Embasa adota racionamento em 96 municípios baianos

    650x375_1318834Devido à seca, a Embasa impôs racionamento de água em 96 municípios dos 362 que abastece. Além disso, a empresa monitora áreas com abastecimento considerado crítico.

    Em Itaparica, onde o  racionamento começou na terça-feira, 16, o nível da Barragem de Tapera chegou a 800 mil m³ dos 5 milhões m³ que é a sua capacidade para abastecer 26 localidades e mais um distrito do município de Jaguaripe.

    Na terça, foi dia de ajustes para se adequar à novidade de um racionamento longo. Itaparica já viveu situações de poupar água, pois é um dos mais conhecidos pontos de veraneio da Bahia, mas a determinação oficial de racionamento surpreendeu.

    “A medida extrema foi adotada porque as tradicionais chuvas de março e abril não caíram, deixando a barragem nesse estado terrível”, disse Ariosvaldo Gama, gerente do escritório da Embasa em Itaparica e Vera Cruz.

    O presidente da Embasa, Abelardo de Oliveira Filho, em entrevista exclusiva,  garante que o  racionamento não deve ser adotado em Salvador. Dos 417 municípios baianos, 55 não são abastecidos pela Embasa. Nesta lista estão   Juazeiro e Pilão Arcado, na região Norte, e Correntina, no sudoeste baiano.

    Caetité (a 754 km de Salvador) convive com o racionamento há 40 dias. O prefeito  José Barreira Filho diz que a escassez prejudica o funcionamento de creches e escolas. “Imagine uma creche, onde é necessário higienizar as crianças, sem água”,  completa. O prefeito conta que, na zona rural,  o volume dos reservatórios caiu 60%.

    Repetição – Situada em uma região considerada chuvosa, Vitória da Conquista (a 509 km de Salvador), está racionando água pela segunda vez. A primeira foi em maio de 2012.

    Em nota, a prefeitura informou que está buscando recursos para garantir autonomia de abastecimento. Enquanto isso,  recorre aos carros-pipa.

    Embora esteja listada pela Embasa como uma das áreas atingidas pelo racionamento, o município de Capim Grosso (a 272 km de Salvador) vê a medida apenas como ameaça. “Estamos avisados que a capacidade atual  da barragem é de 60 dias. Torcemos para chover”, diz o secretário de Agricultura do município, Antônio Martinho Carneiro.

    Fonte: A Tarde