Esse tipo de questionamento vem atormentando o mundo em geral, semelhantemente aos tempos da “Guerra Fria”, entre 1947 e 1991, período de acirrados conflitos político-ideológicos entre Estados Unidos e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas-URSS. A vitória dos bolcheviques na Rússia em 1917 permitiu a fundação do primeiro Estado comunista do mundo, a União Soviética.
A partir daí o comunismo se expandiu para outros países da Ásia, Europa Oriental, Coréia do Norte e da América Latina, através da adesão de Cuba ao sistema. A história do fim da União Soviética remonta aos governos de Leonid Brejnev (1964-1982) e Mikhail Gorbatchev (1985-1991) como líderes da URSS. Assim, em 1991, consolida-se a extinção da URSS e surge a atual Rússia, que está nas mãos do Putin, no poder há mais de 25 anos.
Felizmente, as batalhas durante a Guerra Fria ficaram restritas aos intensos debates e manifestações públicas, não chegando à preocupante guerra que se imaginava poderia ocorrer a qualquer momento entre as duas potências que lideravam os blocos capitalistas (EUA) e comunistas (URSS), no período pós-guerra.
Não obstante essas Nações tenham sido aliadas durante a Segunda Guerra Mundial, fato reconhecidamente positivo para derrotar o Exército alemão de Hitler no ano de 1945, logo a disputa pelo domínio político ganhou grande amplitude para definir o poder de comando do Bloco vencedor da guerra. Só que na fase da “Guerra Fria” o comunismo se expandiu no mundo e começou a assustar o capitalismo, que passou à luta incansável na busca das estratégias mais eficazes para vencer o inimigo.
Após o surgimento da Rússia, progressivamente ela foi assumindo um novo discurso mais voltado ao Sistema Socialista, menos agressivo do que o Comunista, que passou a ficar mais restrito a alguns países atualmente considerados como legitimamente comunistas: Cuba, China, Coréia do Norte, Laos e Vietnã.
Como estamos na atualidade com guerras em curso, em que uma das potências está envolvida diretamente (Rússia), e a outra (EUA) se mostra estressada para participar de alguma, a exemplo de navios de guerra se deslocando para a costa da Venezuela sob o argumento de que se trata de combate ao narcotráfico, essas preliminares não poderiam deixar de ilustrar as preocupações que nos envolvem quanto ao futuro.
Mas, é preciso clarear para o leitor, a razão básica desse breve histórico sobre os conflitos entre o capitalismo e o comunismo/socialismo, ou a divergência ideológica entre Esquerda e Direita. Poderia até não existir motivos para qualquer grau de preocupação pelo fato do Presidente do Brasil ser de Esquerda, visto que já tinha exercido o cargo por dois mandatos e sucedido por outro mandato de Esquerda da Dilma Roussef.
Tudo isso passaria despercebido se algo estranho não estivesse acontecendo por aqui, que “acende uma luz no final do túnel”. O que se espera nas relações diplomáticas entre duas Nações, historicamente aliadas em vários sentidos, é que o diálogo seja caracterizado pelo respeito à soberania e à integridade dos seus Presidentes. E isto deixou de existir entre os Presidentes dos EUA e do Brasil, onde as bravatas viraram linguajar comum, com o uso de palavras como “maluco, mentiroso, showman, imperador, etc”. Com um vocabulário chulo desse nível, não há espaço para qualquer negociação entre duas Nações…! Porque não dizer que essas cicatrizes são como queimaduras de último grau, onde a reconstituição e encaminhamento dos entendimentos fica quase que impossível de tudo voltar à normalidade.
É de se lamentar toda essa truculência internacional, mas o que está presente é a tática eleitoreira mal produzida, em que o Presidente americano pensa ajudar ao Bolsonaro com o “Tarifaço” – e o prejudica -, ajudando inversamente ao Lula. Enquanto isso, as reações do Lula melhoram os seus índices. Outro detalhe que integra as dúvidas que o futuro nos reserva, é que o Lula morre de amores pelos Ditadores internacionais, como os que mandam na China, Cuba, Venezuela e Coréia do Norte… E, envolvido nessas circunstâncias adversas, lá está o País de boa convivência e de paz a vida toda, conhecido como Nação amiga, chamado Brasil!
Com este cenário de instabilidade e incertezas, uma PERGUNTA INQUIETANTE ocupa as nossas reflexões: O QUE ESTARÁ POR VIR?
Autor: Adm. Agenor Santos, Pós-Graduação Lato Sensu em Controle, Monitoramento e Avaliação no Setor Público – Salvador-BA.
Blog do Florisvaldo – Informação Com Imparcialidade
5 Comentários
Caro Agenor, nos seus dois últimos editoriais “QUANDO A GENTE PENSA JÁ TER VISTO TUDO…!” de 24/08/2025 e “PERGUNTA INQUIETANTE – O QUE ESTARÁ POR VIR?” de 31/08/2025, você traz uma preocupação que é de todos nós: a sensação de que o mundo vive um tempo de incertezas, parecido com o clima da antiga Guerra Fria. Conflitos como Rússia x Ucrânia, as tensões entre EUA e China e até mesmo os atritos diplomáticos envolvendo o Brasil mostram como a política internacional continua influenciando diretamente o nosso dia a dia.
No editorial de 24/08, você destaca como a humanidade oscila entre momentos de união e destruição, lembrando que a sede de poder dos governantes muitas vezes impõe tragédias aos povos.
Já neste domingo 31/08, a reflexão se volta para o risco de a polarização ideológica voltar a crescer, criando barreiras para o diálogo entre países que deveriam ser aliados.
A pergunta final é inevitável: o que estará por vir? Do ponto de vista da sociologia política, essa incerteza não é apenas medo ou pessimismo; ela faz parte de um cenário de mudanças profundas, em que velhos blocos e ideologias ganham novas formas. O desafio é não deixar que essa instabilidade nos leve à radicalização, mas sim à busca de pontes e entendimentos.
Sobre os comentários oportunos, desta coluna sobre o assunto da incerteza no mundo, recordo que nos textos evangélicos, há uma assertiva de Jesus que diz: O escândalo há de vir, mas ai daquele que o traga. Porque isto, o ser humano se esqueceu da sua condição de ser humano, quanto mais avançado, mais corrompido.
Esquecendo que sua estadia no planeta é uma mera passagem.
A globalização seria a oportunidade da união dos seres e povos, mas a ganância e egoísmo de uns poucos, em relação aos mais de 8 bilhões de criaturas entre nós, está levando o mundo a uma indecisão caótica.
Só através de uma evolução
moral, individual, é que poderemos sair desta encruzilhada.
Podem falar, há mas você está entrando em um campo religioso, tubo bem, tem lógica, porém posso afirmar ou o homem se humaniza, não usando a religião, mas sim à razão ou muitos continuaram a sofrer em detrimento de poucos.
O ARTIGO DESSA SEMANA NOS REMETE AO DA SEMANA ANTERIOR COM UM ADENDO: COM UMA PERGUNTA OPORTUNA DO TIPO O QUE VAI VIR POR AI… E COM DOSE DE RAZÃO PORQUE OS MOMENTOS ESTÃO FICANDO TENSOS E COMPLICADOS, NUMA PROVA DE QUE SEM DIALOGO, OU SEM SENTAR NA MESA FICARÁ DIFICIL O POR VIR…!!?
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