Liquidação de dívidas dos fruticultores é tema de reunião em Juazeiro

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Pecuária de Juazeiro, Tiano Felix participou nesta terça-feira (10), na agência do Banco do Brasil (Velho Chico) em Juazeiro, das discussões sobre a renegociação das dívidas dos fruticultores dos perímetros irrigados do município. O encontro que reuniu o superintendente regional do banco, Moisés da Silva Cunha, técnicos e os representantes dos projetos irrigados (Mandacaru, Tourão, Maniçoba e Curaçá) e o vereador Reinaldo Sabino, teve como pauta principal a liquidação das dívidas através da Lei 13.340.

Foto reprodução

Segundo o superintendente regional do banco a Lei que traz excelentes oportunidades para a liquidação das dívidas dos produtores rurais do Estado da Bahia, instituiu medidas de estimulo à liquidação de operações rurais da região da SUDENE, mediante concessão de rebate governamental. “Vale destacar, que as condições para o enquadramento dessa medida são para as dívidas contratadas até o dia 31 de dezembro de 2011, abrangendo produtores adimplentes ou não, sendo que o valor original do contratado é de até R$200 mil, com uma ou mais operações de um mesmo mutuário”, explicou Moisés. A Lei dá descontos e facilita a renegociação de dívidas de produtores rurais do Norte e Nordeste prejudicados pela seca.

De acordo com o produtor do perímetro irrigado de Curaçá – distrito de Itamotinga, Josival Barbosa, é necessário que os inadimplentes estejam cientes de suas condições, pois o prazo para o pagamento à vista com desconto vence no dia 29 de novembro. “Iremos levar os nomes de todos os produtores às associações de cada perímetro irrigado, para que os mesmos sejam informados da necessidade de irem às agencias bancárias para se informar da sua real situação. Essa é uma grande oportunidade para que as dívidas sejam saldadas com um bom desconto”, observou.

Durante a reunião, o grupo de produtores questionou a respeito das dívidas contratadas após o ano de 2011. Segundo os representantes do banco, os ativos devem ficar tranquilos, pois a instituição irá buscar soluções. “Mas é preciso que o produtor se dirija a agência bancária para saber se está ativo ou não, daí veremos a melhor saída”, afirmou Moisés, que solicitou apoio do município e dos representantes dos perímetros na realização da publicidade e mobilização para que os produtores procurem as agências para que tenha acesso aos benefícios da lei.

Para o secretário Tiano Felix, o encontro foi muito produtivo, pois os representantes do banco se comprometeram a buscar a melhor solução para a atual situação. “Vamos intensificar essas ações de mobilização para que mais produtores possam aderir à Lei de Renegociação e produzam com maior tranquilidade, gerando emprego, renda e fortaleçam ainda mais a nossa economia”, disse.

Lene Radina/ASCOM PMJ

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