Governo e oposição querem apresentar nomes para a sucessão estadual este ano

paulo_souto_acm_neto_wagner_festival_de_veraoOs eleitores baianos deverão entrar em 2014 cientes dos nomes que vão disputar a sucessão do governador Jaques Wagner (PT). Sem nomes naturais para a disputa, situação e oposição planejam “apresentar” os candidatos à sociedade ainda este ano.

Em  novembro, o PT vai tornar público o escolhido no partido para defender o legado dos oito anos de Wagner. A expectativa é que o nome seja aceito pelos partidos da base e apresentado como o candidato do governo até o final de dezembro.

“Essa definição está com o prazo marcado e ela não depende de 150 horas de conversa. Depende de sentar e definir  ‘vai ser assim’. Eu sinto que no PT está todo mundo querendo o entendimento”, acredita o governador.

Dentro do partido, disputam a indicação o senador Walter Pinheiro, os secretários da Casa Civil, Rui Costa, e do Planejamento, José Sérgio Gabrielli, além do ex-prefeito de Camaçari, Luiz Caetano.

Outros partidos da base do governo também tem nomes na disputa: a senadora Lídice da Matta (PSB), o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PDT) e o vice-governador, Otto Alencar (PSD). As postulações dentro da base não deverão ser uma barreira para a escolha do nome, acredita Wagner.

“Eu não vejo nenhum problema no diálogo com os outros partidos. Às vezes me dizem que este ou aquele está assim ou assado. Eu respondo o seguinte, ‘eu não posso ter aliados que não postulem’. Esse tempo já passou. As pessoas são qualificadas, mas você compõe”, afirma.

Para o presidente do PT baiano, Jonas Paulo, as chances de o candidato do governo sair de outro partido são muito pequenas. “A nossa legitimidade é reconhecida”, diz.

Jonas explica por que a escolha tem que se dar ainda este ano: “Não temos um nome natural. Precisaremos de tempo para construir. Se esperar entrar o ano, fica para depois do Carnaval e isso seria péssimo”.

Chapa de oposição – O vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, Geddel Vieira Lima, líder do PMDB baiano, diz que vai trabalhar para que a oposição tenha apenas um candidato ao governo do estado na próxima eleição.

“Eu só serei candidato se a oposição tiver uma chapa única, mas já deixei claro que não terei problema em abrir mão da candidatura para apoiar alguém de outro partido”, diz Geddel.

Ele defende que a definição saia ainda em 2013. “As conversas estão bem adiantadas e acredito que é possível, sim”, afirma.

Presidente do DEM, o deputado Paulo Azi  informa que a legenda também pretende definir os nomes até o final do ano. Até o momento o partido trata das chapas proporcionais (Câmara e Assembleia) e, em novembro, inicia a discussão da chapa majoritária (governo e Senado).

“Meu desejo é definir o quanto antes”, diz. Para Azi, mais importante que o partido que indicará o candidato ao governo é a definição do projeto político. “Eu acredito que podemos sair juntos já no primeiro turno”, diz.

O DEM tem como possíveis nomes o ex-governador Paulo Souto, o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, e o secretário municipal de Urbanismo e Transportes, José Carlos Aleluia.

A Tarde