Manifestantes deixam rastro de destruição em Euclides da Cunha

euclidesCessada a tensão entre índios/manifestantes e a polícia, ocorrida neste domingo, 16, em frente ao Complexo de Polícia Civil e 5º BPM/Euclides da Cunha onde os índios tentavam a qualquer custo resgatar um homem acusado de assassinar brutalmente uma criança na comunidade de Massacará para fazer justiça com as próprias mãos, as atenções de muitos euclidenses passam ao resultado dos atos de vandalismo provocados instantes depois que policiais militares conseguiram conter uma tentativa de invasão mais agressiva dos índios Kaimbés de Massacará.

Arremessando pedras e com pedaços de madeira os vândalos quebraram vidros e amassaram a chaparia de muitos automóveis estacionados em frete ao Complexo Policial Civil – CPC. São carros velhos e seminovos, como viaturas velhas, automóveis rebocados de acidentes ou apreensão e veículos seminovos, dentre estes um que pertence ao delegado de polícia Paulo Jason Falcão e um de marca Volkswagen Voyage, de placa policial nº HMJ-4926, licenciado de Euclides da Cunha, de propriedade do empresário Edjalma Costa – um dos primeiros veículos a serem danificados durante o vandalismo, com para-brisa e vidros do fundo e das portas da lateral esquerda quebrados.

destruicaEm contato com a redação do site euclidesdacunha.com, na noite desta segunda-feira, 17, o proprietário do Voyage sinalizou que já prestou queixa na Polícia e que irá entrar com uma ação judicial contra o Estado, para que os danos materiais sejam reparados.

Os danos matérias recaíram também sobre o CPC que teve várias vidraças e telhado quebrados. As avarias ficaram mais visíveis durante o dia, quando foi possível perceber a real dimensão dos prejuízos causados pelas pedras arremessadas à distância contra a unidade de segurança, tendo pedras de diversos tamanhos espalhadas nas áreas internas e externas. Um serviço de um vidraceiro foi solicitado nesta segunda-feira para procedimentos de substituição dos artefatos.

As pedras também causaram lesões sem gravidade em pelos menos dois policiais militares lotados no 5º BPM/Euclides da Cunha, que foram encaminhados ao Hospital Municipal ACM, onde receberam atendimento médico e posteriormente liberados.

Ninguém foi preso por essa ação de destruição, mas a Polícia Civil irá apurar os fatos e tentar identificar os vândalos que causaram prejuízos tanto no patrimônio público quanto no privado, embora encontre dificuldades na identificação, pelo fato de parte dos destruidores estarem na parte central do perímetro urbano da BR 116/Norte, que não mais está iluminada integralmente há meses – fato denunciado pelo site euclidesdacunha.com, mas que nenhuma providência foi adotada pelos órgãos responsáveis pela manutenção da iluminação pública.

De certo é que a polícia já sabe que parte dos depredadores é da cidade de Euclides da Cunha; além de alguns índios, conforme pôde ser observado no momento da correria das pessoas após policiais rechaçar à bomba e spray de pimenta tentativa de invasão ao complexo policial civil de Euclides da Cunha.

Há quem questione a participação de alguns moradores da cidade de Euclides da Cunha, principalmente os que os “defendem”, mas alguns fatos são contundentes, pois no momento da dispersão muitos índios correram em direção à esquerda da Delegacia de Polícia, onde havia uma razoável iluminação dos refletores do CPC e 5º BPM, ao contrário de outros que correram para à direita; parte mais escura, onde câmeras não conseguiam capturar com qualidade toda a ação. Porém, havia agentes observando todo o tumultuo e, com isso, muitos serão identificados pela Polícia.

Informações e fotos: Jaciel Correia/Euclidesdacunha.com