Grupo Gay da Bahia homenageará professores de Santaluz que teriam sido achados carbonizados

13418756_919383588189055_1217167980188073471_n1Os dois professores homossexuais que supostamente foram encontrados carbonizados dentro do porta-malas de um carro incendiado às margens da BA-120, em Santaluz, na noite de sexta-feira (10), serão homenageados em um ato organizado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), em Salvador. O ato, que será realizado nesta quinta-feira (16), às 18h, em frente à Catedral da Sé, também será em memória das vítimas do atentado que deixou 49 pessoas mortas e outras 53 feridas na madrugada de domingo (12), dentro de uma boate gay, em Orlando, nos Estados Unidos. “Iremos acender 200 velas na escadaria da Catedral da Sé em memória das pessoas mortas em Orlando e Santaluz. Contamos com a presença de toda a comunidade LGBT”, disse o presidente do GGB, Marcelo Cerqueira. Segundo ele, o objetivo do protesto, no caso de Santaluz, é cobrar da Justiça uma solução para o caso. “Estamos nos mobilizando para pedir ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, celeridade, para que as famílias das vítimas e a população de Santaluz não entendam que a impunidade prevalece em crimes de ódio como esse”, ressaltou.

O presidente do Grupo Gay da Bahia também destacou a importância da manifestação realizada em Santaluz na manhã desta segunda-feira (13), quando milhares de pessoas se mobilizaram e saíram em caminhada pelas ruas para pedir o fim da violência na cidade e uma solução para o caso. “Solidarizamo-nos com os familiares e amigos pela comoção pública gerada, mas, por outro lado, estamos felizes em saber que a população luzense não é conivente com esse tipo de violência e foi pra rua colocar em prática sua cidadania e protestar contra a homofobia”, concluiu.

A polícia acredita que os corpos encontrados dentro do porta-malas do carro possam ser dos professores Edivaldo Silva de Oliveira, conhecido como Nino, e Jeovan Bandeira, desaparecidos desde o dia do crime, segundo familiares, o corpo de Edivaldo já foi identificado e o de Jeovan segue aguardando o resultado dos exames para confirmar a identificação. Fontes ligadas a investigação disseram que a polícia também trabalha com a hipótese de que houve crime homofóbico, mas nenhuma linha de investigação pode ser descartada. O delegado João Farias ouviu cerca de dez pessoas neste domingo (12) sobre o caso. Dois jovens ainda foram conduzidos para averiguação na delegacia durante uma ação conjunta realizada entre as polícias Civil e Militar, mas foram liberados após serem ouvidos. A participação deles no caso não foi confirmada. O delegado disse que o objetivo do inquérito é determinar autoria e motivação do crime e enfatizou o empenho das investigações para elucidar o caso.

*As informações e fotos são do Notícias de Santaluz