratado. Depois de passar pelo setor público e por outros escritórios com projetos mais institucionais, encontrou na arquitetura de interiores sua paixão.

    “Acho que contou muito eu acreditar no trabalho que faço, como uma verdade. Também é preciso acreditar no que a empresa propõe”, afirma Lima.

    (Informações do Correio)