Lipari recebe licença para explorar diamantes em Nordestina

main_splashA Lipari Mineração Ltda, empresa brasileira de capital privado, recebeu dia 25 a Licença Prévia (LP) alusiva à mina de diamantes Braúna, localizada no município de Nordestina, região sisaleira, a 340 quilômetros de Salvador.

A concessão é um marco para a implantação do Projeto Braúna e significa a aprovação do Estudo e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) pelo Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), responsável pelo licenciamento.

Conforme Ken Johnson, presidente e diretor executivo da Lipari, o licenciamento é fruto de extensa ação técnica e social junto com as autoridades e comunidades locais, que incluiu oficinas e audiência públicas, para identificar e discutir as preocupações das partes interessadas.  Johnson diz ainda que “é uma conquista significativa e que demonstra o nosso compromisso com as questões legais, ambientais, sociais e, especialmente, com as comunidades da área de influência, que manifestaram expressivo apoio e receptividade ao projeto”.

O próximo passo da empresa é “dar início ao processo de requerimento da Licença de Instalação (LI) que, quando concedida, permitirá a implantação do Projeto Braúna”.

Projeto Braúna

O Projeto Braúna, em Nordestina, tende a ser a primeira mina de diamantes da América do Sul desenvolvida em rocha kimberlítica que é a rocha-fonte principal de diamantes. Conforme projeção da empresa exploradora, a mina deverá produzir uma média de 225 mil quilates de diamantes/ano durante os primeiros sete anos de operações a céu aberto.

Todavia “a mina possui um excelente potencial para estender a vida útil da operação, através da lavra subterrânea e do desenvolvimento de recursos adicionais associados às outras 21 ocorrências de kimberlito que foram descobertas dentro das concessões da Lipari Mineração”, esclarece Johnson.

Ele ressalta que toda engenharia do projeto e a fabricação e importação de equipamentos especializados, oriundos da África do Sul, como também os equipamentos nacionais, estão em fase de conclusão, antecipando o início da construção, planejado para abril de 2014.

“Visando à otimização de recursos naturais e o bem-estar da população local, a Lipari Mineração fez investimentos significativos na engenharia e nos equipamentos do projeto da planta de beneficiamento da mina, utilizando avançadas tecnologias que recuperam aproximadamente 97% da água utilizada no processo de beneficiamento do minério. Embora resulte em investimentos e custos operacionais adicionais para a empresa, a recuperação da água minimiza a necessidade de captar grandes volumes no rio Itapicuru”, enfatiza o vice-presidente e diretor de Operações da empresa, Fernando Aguiar. (Tribuna da Bahia)