Mais um divulgador consegue liminar e vai reaver R$ 5,8 mil da TelexFREE

    sizeMais uma pessoa conseguiu na justiça o direito de reaver o dinheiro investido na TelexFREE, companhia acusada de praticar pirâmide financeira. A empresa terá de devolver R$ 5,8 mil a um advogado do Espírito Santo, segundo o jornal capixaba A Gazeta. A decisão é do Juizado Especial Cível de Cariacica (ES), em caráter liminar. Procurado, o Juizado afirmou que só poderá confirmar a informação nesta tarde.

    Segundo a reportagem, o homem, que não quis se identificar temendo represálias, decidiu investir na empresa depois de um conhecido seu “encher o saco” por vários meses para que o fizesse.

    O recurso foi ajuizado no dia 4 de julho, com a liminar favorável saindo no dia seguinte.

    “Os fatos narrados na inicial são de conhecimento público e notório: os consumidores que contrataram a requerida não estão sendo restituídos, na forma contratada”, diz o processo, segundo o jornal.

    Embora a resposta judicial tenha sido rápida, o próprio divulgador da TelexFREE – como são chamados os vendedores da empresa – diz não ter muita esperança de reaver o dinheiro.

    “Ainda não acho que seja uma garantia. Se a Justiça do Acre bloqueou todos os valores para reduzir o número de divulgadores, poderia desbloquear essa quantia para reaver o meu dinheiro”, reclamou o homem ao jornal A Gazeta. Seu pedido de desbloqueio foi negado.

    A TelexFREE está proibida desde o dia 18 de junho de fazer qualquer movimentação financeira, o que inclui vender serviços e pagar aos seus vendedores, por decisão da uma juíza de Rio Branco (AC).

    Também nesta semana foi divulgado que outro advogado, de Rondonópolis (MT), obteve na justiça o direito de reaver a quantia investida, de 101 mil reais. Neste caso, porém, a juíza pediu que a quantia dele ficasse reservada em uma conta até que o mérito da ação contra a TelexFREE fosse julgado no Acre.

    Somente no Espírito Santo tramitam atualmente 62 processos contra a Ympactus Comercial, que utiliza o nome fantasia TelexFREE.

    Fonte: Revista Exame