Jornalista da Record se emociona ao vivo ao ler Nota de Pesar após morte de Marcelo Rezende

A morte do apresentador Marcelo Rezende, noticiada em primeira mão pelo Metrópoles neste sábado (16/9), atingiu em cheio o jornalismo da TV Record, onde ele trabalhava há cinco anos. Um dos colegas que mais demonstrou emoção foi o repórter Reinaldo Gottino, responsável por noticiar a morte do jornalista em um plantão na emissora.

Visivelmente abalado com a notícia, Reinaldo iniciou a transmissão já com a voz embargada e os olhos vermelhos. “É um momento muito difícil para todos nós”, afirmou. Quando a emissora transmitiu imagens de reportagens feitas por Marcelo Rezende, o colega pareceu estar chorando. Em seguida, durante o Jornal da Record, a apresentadora Adriana Araújo também se emocionou ao falar da morte do amigo. “Vivemos hoje um dia de muita angústia porque sabíamos que a qualquer momento essa notícia podia sair, disse durante no noticiários.” Assista:
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Marcelo Rezende morreu às 17h45 deste sábado (16/9), aos 65 anos. O autor do bordão “Corta para Mim” lutava contra câncer no fígado e no pâncreas. Desde a última terça-feira (12), estava internado no hospital Moriah, na Zona Sul de São Paulo, onde morreu. Leia a Nota de Pesar da Rede Record:

A Record TV informa com grande pesar o falecimento de Marcelo Rezende, neste 16 de setembro de 2017, no Hospital Moriah, zona sul de São Paulo. Transmitimos nossas sinceras condolências ao familiares e amigos do jornalista com o qual tivemos a honra e o privilégio de trabalhar e que atuou com tanto brilhantismo em nossa programação.

O apresentador estava afastado do Cidade Alerta desde maio, quando descobriu um câncer no pâncreas e no fígado. Ele estava no comando do programa desde 2012 e ali imprimiu a sua marca, expondo os problemas de segurança pública do País com a coragem que sempre pautou sua trajetória, transformando o Cidade Alerta em um importante canal de denúncias. “Esse jornalismo que eu e alguns companheiros fazemos é o jornalismo que revela as mazelas do País”, disse ele.

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Foto reprodução

Com mais de 40 de carreira, Marcelo Rezende deixa um grande legado ao jornalismo do Brasil e da Record TV. Sua trajetória foi sempre guiada pela coragem em tocar em feridas sociais. Do flagrante de abuso policial na Favela Naval, em Diadema (SP), à corrupção no futebol, passando pelos inesquecíveis depoimentos de Francisco Assis Pereira, o Maníaco do Parque, e do ex-goleiro Bruno. Rezende foi um repórter investigativo de raro talento e um apresentador polêmico que não tinha medo de expor suas opiniões. Alguns dos episódios mais marcantes de sua carreira ele narrou no livro “Corta pra Mim”, lançado em 2013 pela editora Planeta, que tornou-se rapidamente um best-seller.

Rezende iniciou sua carreira na mídia impressa, aos 17 anos, no Jornal dos Sports, em sua cidade natal, no Rio de Janeiro, e atuou como jornalista esportivo por um longo período. Atuou no jornal O Globo e em seguida na Revista Placar, da editora Abril, até que, por fim ingressou na televisão, em 1988, quando foi trabalhar no Globo Esporte. A carreira sofreu uma guinada quando foi designado para fazer reportagens investigativas. Em 1999, fez parte da equipe de criação do Linha Direta, do qual tornou-se apresentador.

Na Record TV, o jornalista apresentou o Cidade Alerta em duas ocasiões, entre 2004 e 2005, e de 2012 a 2017, além de ter comandado o Repórter Record e o quadro A Grande Reportagem, exibido pelo Domingo Espetacular. Trabalhou também na Rede TV! onde apresentou o Repórter Cidadão e o Rede TV! News. Na Band esteve a frente do Tribunal na TV.