Esperando vaga em hospital baiano há 60 dia, bebê luta pela vida

ztUm bebê prematuro que está internado no Hospital Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro, no sul do estado, está à espera de transferência para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal com urgência há dois meses. Para tentar agilizar a transferência, a família entrou com um pedido na Justiça.

Uma liminar expedida na última na sexta-feira (17) determinou a transferência da criança em até três dias, mas até a manhã desta terça-feira (21), o bebê ainda não havia sido transferido. A central de regulação alega não ter vagas no estado. Ninguém da Secretaria da Saúde do Estado foi encontrado para falar sobre o assunto.

Brian Emanuel nasceu no dia 21 de fevereiro, na mesma unidade onde está internado, com 29 semanas, cerca de sete meses, e apenas 38 centímetros e um quilo e 270 gramas. O nascimento ocorreu de repente. A mãe, de apenas 15 anos, sentiu algumas dores e antes de entrar na sala de parto teve o filho prematuramente no banheiro do hospital.

mae2“Eu estava sentindo uma pequena cólica em casa, aí minha mãe me trouxe à noite para o hospital, eu fui no banheiro e ele já nasceu”, revela a mãe, Renata Pereira. No período de internação, o bebê pegou uma infecção, teve três paradas cardiorrespiratórias e já teve que fazer quatro transfusões sanguíneas. A única solução para a criança é uma transferência para outra unidade de saúde do estado.

A mãe teme que o bebê não resista porque ele está perdendo peso muito rápido. “A dor que eu estou sentindo eu não quero que nenhuma mãe sinta, porque você escutar de um médico que o seu filho não vai sobreviver é muito difícil”

Renata Pereira ainda conta que os antibióticos dados no berçário de alto risco do hospital não estão fazendo efeito esperado. “O médico fala que ele já fez tudo que pode ter feito pela vida do meu filho. Que ele não vai parar de dar os medicamentos, mas já tem 28 dias que ele está no medicamento, mas o máximo de tempo é 21 dias”

“É muito duro todo dia você olha para as roupinhas daquele bebezinho, esperando a criança chegar em casa, esperando aquele neném e quando chega no momento dele ir para casa, ele está passando por uma situação dessa”, lamenta a avó do bebê, Rosemary Pereira. (G1/BA) Fotos reprodução TV Bahia