Inflação afeta a carne bovina e o churrasco fica ainda mais caro na Bahia

Com a instabilidade no mercado financeiro sobrou até para o churrasco. Segundo um levantamento realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), de outubro de 2013 a setembro de 2014, o preço dos produtos do churrasco subiu 12,08% — quase o dobro da inflação acumulada de 6,97% no mesmo período.

Na Bahia, os amantes de churrasco também estão gastando mais para apreciá-lo. O assistente de treinamentos em Recursos Humanos Hamilton Gomes Silva, de 47 anos, notou, principalmente, o aumento do preço das carnes. “A carne tem que ser de primeira. Normalmente compro filé especial, alcatara ou até mesmo a picanha”, contou ele, que faz churrasco em casa para a família ao menos duas vezes ao mês.

“Hoje compro o quilo do filé especial por R$ 19. Há um ano pagava R$ 13,90 pela mesma carne. Já pela picanha pago R$ 21. No ano passado ela custava R$ 14,90”, acrescentou. Para Hamilton, os preços de outros ingredientes, como tomate e cebola, são muito variáveis, mas como nem sempre são essenciais para um churrasco baiano, eles não pesam no seu bolso.

“O preço do tomate, por exemplo, varia com a chuva: tem época que está barato e tem época que não. O churrasco paulista e o do Sul é mais incremento: tem laranja, maionese, salada, tomate, etc. Aqui o ingrediente essencial é a carne. Se tiver carne e farofa, já está ótimo”, garante.

De acordo com a FGV, dentre os produtos do churrasco, o preço da carne bovina subiu 18,27%, seguida pela carne suína, 16,05%, e a linguiça, 10,45%. Esses, segundo a Fundação, foram os principais ingredientes responsáveis pelo aumento de 12% no período. Além disso, o preço da cebola subiu 32,34% e do tomate 25,80%. O levantamento constatou, ainda, que o custo da maionese subiu 12,19% e o do queijo coalho 4,90%.

As bebidas, em geral, também estão pesando mais no bolso do consumidor: os preços do refrigerante e água mineral aumentaram 8,82%, já o da cerveja cresceu 8,34%. Na contramão, batata e farinha de mandioca, principal ingrediente da farofa, ficaram mais baratas: a primeira teve preços 34,86% menores; já a segunda, 17,55%.

Correio 24 Horas