Filho de pedreiro morto em assalto escreve carta emocionante: “Deus, cuida do pai”

O filho do pedreiro Carlos Vinícius Felipe Souza Ferreira, de 30 anos, que foi morto durante um assalto em um ponto de ônibus em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital, escreveu uma carta pedindo justiça. O menino, de 9 anos de idade, estava com o pai, a mãe e um irmão a caminho da casa de uma tia, onde passariam o Dia das Crianças.
sssss
Na carta, ele pede que Deus proteja Carlos Vinícius no céu. “Deus, cuida do meu pai ai no céu porque o senhor é todo poderoso. Que esses bandidos ‘ficam’ presos pra sempre e que Deus, o dia que o senhor voltar, eu ‘posso’ te dar um abraço… Bem forte… E eu amo você muito e também o meu pai”, escreve a criança.

O crime aconteceu no fim da manhã de quarta-feira (12) no Jardim Ipanema, próximo de onde a família morava.  Ferreira estava com a mulher e os dois filhos pequenos no ponto de ônibus quando foram abordados por assaltantes.

halo_zdeoqzwA mulher de Carlos Vinícius, que não quis se identificar, disse que após matarem o marido, os criminosos pegaram o celular dela e fugiram.

“Passaram dois caras de moto e um falou: ‘É um assalto’. Meu esposo correu. Eu falei para ele: ‘Não corre’. O cara foi e apontou a arma para ele. Falou: ‘Não corre não, vagabundo’, e atirou. Pegou meu celular e apontou a arma para mim e para os meus filhos. Eu falei: ‘Pelo amor de Deus, meus filhos não’. Ele pegou e foi embora'”, detalhou a mulher.

O corpo do pedreiro foi enterrado na tarde de quinta-feira (13) no Cemitério Jardim da Paz, em Aparecida de Goiânia.

Agentes do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da cidade estiveram no local do crime para coletar as primeiras informações sobre o caso. O latrocínio deve ser investigado pelo 1º Distrito Policial de Aparecida.
image

Cunhado da vítima, o mototaxista Eduardo Moraes disse que a família está revoltada e pede a devida punição dos criminosos.

“Eu espero justiça, apesar de que a nossa Justiça é cega, não faz nada, as leis estão aí e ninguém faz nada. Se prende amanhã, passa dois dias e ele é solto de novo. Eles vão continuar assaltando e não vai resolver nada”, desabafou Eduardo.