Jovem é proibido de entrar para a PM após aparecer em vídeo suspeito; assista

RTEmagicC_f971ea14af.jpgUma brincadeira nos vestiários da Polícia Militar custou caro a um jovem aluno. Rafael Francisco Carvalho, que se formaria na manhã desta quinta-feira (22), no 20º BPM (Mesquita), na Baixada Fluminense, foi proibido de fazer o juramento e de participar da solenidade. Além dele, uma aluna que filmou a dança e um outro aspirante que colocou o vídeo na internet também foram punidos da mesma forma.

Nas imagens, Rafael aparece de cueca, fazendo uma dança desengonçada. O jovem puxa a camisa contra o corpo de forma animada, arrancando risadas dos amigos. Após a divulgação da brincadeira, os três envolvidos foram encaminhados ao Conselho Escolar de Disciplina (CED) e podem ser expulsos da corporação. Com isso, a formatura dos estudantes fica pendente até a decisão do CED. A PM informou ainda que abriu investigação para apurar o caso.

O caso, que ganhou repercussão nacional, dividiu opiniões entre algumas figuras políticas. Para o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP), vice-presidente de Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia da Alerj, Rafael foi punido corretamente e, diante da performance apresentada, “deveria ter feito prova para o grupo Gaiola das Popozudas e pedido vaga para o clipe da música ‘Beijinho no ombro’, da cantora Valesca Popozuda”, em vez de fazer teste para se tornar policial militar.

Porém, ainda segundo ele, ser expulso da corporação seria uma espécie de “pena administrativa de morte”, já que a PM tem transgressões muitos mais graves para combater. “Foi um momento de descontração. A PM tem que expulsar aquele que vende armas para traficantes de drogas, que mata e extorque as pessoas nas ruas”, opinou o deputado.

Já para o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Alerj, Marcelo Freixo (PSol), expulsar alunos por uma brincadeira é absurdo. “O que prejudica a imagem da PM é a violência, a tortura em episódios de treinamento, como aconteceu com a morte de Paulo Aparecido”, afirmou o deputado, lembrando o episódio no qual o jovem e mais 32 alunos passaram mal em um treinamento no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap), em 2013.

“Se esse rapaz que dançou for expulso será mais um ato de violência da PM. E não é essa PM que a sociedade clama. É preciso uma visão menos militar dos fatos”, concluiu Freixo. (Correio)