Garota de 13 anos com tumor na garganta aguarda há dois meses por cirurgia na fila da regulação

rafaelaA família da estudante Rafaela Morais de Oliveira, de 13 anos, luta por uma cirurgia para a adolescente, que tem um tumor grave na garganta. Há dois meses, quando a doença foi diagnosticada, eles tentam uma vaga para realizar o procedimento na rede pública de saúde de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, mas ainda não obtiveram nenhuma resposta sobre a demanda.

Mãe de Rafaela, a auxiliar de costura Ana Cláudia Salviano Morais deixou o emprego para poder cuidar da filha. Ela diz que não tem condições de arcar com uma cirurgia particular e teme pela vida da garota.

“[Tenho medo] de perder minha filha. Só isso. Estou recorrendo para tudo, a quem puder me ajudar e ajudar minha filha”, disse a mulher aos prantos.

Ana Cláudia explica ainda que o caso da filha é considerado urgente, mas, mesmo assim, não conseguiu uma vaga. “Levei na [Central de] Regulação de Aparecida e eles não me deram dia, mês ou ano. Ela precisa de um lugar que tenha equipamento completo pra fazer [a cirurgia] porque o caso dela não é simples. O tumor está perto da veia do coração e na hora pode ter uma hemorragia e ir para o pulmão”, salienta.

A mãe explica que fez uma vaquinha com familiares para pagar os exames mais caros e ter tudo pronto para quando a autorização sair. Conforme relata, Rafaela tem dificuldades de se alimentar e já engasgou até com água. Por isso, ela tem receio até mesmo quando a menina vai ao colégio. “Já avisei aos professores para ficarem observando ela na escola”, pontua.

A adolescente, que sonha ser médica, também fica apreensiva ao falar do problema de saúde e se emociona ao falar da demora em conseguir atendimento.

“Estou com medo de não dar tempo de fazer a cirurgia e eu morrer. Não sinto nada [na garganta], só quando eu vou comer mesmo, [a comida] fica presa na garganta, demora a descer. Tem que respirar mais forte e rápido, porque cansa. Quero que a cirurgia saia rápido”, lamenta.

Respostas
Segundo a Central de Regulação de Aparecida de Goiânia, a mãe de Rafaela acabou retirando o pedido da cirurgia da filha, pois não estava conseguindo resposta e achou melhor buscar outra alternativa.

Diante da situação, a prefeitura da cidade orientou Ana Cláudia a entrar novamente com pedido de cirurgia, o que foi feito na manhã desta segunda-feira (7).

O caso, agora, foi encaminhado para a Central de Regulação de Goiânia. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a paciente tem uma consulta marcada com especialista na próxima quinta-feira (10).

(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)