Geddel critica retorno de voto na cédula: “Está parecendo chantagem”

jp-bPostsReal9c32f1b497c746e9306a0b7602b3b168A previsão de bloqueio orçamentário feita pelo governo federal colocou em risco o uso de urnas eletrônicas nas eleições municipais de 2016. Em portaria conjunta publicada nesta segunda-feira (30), os presidentes dos tribunais superiores do país alertam que o corte implicará na falta de verbas para aquisição dos aparelhos. As urnas passaram a ser usadas no Brasil em 1996 e, desde 2000 todos os brasileiros votam em urnas eletrônicas.

O decreto publicado pelo governo com a previsão do contingenciamento, indica corte de R$ 1,74 bilhão no Orçamento do Poder Judiciário. A portaria afirma que o bloqueio imposto ao Judiciário, inclusive à Justiça Eleitoral, “inviabilizará as eleições de 2016 por meio eletrônico”. O presidente do PMDB na Bahia, Geddel Vieira Lima, utilizou uma rede social para criticar a decisão.

“Essa história de voto na cédula, ta parecendo chantagem com o Congresso. Melhor mesmo é acabar esse lero de Meta fiscal. Afinal pra que algo q não se cumpre?”, comentou no Twitter.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Dias Toffoli, disse estar certo de que o Congresso Nacional reverterá o contingenciamento de recursos para a Justiça Eleitoral, para garantir que as eleições de 2016 sejam com a utilização das urnas eletrônicas e não com a cédula de papel, como se ameaça.

Segundo ele, o contingenciamento de R$ 428,7 milhões em recursos da Justiça Eleitoral representa 80% do total necessário para a realização das eleições, em 2016. “Estamos certos e seguros de que o Congresso Nacional, certo da responsabilidade que tem, irá, com certeza, excepcionar gastos necessários para as eleições, em 2016”, disse Toffoli. (Varela Notícias)