Especialistas em manuseio de mandioca, jovens de Tucano fazem sucesso nos negócios

jovemsAndresa Bastos de Jesus, 16 anos, moradora da Tiririca; Bruna dos Santos Meireles, de 18 anos, e Marta Brito de Santana, 16 anos, ambas moradoras do Creguenhem, têm muito mais em comum do que a idade, a proximidade das comunidades onde moram e o colégio onde estudam. Dois ingredientes principais têm unido ainda mais essas três jovens: força de vontade e espírito empreendedor.

Andresa, Bruna e Marta fizeram parte de uma turma de 13 jovens que recebeu uma formação para aprender a manusear a mandioca do plantio ao beneficiamento e técnicas de comercialização e empreendedorismo. Foram dois meses de aprendizado e o resultado não podia ser melhor: as três jovens começaram a vender bolinhos no colégio onde estudam e as vendas foram um sucesso, garante Marta. “Levamos na base de 20 potinhos e vendemos mais da metade. Só sobrou quatro e eu vendi na minha comunidade”.

Andresa explica como surgiu a ideia. “Nós aprendemos a fazer biscoitos, quatro sabores, com derivados da mandioca, e disso surgiu a ideia de fazer para vender no colégio. Tivemos lucro de sete reais, pagamos o que a gente tinha de comprar e aí ficou o lucro. Com isso, a gente guardou para a empresa pra comprar depois e sempre fazer mais”, diz, entusiasmada com o sucesso do negócio.

As jovens empreendedoras já chamam o negócio de empresa, e demonstram domínio das técnicas de empreendedorismo apreendidas no curso. “Começamos a fazer os bolinhos pra vender no colégio, ter um lucro, comprar nossos gastos, mas sempre guardando o lucro da empresa pra poder ver se vai pra frente cada vez mais”, informa Marta.

Por enquanto, as jovens empresárias vendem bolinhos de goma e de maracujá, mas já anunciam que pretendem fazer casadinho e amanteigado, tudo aprendido durante a formação. Cada unidade é vendida a R$2,00. Questionada sobre o objetivo dessa nova empreitada coletiva, Bruna explica. “A gente quer trabalhar, ter uma renda mesmo”. Sobre a distribuição do lucro entre as sócias no negócio, Marta mostra como internalizaram os princípios para manter a empresa no mercado e torná-la rentável. “Nós estamos vendo com o tempo porque primeiramente nós temos que começar a guardar lucro pra empresa pra depois nós pensar em tirar tipo um pagamento pra gente, mas também deixando um lucro na empresa”.

Segundo Bruna, elas estão em negociação com o diretor do colégio para verem a possibilidade de armar uma barraca dentro do espaço e ampliar as vendas. “Começamos a fazer o curso, gostamos bastante, e se nós podemos fazer esse curso e teve a oportunidade pra gente, a gente também tem que evoluir, não pode ficar só parado”, defende.

A formação foi através do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), em parceria com secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Tucano, Sindicato dos Produtores Rurais e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB).

Por Josevaldo Campos, (Portal Tucano)