Grão mestre diz que maçons devem ir às ruas contra atos danosos à população

    20130809041429_macons“A melhor vacina contra a corrupção é o esclarecimento da sociedade”, disse em Salvador o soberano grão-mestre geral do Oriente do Brasil, Marcos José da Silva, defendendo a liberdade de expressão. Segundo ele, a Imprensa “é fundamental” para a fiscalização do uso que se faz dos recursos públicos.

    Ele conclamou os maçons a ficarem atentos à gestão do município e do Estado. “Precisamos construir uma sociedade mais justa e mais igualitária.”

    Marcos José da Silva está em Salvador para acompanhar a comemoração dos 57 anos da Loja Cruz de Malta. Há no Brasil cerca de 2.700 lojas maçônicas, sendo 116 na Bahia e 21 em Salvador. São em torno de 78 mil maçons ativos e cerca de 180 mil se forem incluídos os inativos.

    Eles são responsáveis por 5 milhões de atendimentos anuais à população carente, com doações para creches e orfanatos, por exemplo. Ações filantrópicas e a busca pelo aprimoramento pessoal (material e espiritualmente) são objetivos da maçonaria, disse Marcos Silva, em entrevisa à Tribuna da Bahia e ao iG Bahia.

    O grão mestre criticou a postura da maçonaria de ainda divulgar muito pouco suas ações. “Temos que mostrar que somos compostos de seres virtuosos”, disse, destacando a parceria com o governo federal em programas de combate às drogas.

    Marcos José da Silva comentou as recentes manifestações nas ruas do país, atribuindo-as a um “movimento de indignação pelos descalabros e desmandos em relação à má utilização dos recursos públicos”. Mas ressaltou ser preciso mostrar como a corrupção está entranhada na sociedade.

    “O brasileiro não sabe o que é corrupção”, disse. “Não sabe, por exemplo, que são também atos de corrupção fraudar o Imposto de Renda, comprar sem nota fiscal, furar a fila, adquirir produtos piratas.”

    Sobre os brasileiros de sua geração, lembrou que um dia eles foram a esperança de um Brasil melhor. “E agora jogamos essa responsabilidade para os jovens atuais.”

    Fonte: Tribuna da Bahia