Homens financiavam carros em nomes de mortos para vender no interior do estado

pokVocê já viu pessoas de sua cidade sem condições financeiras para possuir uma bicicleta aparecer de uma hora para outra de carro novo? Essa cena se tornou cada vez mais comum em pequenas cidades do interior da Bahia. Os chamados “Pokemons” ganharam força e hoje são alternativas para muitos que desejam adquirir carro novo e não possui condições para comprar por vias legais.

Dois integrantes de uma quadrilha especializada em veículos “Pok” que estavam utilizando documentos falsos com o nome de pessoas mortas para financiar veículos acabaram se dando mal. Os estelionatários Antônio Carlos Ferraz Rodrigues, 52 anos, e Aílton Alves de França, 39, foram presos, na quinta-feira (13), por investigadores da 6ª Delegacia Territorial (Brotas), dentro de uma concessionária de veículos, na Avenida ACM, Iguatemi, quando buscavam um carro financiado fraudulentamente.

A delegada Maria Dail Sá Barreto, titular da DT/Brotas, disse que este seria o sétimo golpe do ano aplicado pela dupla, apresentada à imprensa, nesta sexta-feira (14), naquela unidade. “Eles eram investigados há um mês, depois que a viúva de um homem com o nome envolvido no esquema fraudulento, informada pela financeira, registrou queixa na polícia”, ressaltou Dail, observando que, com os bandidos, os policiais encontraram um documento com o nome do morto e a foto do estelionatário Antônio Carlos.

Interrogada, a dupla disse que o veículo seria entregue a um homem identificado pelo prenome Roberto, para ser supostamente revendido em cidades do interior. Para isso, Antônio Carlos declarou que receberia R$ 2 mil, enquanto Aílton levaria R$ 1 mil. Afirmaram que este Roberto é o líder do bando e também o responsável por fornecer documentos empregados nos golpes.

Um automóvel Citröen C3, apreendido com os criminosos, foi encaminhado para exames periciais, enquanto a polícia investiga se a quadrilha conta com outros integrantes. Autuados em flagrante por estelionato, falsidade ideológica e uso de documento falso, Antônio Carlos e Aílton serão encaminhados ao Núcleo de Prisões em Flagrante, no Complexo Penitenciário da Mata Escura.